Seguro e financiamento de carros usados 2010: como fugir de contratos abusivos e não transformar a compra em prejuízo

Comprar um carro usado ano 2010 financiado pode parecer uma forma acessível de ter um veículo, mas juros, seguros mal dimensionados, tarifas, franquias elevadas e produtos empurrados no contrato podem transformar uma boa compra em um problema financeiro. Este guia mostra o que analisar antes de assinar.

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Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 10.08.2026 by Jairo Kleiser

Guia do comprador de carros usados

Seguro e financiamento de carros usados 2010: como fugir de contratos abusivos e não transformar a compra em prejuízo

Um carro ano 2010 pode custar muito menos do que um modelo novo e ainda cumprir perfeitamente a função de transporte da família. O problema começa quando o comprador olha apenas para o preço do veículo e para o valor da parcela. Em um automóvel com cerca de 16 anos de mercado em 2026, financiamento, seguro, manutenção e condições contratuais precisam ser analisados como uma única operação financeira.

Uma parcela aparentemente acessível pode esconder juros elevados, tarifas, seguros adicionais, serviços opcionais e um custo total muito maior que o esperado. Ao mesmo tempo, uma apólice barata pode trazer franquia alta, cobertura limitada, indenização abaixo da expectativa ou condições inadequadas para um veículo mais antigo.

O ponto central: não compre primeiro para depois descobrir quanto custa financiar e segurar. Em um carro 2010, a cotação do seguro, a análise do crédito e uma inspeção mecânica devem acontecer antes do fechamento definitivo do negócio.

Comprar um carro 2010 financiado exige uma lógica diferente

Em 2026, um automóvel ano 2010 já está em uma faixa etária na qual a condição individual do veículo passa a ser mais importante do que simplesmente o modelo estampado no anúncio. Dois exemplares do mesmo carro, mesma versão e mesmo ano podem apresentar diferenças enormes de conservação, histórico de colisões, manutenção, quilometragem, documentação e valor real.

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Essa idade também pode interferir na concessão de crédito e no seguro. Bancos, financeiras e seguradoras trabalham com políticas próprias de aceitação. Não existe uma regra universal segundo a qual todo carro 2010 pode ou não ser financiado ou segurado. A instituição pode analisar idade do veículo, valor, modelo, condição, perfil do comprador e outros critérios internos.

Por isso, pagar sinal ou assumir compromisso definitivo antes de confirmar financiamento e seguro é uma decisão de risco. O comprador pode descobrir posteriormente que o banco não aceita financiar aquele automóvel, que exige uma entrada maior ou que o seguro compreensivo ficou caro demais para o orçamento.

O negócio não deve ser analisado pela pergunta “a parcela cabe no bolso?”, mas por outra: “quanto esse carro realmente vai retirar do meu orçamento todos os meses depois que financiamento, seguro e manutenção forem somados?”.

Financiamento de carro usado 2010: a parcela não revela o custo real

Um dos argumentos comerciais mais eficientes na venda de automóveis é transformar uma dívida de dezenas de milhares de reais em uma única informação aparentemente simples: o valor da prestação.

“Fica por R$ 790 por mês”, por exemplo, parece muito mais confortável psicologicamente do que discutir o valor financiado, quantidade de parcelas, juros, tarifas, tributos e soma final do contrato.

É exatamente por isso que o consumidor deve abandonar a análise baseada exclusivamente na parcela e exigir a demonstração completa da operação.

CET: as três letras mais importantes do financiamento

O indicador fundamental para comparar propostas é o Custo Efetivo Total, o CET. O Banco Central determina regras para cálculo e informação do CET nas operações de crédito abrangidas pela regulamentação.

Na prática, duas financeiras podem anunciar taxas aparentemente semelhantes e entregar custos efetivos diferentes quando todas as despesas que integram a operação são consideradas.

Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a oferta de crédito deve apresentar informações fundamentais sobre a operação, inclusive o custo efetivo total, o agente financiador e a soma total que será paga com e sem financiamento.

