Porsche 911 S 2.0 170 cv ano 1969: topo de linha do 911 antigo com Bosch MFI de maior vazão

Porsche 911 S 2.0 (1969): 170 cv, injeção mecânica Bosch MFI de maior vazão, acerto para alta rotação e mistura rica. Engenharia, preço e mercado.

Porsche 911 S 2.0 170 cv ano 1969 topo de linha do 911 antigo com Bosch MFI de maior vazão
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 22.01.2026 by

Porsche 911 S 2.0 (1969): 170 cv, injeção mecânica Bosch MFI de maior vazão, acerto para alta rotação e mistura rica. Engenharia, preço e mercado.

Porsche Antigo ao Porsche atual – Natália Svetlana – Colunista JK Porsche

Visão geral executiva

Porsche 911 S 2.0 170 cv ano 1969 topo de linha do 911 antigo com Bosch MFI de maior vazão
Porsche 911 S 2.0 170 cv ano 1969 topo de linha do 911 antigo com Bosch MFI de maior vazão

No ano-modelo 1969, o Porsche 911 S (Super) Coupé 2.0 consolidou-se como o topo de linha do 911 antigo. Entregando 170 cv num flat-six arrefecido a ar, o S estreou a injeção mecânica Bosch MFI em configuração de maior vazão, com mapa (space cam) e acerto para rotações elevadas e mistura ligeiramente mais rica.

Um set-up feito para quem vive acima de 6.000 rpm. Para o público técnico, o 911 S 2.0 é um estudo de caso em integração de powertrain, chassi de baixa massa e aerodinâmica de época, um pacote que define a régua de qualidade do Porsche antigo.

Contexto técnico e de produto (MY1969)

1969 marca a primeira grande reengenharia do 911: entre-eixos alongado em 57 mm (melhor distribuição de massas), novas bitolas, freios ventilados de série no S,

Além de melhorias NVH (ruído, vibração e aspereza) sem comprometer a resposta dinâmica. O 911 S era o flagship acima do 911 E e do 911 T, com foco em performance em alta e precisão de comando.

Trem de força: flat-six 2.0 com MFI de maior vazão

  • Arquitetura: boxer 6 cilindros, 1.991 cm³, arrefecimento a ar, comando simples por bancada, taxa ~9,8:1;
  • Alimentação: Bosch MFI (Mechanical Fuel Injection) com corpos individuais e bomba de alta capacidade.
  • O “space cam” do S prioriza entregas lineares acima de 4.000 rpm, enriquecendo mistura para resposta imediata e limpeza de queima em giro alto;
  • Outputs de referência: 170 cv @ ~6.800 rpm; ~19,5 kgfm @ ~5.500 rpm;
  • Linha vermelha: ~7.200 rpm, com margem segura quando o sistema está dentro de especificação;
  • Transmissão: manual 5 marchas tipo 901 (padrão “dogleg”), relações curtas para manter o motor no platô de potência.

Por que a MFI do S é “de maior vazão”?

A bomba mecânica usa êmbolos e perfis de came específicos para o S. O resultado é debitagem superior por ciclo, casada a corpos borboleta mais responsivos.

Na prática: enchimento volumétrico otimizado, atomização consistente e resposta de pedal telepática, desde que a calibração esteja perfeita.

Chassi, direção e frenagem

  • Plataforma: monobloco com entre-eixos 2.268 mm (LWB), massa de referência ~1.030 kg;
  • Suspensão: McPherson dianteira e eixos semiarrastados traseiros, ambos com barras de torção, amortecedores de carga firme no S;
  • Direção: cremalheira direta, baixa inércia;
  • Freios: discos ventilados ATE nas quatro rodas, pinças de maior área efetiva; pedal firme e modulável em pista;
  • Rodas/Pneus: rodas Fuchs forjadas (5.5”/6” x 15”), pneus radiais 185/70 VR15 de época, hoje há equivalentes com melhor coeficiente de atrito, mantendo diâmetro externo.

Desempenho e dirigibilidade (indicativos de época)

  • 0–100 km/h: ~7,0 s;
  • Velocidade máxima: ~225 km/h;
  • Faixa útil: o carro “acorda” forte aos 4.000 rpm e empurra até o corte com potência específica alta para um 911 antigo. A dianteira leve exige entrada suave e aceleração construída na saída, escola clássica de 911.