Informação O que perguntar Por que importa
Preço à vista Qual é o preço real do carro sem financiamento? É a base para descobrir quanto o crédito efetivamente acrescentará.
Entrada Qual valor será pago imediatamente? Quanto menor o saldo financiado, menor tende a ser a exposição aos juros.
Valor financiado Qual é exatamente o principal da operação? Permite identificar se produtos ou despesas foram incluídos no crédito.
Taxa de juros Qual a taxa mensal e qual a taxa efetiva anual? A taxa mensal isoladamente pode dificultar a percepção do custo de um contrato longo.
CET Qual o Custo Efetivo Total da operação? É o indicador adequado para comparar o custo global das propostas.
Número de parcelas Quantas prestações serão pagas? Prazo maior pode reduzir a parcela e elevar significativamente o custo final.
Total final Quanto terei desembolsado ao terminar de pagar? Mostra a dimensão econômica real do negócio.

Peça duas folhas antes de decidir

Uma boa disciplina de compra é solicitar uma proposta escrita com o preço à vista e outra contendo todas as condições do financiamento.

Não compare “parcela de banco A” com “parcela de banco B”. Compare CET, valor financiado, prazo e total a pagar.

Uma instituição pode apresentar uma prestação menor simplesmente porque alongou o financiamento. Isso não significa necessariamente que o crédito ficou mais barato.

O que são as chamadas cláusulas leoninas?

A expressão “cláusula leonina” é utilizada popularmente para definir uma condição contratual extremamente desfavorável a uma das partes. No direito do consumidor, entretanto, o ponto técnico relevante é identificar uma cláusula abusiva.

O artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor estabelece a nulidade de diversas cláusulas contratuais abusivas, inclusive aquelas que imponham obrigações incompatíveis com a boa-fé ou coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.

Isso não significa que qualquer condição cara ou desfavorável seja automaticamente ilegal. Juros, tarifas e condições precisam ser analisados dentro da legislação e do contrato específico. O comprador deve desconfiar principalmente daquilo que não foi explicado, não foi solicitado ou aparece somente quando o contrato já está pronto para assinatura.

Sinal de alerta 1: “Só consigo essa taxa se levar o seguro”

Condicionar a contratação de um produto ou serviço à aquisição de outro pode caracterizar venda casada, prática vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.

Sinal de alerta 2: produtos que surgem no contrato

Seguro prestamista, assistência, garantia adicional, serviços financeiros ou outros produtos não devem simplesmente aparecer no valor financiado sem que o consumidor compreenda e aceite a contratação.

Sinal de alerta 3: vendedor só fala da parcela

Sempre que a conversa evita CET, taxa anual, total financiado e montante final pago, interrompa a negociação e solicite a proposta completa.

Sinal de alerta 4: assinatura imediata

“A aprovação expira hoje”, “a condição só vale agora” ou “preciso fechar no sistema” não são motivos para assinar um contrato que você ainda não analisou.

O direito de quitar antes

Outro ponto importante para quem pretende financiar um carro usado é a possibilidade de antecipar parcelas ou quitar o saldo devedor.

O artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor assegura a liquidação antecipada total ou parcial do débito com redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

Isso é especialmente relevante quando o consumidor recebe dinheiro extra posteriormente e decide diminuir o prazo da dívida.

Portanto, ao pensar em um financiamento de 36, 48 ou mais parcelas, não considere que necessariamente terá de carregar os juros originalmente projetados até o último mês se conseguir antecipar a dívida.

Um erro perigoso: financiar por muitos anos um carro que já tem 16 anos

O prazo do financiamento deve conversar com a idade e com a condição mecânica do veículo.

Um carro fabricado em 2010 pode continuar em excelente estado em 2026, mas peças de desgaste, componentes de suspensão, arrefecimento, direção, embreagem, câmbio, sistema elétrico, ar-condicionado e componentes eletrônicos podem exigir intervenções durante os anos seguintes.

O risco financeiro aparece quando o comprador compromete todo o orçamento com a entrada e assume uma prestação longa sem reservar recursos para manutenção.

Cenário perigoso: prestação do financiamento + seguro + combustível já consomem todo o orçamento disponível. Surge uma manutenção de R$ 2 mil ou R$ 3 mil e o proprietário precisa usar cartão ou empréstimo. O carro passa a gerar uma segunda dívida sobre a primeira.

Seguro para carro ano 2010: cote antes de comprar

A contratação do seguro deve entrar na fase de decisão sobre o veículo, e não depois que o carro já estiver na garagem.

A aceitação de um automóvel mais antigo depende da política comercial e técnica de cada seguradora e produto. Um modelo pode encontrar diversas opções de cobertura, enquanto outro pode ter mercado mais restrito.

Antes de entregar sinal, confirme se existe seguro compatível com o seu orçamento para a versão exata que está comprando.

Não peça apenas “quanto custa o seguro?”

Uma cotação somente pode ser comparada corretamente quando as coberturas são equivalentes.

Verifique, pelo menos:

  • cobertura para colisão;
  • roubo e furto;
  • incêndio;
  • eventos da natureza previstos no contrato;
  • responsabilidade civil por danos materiais a terceiros;
  • responsabilidade civil por danos corporais;
  • eventual cobertura para danos morais;
  • assistência 24 horas;
  • quilometragem do guincho;
  • vidros, faróis, lanternas e retrovisores;
  • carro reserva, quando disponível;
  • franquias;
  • regras de oficina;
  • tipos de peças utilizados no reparo;
  • valor ou critério de indenização integral.

“O seguro paga 100% da FIPE?” Cuidado com essa frase

Esse é um dos pontos que mais precisam ser lidos no contrato.

A SUSEP explica que as coberturas de casco podem ser estruturadas sob diferentes critérios, incluindo Valor de Mercado Referenciado (VMR) e Valor Determinado (VD).

Valor de Mercado Referenciado

No VMR, a indenização utiliza uma tabela de referência indicada no contrato combinada com um fator de ajuste percentual acordado entre as partes.

Portanto, não basta ouvir do corretor que “é pela FIPE”. Verifique qual tabela está indicada formalmente e qual é o percentual contratado.

Valor Determinado

No Valor Determinado, o limite de indenização é uma quantia fixa definida pelas partes na contratação.

Para automóveis mais antigos, especiais ou que apresentem características que dificultem uma avaliação puramente baseada em preço médio, compreender essa diferença é fundamental.

A pergunta correta não é “a seguradora usa FIPE?”. A pergunta correta é: “qual valor ou fórmula de indenização está escrita na minha apólice?”

Não existe um percentual universal de “perda total” para todo seguro

Outra simplificação perigosa é imaginar que existe um único percentual válido para todos os contratos.

A SUSEP informa que os critérios para caracterização de um sinistro com direito à indenização integral devem ser definidos nas condições contratuais.

Isso significa que o comprador precisa ler a apólice e entender exatamente quando um dano será tratado como reparação parcial e quando haverá indenização integral.

Em um carro 2010 isso ganha relevância adicional porque determinadas peças podem representar uma parcela elevada do valor de mercado do automóvel.

Franquia barata, seguro caro; seguro barato, franquia cara

O preço anual do seguro não pode ser analisado isoladamente.

Uma apólice aparentemente barata pode transferir uma parte maior do risco para o segurado por meio da franquia.

Imagine um automóvel de valor relativamente baixo cujo proprietário possui uma franquia elevada. Pequenos e médios danos podem acabar sendo pagos integralmente pelo próprio dono porque o reparo não supera economicamente a franquia ou não justifica a abertura do sinistro.

A comparação correta deve considerar simultaneamente prêmio anual, franquia, coberturas, limites e exclusões.

Vidros, faróis e retrovisores podem ter franquias próprias

Em veículos mais antigos, algumas peças podem estar menos disponíveis ou ter custo proporcionalmente elevado. Por isso, leia também as condições das coberturas acessórias.

Não considere automaticamente que “cobertura de vidros” significa substituição de qualquer componente sem participação financeira.

Oficina de livre escolha não deve ser presumida

A SUSEP informa que podem existir seguros com livre escolha de oficina e produtos que prevejam utilização de rede referenciada, conforme as condições contratuais.

Para um carro 2010, isso pode ser particularmente importante. Muitos proprietários de veículos mais antigos já possuem uma oficina especializada de confiança.

Se essa liberdade for importante para você, verifique antes da contratação se a apólice efetivamente permite essa escolha.

Peças originais, novas, usadas ou de outras especificações: leia a cláusula

A regulamentação admite diferentes estruturas de produto no que diz respeito às peças utilizadas no reparo, desde que observadas as condições técnicas e legais aplicáveis.