Manutenção, ajustes e riscos técnicos

Profissionais acostumados a carburadores devem respeitar a lógica da MFI:

  • Bomba MFI: checar clearances, desgaste de êmbolos e sincronismo da alavancagem;
  • Corpos e varetas: sincronização de borboletas é crítica; use manômetros de coluna e procedimento por cilindro;
  • Mistura e avanço: enriquecer demais mascara falhas de vedação; vácuo estável é pré-condição;
  • Arrefecimento a ar: folgas térmicas, vedações e lâminas de ventilação em perfeito estado; trocas de óleo e regulagem de válvulas conforme manual;
  • Freios ventilados: atenção a espessura mínima e paralelismo; fluido com ponto de ebulição alto se o uso incluir track-days.

Originalidade, valor e procurement

No recorte de colecionismo, o 911 S 2.0 é um “high-spec” muito desejado. Atributos que valorizam:

  1. Matching numbers (motor/caixa/monobloco);
  2. Rodas Fuchs corretas, acabamento e interior de época;
  3. Sistema MFI íntegro de fábrica, sem conversões para carburador;
  4. Documentação histórica (faturas, registros de serviço, “Kardex/CoA”).

Faixa de preço e dinâmica de mercado

  • Mercado internacional: exemplares corretos variam de alto a muito alto valor segundo histórico, originalidade e estado;
  • Brasil: importados sob regime de coleção tendem a prêmio adicional por escassez e custo de recomposição;
  • Tese de investimento/uso: o S 2.0 combina liquidez com custo técnico acima da média, especialmente pela MFI. Para o cliente certo, é ativo de baixa elasticidade de oferta e alto apelo de marca no espectro Porsche antigo / 911 antigo.

Especificações resumidas

  • Modelo: Porsche 911 S (Super) Coupé 2.0 – MY1969;
  • Motor: B6 boxer, 1.991 cm³, arrefecido a ar, Bosch MFI (maior vazão);
  • Potência/Torque: 170 cv / ~19,5 kgfm;
  • Transmissão: manual 5M tipo 901 (dogleg);
  • Peso em ordem de marcha: ~1.030 kg;
  • Suspensão: McPherson (dianteira) / semiarrastado (traseira), barras de torção;
  • Freios: discos ventilados nas quatro rodas;
  • Rodas/Pneus: Fuchs 15” / 185/70 VR15;
  • 0–100 km/h / Vmáx: ~7,0 s / ~225 km/h.

Conclusão

O Porsche 911 S 2.0 (1969) cristaliza o que profissionais e entusiastas chamam de “assinatura dinâmica” do 911 antigo: motor elástico com MFI de maior vazão, massa contida, freios ventilados e comunicação de chassi rara.

Para mecânicos e engenheiros, é laboratório vivo de calibração mecânica de precisão. Para consumidores, é a síntese do Porsche antigo em sua forma mais pura, nobre, exigente e atemporal.

A complexidade da injeção mecânica (MFI) nos anos 1960 e 1970: ajustes, manutenção e o “gap” de capacitação fora da fábrica

A injeção mecânica Bosch (MFI) que equipou o 911 S de 1969 virou um benchmark técnico, mas também um divisor de águas na pós-venda.

Diferente dos carburadores, cujo acerto é mais intuitivo para quem domina giclês, difusores e agulhas, a MFI exige leitura sistêmica: bomba de êmbolos com space cam específico, sincronismo de varetas, corpos borboleta individuais e correção térmica/barométrica trabalhando em orquestra.

Sem esses fundamentos, a manutenção escorrega para tentativas e erros que geram sintomas intermitentes: marcha-lenta irregular, retomadas com buracos, partidas a quente problemáticas e consumo além do esperado.

No front da calibração, o space cam (cames perfis) dita o volume por ciclo em função de rotação e carga. A bomba precisa estar mecanicamente íntegra (folgas internas, estanqueidade dos êmbolos, avanço da alavancagem) e sincronizada com os corpos borboleta.

É aqui que oficinas sem treinamento de fábrica patinavam: sem bancada de teste, relógios comparadores e manômetros de coluna para balanceamento por cilindro, ajustava-se “por ouvido”.

O resultado típico é mistura rica para mascarar falta de equalização — o carro “melhora” no curto prazo, mas passa a encharcar velas, lavar cilindros e contaminar o óleo.

A sensibilidade ao linkage (conjunto de varetas e alavancas) é outro ponto crítico. Milímetros de folga ou pré-carga diferente entre bancadas deslocam a relação borboleta-bomba, desalinhando o mapa real do space cam.

Na prática, dois 911 S idênticos podem se comportar como carros diferentes apenas por desigualdade no paralelismo das varetas. Mecânicos não treinados tendiam a corrigir na mistura base da bomba — quando a raiz estava na progressão dos corpos.

O ambiente de operação dos anos 1960–1970 adicionava variáveis. Gasolinas com chumbo, volatilidade sazonal e altitude sem sensores eletrônicos exigiam que a compensação barométrica/termomecânica estivesse calibrada e livre.

Se o compensador de temperatura travava, o carro ficava “sempre frio” (rico) ou “sempre quente” (pobre). Some a isso chicotes envelhecidos do cold start e bicos com cone de pulverização comprometido: a MFI vira injustamente “a vilã”, quando o problema é de base (vedação, vácuo, elétrica auxiliar).

No stack de ferramentas, a caixa mínima inclui: relógio comparador para rack travel da bomba, vacuômetros múltiplos ou coluna para equalização de borboletas, fluxômetro e analisador de gases (CO/HC) para referência estática.

Em cenário ideal, soma-se bancada Bosch para inspeção da bomba e dinamômetro de rolos com sonda wideband, especialmente útil hoje, quando as gasolinas não replicam o perfil dos anos 1960. Sem esses meios, qualquer acerto vira “tiro de dispersão”.

O playbook de falhas recorrentes em oficinas não especializadas é conhecido:
• Enriquecimento crônico para suavizar misfire por vácuo falso;
• Atraso no avanço por “medo de batida de pino”, matando resposta em alta;
• Desbalanceamento entre bancadas, causando vibração e ruído de admissão;
• Partidas a quente ruins por estratégia de cold start “sempre ativa”;
• Conversão apressada para carburadores, que resolve sintomas mas compromete originalidade e valor — especialmente em um Porsche antigo “S” de 1969.

Para quem mantém um 911 S (ou outro 911 antigo com MFI) hoje, a governança técnica é clara: partir de um baseline mecânico irretocável (compressão, leak-down, folgas de válvulas, estanqueidade de admissão/escape).

Restaurar linkage e corpos ao padrão de fábrica, revisar a bomba em especialista com bancada e calibrar com dados, não por impressão subjetiva.

Em seguida, validar no mundo real: temperatura de óleo, leitura de vela após carga sustentada, driveability em meia carga e, se possível, log de AFR em rampa.

O fator humano continua sendo a variável mais crítica. A MFI é um sistema preciso, não “temperamental”. O que faltou nas décadas de 1960 e 1970, rede ampla de treinamento e instrumentação nas oficinas independentes, ainda hoje separa acertos medianos de acertos de fábrica.

Quando a cadeia de manutenção opera com método, ferramentas e documentação, a MFI entrega exatamente o que prometia em 1969: resposta imediata, limpeza em alta rotação e confiabilidade sob carga. Sem método, qualquer ajuste vira loteria, e o proprietário paga em performance, durabilidade e valor de coleção.

Vídeo: O Porsche 911 S 2.0 de 1969 nasce com um novo “pipeline” de potência

Ficha Técnica completa Porsche 911 S 2.0 170 cv Bosch MFI ano 1969
Ficha Técnica — Porsche 911 S 2.0 (1969) | Bosch MFI 170 cv

Porsche 911 S 2.0 (1969) — Bosch MFI 170 cv • Ficha Técnica Completa

Porsche antigo 911 antigo Topo da linha (MY69) MFI maior vazão

Meta descrição sugerida: Ficha técnica profissional do Porsche 911 S 2.0 (1969) com Bosch MFI 170 cv — motor, desempenho, consumo e autonomia, aerodinâmica, chassi e carroceria, preços de época e valor atual no mercado de carros antigos. Palavras-chave: Porsche antigo, 911 antigo.

Motor & Transmissão

ItemEspecificação
DesignaçãoFlat-six (boxer) 2.0, arrefecimento a ar, código de família MY69
Cilindrada1.991 cm³
AlimentaçãoBosch MFI (injeção mecânica) — bomba de maior vazão, corpos individuais e acerto para alta rotação
Potência170 cv @ ~6.800 rpm
Torque~19,5 kgfm @ ~5.500 rpm
Taxa de compressão~9,8:1
Corte de giro (indicativo)~7.200 rpm
Comando de válvulasSOHC por bancada, 2 válvulas por cilindro
LubrificaçãoCárter seco, trocador de calor e serpentinas/defletores de ar
TransmissãoManual 5 marchas tipo 901 (padrão “dogleg”)
TraçãoTraseira (RWD)
Relação final (indicativa)~4,43:1 (varia conforme mercado)

Valores indicativos de época; confirmar por número de chassi e documentação técnica do exemplar.