Em um veículo 2010 essa questão pode mudar completamente a experiência do segurado.

Pergunte expressamente:

  • qual tipo de peça poderá ser usada no reparo;
  • como funciona quando uma peça original não estiver disponível;
  • se há fornecedores homologados;
  • quem garante o serviço realizado;
  • como funciona a indenização se a peça necessária não puder ser localizada.

Perfil do seguro: informações aparentemente pequenas podem ter grande impacto

O questionário ou processo de avaliação de risco deve ser tratado com seriedade.

Não tente reduzir o preço da apólice informando um perfil que não corresponde à realidade. O segurado deve responder corretamente às informações solicitadas e comunicar mudanças relevantes de risco quando aplicável.

A atual Lei do Contrato de Seguro, Lei nº 15.040/2024, em vigor desde dezembro de 2025, estabelece regras específicas sobre agravamento relevante do risco e sua comunicação.

Dependendo do produto, podem ser importantes informações como:

  • quem dirige habitualmente o veículo;
  • onde o automóvel permanece durante a noite;
  • região de circulação;
  • uso particular ou profissional;
  • utilização comercial, quando existente;
  • condutores adicionais;
  • características relevantes solicitadas na avaliação do risco.
Economia falsa: omitir informações para reduzir o prêmio pode criar uma discussão muito mais cara justamente no momento em que você precisar da cobertura.

Seguro contra terceiros pode ser tão importante quanto proteger o próprio carro

Um carro 2010 pode ter valor de mercado relativamente baixo, mas continua capaz de se envolver em um acidente com um veículo muito mais caro.

Esse é o motivo pelo qual avaliar somente o valor do próprio carro é uma visão incompleta do risco.

A cobertura de responsabilidade civil destinada a danos causados a terceiros merece análise específica, especialmente os limites contratados para danos materiais e corporais.

Economizar alguns reais no prêmio anual reduzindo demais esses limites pode deixar uma exposição financeira muito superior ao valor do próprio veículo.

O carro foi financiado: o seguro deve ser escolhido pela proteção, não pela empolgação

O momento da compra é psicologicamente ruim para avaliar produtos financeiros adicionais.

O comprador já escolheu o carro, imaginou o veículo na garagem e muitas vezes está emocionalmente comprometido com o negócio. É nesse instante que produtos adicionais podem parecer pequenos perto do valor total da compra.

“São apenas mais R$ 35 por mês” parece pouco. Entretanto, vários acréscimos desse tipo podem representar centenas ou milhares de reais ao longo do contrato.

Faça uma pergunta para cada cobrança

Para cada item adicional, pergunte:

  1. O que exatamente estou contratando?
  2. Esse produto é obrigatório por lei ou é opcional?
  3. Qual é o preço total dele?
  4. Ele está sendo pago à vista ou financiado junto com o carro?
  5. Se estiver financiado, pagarei juros também sobre esse produto?
  6. Posso contratar equivalente em outra empresa?
  7. Onde está descrita a cobertura?
  8. Como funciona o cancelamento, quando aplicável?

O custo real do carro 2010 não termina na prestação

Antes de comprar, monte um orçamento mensal do veículo.

Despesa Como calcular
Financiamento Valor efetivo da prestação mensal.
Seguro Prêmio anual dividido por 12 para visualizar o impacto mensal.
Combustível Quilometragem mensal estimada multiplicada pelo consumo e preço do combustível.
Manutenção preventiva Crie uma reserva mensal para revisões, óleo, filtros, fluidos e peças de desgaste.
Pneus Mesmo que não sejam trocados mensalmente, devem entrar na reserva financeira.
Impostos e licenciamento Considere as regras e valores aplicáveis ao seu estado.
Estacionamento e pedágio Inclua conforme sua rotina.
Reserva para reparos Fundamental em um veículo com aproximadamente 16 anos de uso.

Se a soma desses custos já estiver próxima do limite mensal disponível, o veículo pode estar acima da capacidade financeira do comprador mesmo que o banco tenha aprovado o crédito.

Crédito aprovado significa que uma instituição aceitou emprestar dinheiro. Não significa automaticamente que aquele carro é financeiramente confortável para a sua realidade.