Desempenho, Consumo & Autonomia

ItemReferência
0–100 km/h~7,0 s
Velocidade máxima~225 km/h
Consumo urbano~14–16 L/100 km (6,2–7,1 km/L)
Consumo rodoviário~10–12 L/100 km (8,3–10,0 km/L)
Tanque de combustível~62 L (capacidade padrão; reservatório maior opcional em alguns mercados)
Autonomia típica (rodoviário)~515 km (considerando ~12 L/100 km)

Consumos variam conforme combustível atual, altitude, estado de acerto da MFI e relações de câmbio.

Aerodinâmica

ParâmetroValor/Observação
Coeficiente de arrasto (Cd)~0,37–0,39 (estimativas de época para carroceria longa LWB)
Área frontal (A)~1,9–2,0 m² (estimada)
Cd·A (arrasto efetivo)~0,72–0,78 m² (estimado)
Equilíbrio aerodinâmicoLeve sustentação dianteira em alta (carro sem spoiler frontal de fábrica em 1969); sensível à distribuição de massa e altura de rodagem
Coeficientes de sustentaçãoDe época e dependentes de configuração; em geral exige condução progressiva acima de 160–180 km/h

Dados aerodinâmicos são aproximados e variam com pneus, altura, bitola e acessórios.

Chassi & Carroceria

ItemEspecificação
EstruturaMonobloco em aço (LWB 1969), massa de referência ~1.030 kg
Entre-eixos2.268 mm
Comprimento × Largura × Altura~4.163 × 1.610 × 1.320 mm
Bitolas (ant./tras.)~1.372 / ~1.359 mm (aprox.)
DireçãoCremalheira direta
Suspensão dianteiraMcPherson com barra de torção
Suspensão traseiraEixos semiarrastados com barra de torção
FreiosDiscos ventilados ATE nas quatro rodas (pinças “S” de maior área)
RodasFuchs forjadas 15″ (larguras típicas 5,5″–6″)
Pneus (época)185/70 VR15
Painéis levesTampa traseira e componentes específicos em liga leve em versões S (varia por lote/mercado)
Distribuição de massasTraseira, sensível a carga no eixo dianteiro e calibragem de barra

Medidas e componentes podem variar por mercado e lote de produção.

Preço (1969) & Valor de Mercado Atual

ParâmetroReferência
Preço zero-km (EUA, 1969) ~US$ 7.500–8.200 (base, sem opções; valores variam por país, impostos e frete)
Mercado clássico — internacional Exemplares corretos e “matching numbers”: faixa frequentemente alta a muito alta; carros “concours” superam marcadores premium
Mercado clássico — Brasil Unidades importadas sob coleção: prêmio por escassez e custo de recomposição; auditoria técnica e documental é determinante
Drivers de valor Originalidade MFI, rodas Fuchs corretas, histórico, documentação de fábrica, estado de carroceria e ausência de conversão para carburador
Observação: preços históricos e de mercado são faixas indicativas e variam conforme câmbio, estado, procedência, originalidade e momento do mercado.

Manutenção crítica (pontos de atenção profissionais)

  • MFI: sincronismo de varetas, equalização de corpos e calibração de bomba em bancada especializada.
  • Arrefecimento a ar: defletores, estanqueidade e folgas térmicas conforme manual.
  • Freios ventilados: espessura mínima, fluido com alto ponto de ebulição e discos dentro do paralelismo.
  • Geometria: altura de rodagem e barras de torção com cargas equilibradas para estabilidade em alta.

Resumo executivo

Posicionamento
Topo de linha do 911 antigo (MY1969), foco em alta rotação e resposta imediata
Diferenciais
Bosch MFI de maior vazão, freios ventilados “S”, rodas Fuchs, baixa massa
Perfil de uso
Dirigibilidade envolvente; requer acerto meticuloso para entregar o melhor em pista e estrada
Porsche antigo 911 antigo

Este documento é orientado a profissionais (mecânica, restauração, perícia) e entusiastas avançados. Números podem variar por chassi.