Faça uma inspeção mecânica antes de financiar

Financiar um carro usado problemático é uma combinação especialmente ruim porque o comprador fica com duas obrigações simultâneas: reparar o veículo e continuar pagando a dívida.

Uma inspeção independente antes da compra deve analisar, conforme o modelo:

  • motor e sinais de vazamento;
  • sistema de arrefecimento;
  • câmbio e embreagem;
  • suspensão;
  • freios;
  • direção;
  • pneus;
  • sistema elétrico;
  • ar-condicionado;
  • luzes de advertência no painel;
  • estrutura e sinais de reparos anteriores;
  • compatibilidade da manutenção com a quilometragem apresentada.

Quanto mais velho o veículo, mais importante é comprar a condição real daquele exemplar, e não apenas a reputação geral do modelo.

Não confunda preço de anúncio com valor econômico do carro

Uma tabela de preços é uma referência de mercado, mas não consegue avaliar individualmente conservação, pneus, manutenção atrasada, colisões anteriores, pintura, interior, documentação e histórico daquele exemplar específico.

Se um carro está substancialmente acima de referências de mercado, pergunte por que. Se está muito abaixo, faça exatamente a mesma pergunta.

Um desconto de alguns milhares de reais perde rapidamente o sentido se o automóvel exigir pneus, suspensão, arrefecimento e manutenção pesada logo após a compra.

O roteiro ideal de compra de um carro 2010 financiado

01

Escolha o modelo

Pesquise manutenção, peças, consumo e problemas recorrentes da versão.

02

Localize um exemplar

Avalie preço, estado, documentação e histórico.

03

Cote o seguro

Descubra se a versão é aceita e quanto custará protegê-la.

04

Faça inspeção independente

Não dependa exclusivamente da avaliação de quem está vendendo.

05

Negocie o preço à vista

Primeiro descubra o valor do automóvel; depois discuta o crédito.

06

Solicite propostas de crédito

Compare CET, prazo, valor financiado e custo final.

07

Leia os adicionais

Identifique seguros, garantias e serviços incluídos na operação.

08

Só então assine

Guarde proposta, contrato, comprovantes e apólice.

Checklist: 20 pontos antes de assinar financiamento e seguro

  1. Confirme o preço do carro à vista.
  2. Descubra o valor exato da entrada.
  3. Confira quanto realmente será financiado.
  4. Verifique taxa de juros mensal.
  5. Verifique taxa efetiva anual.
  6. Exija informação sobre o CET.
  7. Confira a quantidade de parcelas.
  8. Calcule o total desembolsado até o fim.
  9. Identifique cada produto adicional.
  10. Questione qualquer seguro ou serviço não solicitado.
  11. Não aceite pressão para assinatura imediata.
  12. Cote seguro antes da compra.
  13. Confira o valor ou critério de indenização integral.
  14. Leia as franquias.
  15. Confira limites para danos a terceiros.
  16. Veja as regras de oficina.
  17. Confira os tipos de peças previstos no reparo.
  18. Responda corretamente ao perfil de risco.
  19. Faça inspeção mecânica e documental.
  20. Mantenha reserva financeira depois de pagar a entrada.

“Mas preciso decidir agora porque outro comprador está interessado”

Talvez esteja. Mesmo assim, existem muitos carros usados no mercado e somente um responsável pelo seu contrato: você.

Perder um negócio por ter analisado demais é muito menos grave do que passar quatro anos pagando por um negócio analisado de menos.

O comprador precisa estar disposto a levantar da mesa.

Essa é provavelmente a maior vantagem em qualquer negociação.

O que fazer se houver pressão, cobrança não explicada ou produto não solicitado?

Solicite a proposta e o contrato em suporte que possa ser guardado. Faça perguntas por escrito sempre que possível e mantenha comprovantes.

Se identificar divergências, procure primeiro a própria instituição financeira, seguradora ou fornecedor e registre protocolo.

Persistindo o problema, o consumidor pode procurar órgãos de defesa do consumidor e, quando aplicável, utilizar a plataforma oficial Consumidor.gov.br.

Questões contratuais relevantes ou situações com prejuízo financeiro elevado podem justificar análise individual por profissional juridicamente habilitado.

Perguntas frequentes sobre financiamento e seguro de carro 2010

É possível financiar um carro ano 2010 em 2026?

Pode ser possível, mas depende das políticas de crédito da instituição financeira, do veículo, do valor da operação e do perfil do comprador. Não existe uma política única válida para todos os bancos. Por isso, confirme a disponibilidade do crédito antes de assumir compromisso definitivo com o vendedor.

Carro 2010 ainda consegue seguro total?

A possibilidade depende do modelo, da seguradora e da política de aceitação do produto. Alguns veículos podem encontrar cobertura compreensiva enquanto outros terão opções mais limitadas. A recomendação é realizar cotações antes de fechar a compra.

Seguro de carro usado sempre paga 100% da FIPE?

Não se deve presumir isso. O contrato pode trabalhar com Valor de Mercado Referenciado, Valor Determinado ou outro critério objetivo previsto nas condições contratuais. No VMR, devem ser conferidos a tabela de referência e o fator de ajuste contratado.

O que é CET no financiamento de veículos?

CET significa Custo Efetivo Total e é um indicador fundamental para avaliar o custo global da operação de crédito. Para comparar propostas, não observe somente a taxa mensal ou o valor da parcela.

A loja pode obrigar o comprador a contratar seguro para conseguir financiamento?

O Código de Defesa do Consumidor proíbe condicionar o fornecimento de um produto ou serviço à contratação de outro em situações caracterizadas como venda casada. Caso seja apresentado algum produto como obrigatório, peça que a exigência e sua fundamentação sejam fornecidas por escrito antes da assinatura.

Posso quitar o financiamento antes do prazo?

O Código de Defesa do Consumidor assegura a liquidação antecipada total ou parcial do débito com redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

É melhor dar toda a reserva financeira como entrada?

Em um carro de 2010, eliminar completamente a reserva de emergência pode ser arriscado. Além da prestação, o veículo pode exigir manutenção, pneus, seguro e reparos. A entrada deve ser planejada considerando também a necessidade de manter liquidez depois da compra.

Seguro barato é sempre melhor para um carro mais antigo?

Não. É necessário comparar prêmio, franquias, coberturas, limites, assistência, indenização, rede de oficinas e exclusões. Duas apólices com preços parecidos podem oferecer níveis de proteção bastante diferentes.

Conclusão: o melhor carro 2010 não é o de menor parcela

Comprar um carro usado ano 2010 financiado pode fazer sentido quando preço, estado mecânico, seguro e custo do crédito estão equilibrados. O problema começa quando a decisão é tomada somente pela aparência do carro e pelo tamanho da prestação.

O comprador disciplinado separa as decisões: primeiro avalia o automóvel, depois o preço, depois o financiamento e finalmente compara as condições reais do seguro. Nenhuma dessas etapas deve ser atropelada pela empolgação.

Em um veículo com aproximadamente 16 anos, o melhor negócio não é necessariamente aquele que tem o menor preço anunciado. É aquele que permite continuar pagando a prestação, manter o seguro, fazer manutenção corretamente e ainda preservar uma margem financeira para imprevistos.

Se a operação só funciona quando nada dá errado durante os próximos três ou quatro anos, o orçamento já começou apertado demais.

A compra segura começa antes da assinatura: compare CET, leia a apólice, questione adicionais, faça inspeção e mantenha reserva financeira. O entusiasmo pela chave nova dura alguns dias; o contrato pode acompanhar o proprietário durante anos.

Fontes institucionais consultadas:

Código de Defesa do Consumidor – Presidência da República: Lei nº 8.078/1990

Banco Central do Brasil – Custo Efetivo Total: Resolução CMN nº 4.881

SUSEP – Seguro de Automóveis: Orientações oficiais sobre seguro auto

Lei do Contrato de Seguro: Lei nº 15.040/2024

Conteúdo editorial e informativo. Condições de financiamento, aceitação de risco e preços de seguro variam conforme instituição, veículo, região e perfil do consumidor. Para conflitos contratuais concretos, procure orientação profissional ou os órgãos competentes de defesa do consumidor.
Ficha técnica explicativa de carros e Custo Total de Propriedade