Lista completa de equipamentos de segurança e conforto

Porsche 911 S 2.0 (1969) — Lista de Equipamentos de Segurança e Conforto

Porsche 911 S 2.0 (1969) — Equipamentos de Segurança e Conforto

Porsche antigo 911 antigo Topo de linha MY69

Listagem consolidada para referência técnica e editorial. Itens podem variar conforme mercado, lote e opcionais de fábrica.

Segurança Ativa

  • Freios a disco ventilados ATE nas quatro rodas (calibres “S” de maior área efetiva)
  • Duplo circuito hidráulico de freio com aviso de falha de pressão
  • Pneus radiais 185/70 VR15 (especificação de época), montados em rodas Fuchs forjadas 15″
  • Direção de pinhão e cremalheira com relação direta
  • Suspensão dianteira McPherson e traseira de eixos semiarrastados com barras de torção
  • Distribuição de massa traseira com alta motricidade em saída de curva
  • Faróis principais halógenos (mercados), com comutação alta/baixa no volante
  • Lanternas adicionais/auxiliares de neblina (opcional de época)
  • Pisca-alerta (luzes de emergência)

Segurança Passiva

  • Para-brisa laminado; vidros laterais temperados
  • Cintos de segurança de 3 pontos (estáticos) para os ocupantes dianteiros*
  • Apoios de cabeça dianteiros ajustáveis (opcionais de época)
  • Coluna de direção com elementos de absorção de energia
  • Travamento da coluna de direção/ignição com chave
  • Fechaduras com travamento interno das portas
  • Painéis estruturais de célula de sobrevivência com zonas de deformação frontal
  • Macaco, triângulo e kit de ferramentas no porta-malas dianteiro
  • Extintor portátil como acessório de concessionária

* Em alguns mercados, cintos de 2 pontos eram padrão e 3 pontos podiam constar como equipamento ou acessório.

Iluminação & Visibilidade

  • Faróis principais com refletores assimétricos, luz alta/baixa
  • Luzes de posição, setas dianteiras e traseiras com repetidores
  • Luz de ré e iluminação de placa
  • Limpadores de para-brisa de duas velocidades com lavadores por bomba
  • Desembaçador do vidro traseiro (resistivo) — opcional
  • Retrovisor externo cromado ajustável (lado esquerdo; direito opcional)
  • Vidros tonalizados verdes — opcionais

Conforto & Conveniência

  • Bancos esportivos dianteiros reclináveis com ajuste longitudinal e de encosto
  • Revestimentos em couro ou leatherette (conforme especificação)
  • Aquecimento por trocadores de calor com controle independente esquerdo/direito
  • Ventilador de cabine com duas velocidades
  • Isolamento acústico adicional em pontos de piso e anteparos
  • Porta-luvas com tampa e iluminação
  • Iluminação interna de cortesia com acionamento pelas portas
  • Relógio analógico no painel
  • Acendedor/tomada 12 V
  • Tapetes e carpete de alta gramatura
  • Rádio Blaupunkt com antena telescópica — opcional de fábrica/concessionária

Instrumentação & Controles

  • Conta-giros central de grande diâmetro (layout de cinco mostradores Porsche)
  • Velocímetro graduado com hodômetro total e parcial
  • Manômetro e termômetro de óleo
  • Indicador de nível de combustível e temperatura ambiente de óleo
  • Testes de lâmpadas/indicadores no painel
  • Comandos manuais de mistura/afogador para partida a frio (sistemas auxiliares)

Opcionais de Época

  • Teto solar de acionamento elétrico
  • Faróis auxiliares (longa distância/neblina) integrados ao para-choque
  • Espelho retrovisor direito
  • Desembaçador traseiro elétrico
  • Rádio com alto-falantes adicionais e fiação preparada
  • Ar-condicionado de concessionária (sistemas de época)
  • Cintos de 3 pontos com carretel de inércia

Observações Técnicas

  • A lista reflete o pacote típico do 911 S 2.0 MY1969; variações são esperadas por país e lote.
  • Itens marcados como “opcionais de época” eram configuráveis em fábrica ou por concessionária.
  • Para certificação de originalidade, verificar placa de dados, fatura e *build sheet* do veículo.
Catálogo de cores e acabamento externas e internas do Porsche 911 S 2.0 170 cv ano 1969
Porsche 911 S 2.0 170 cv ano 1969 topo de linha do 911 antigo com Bosch MFI de maior vazão
Porsche 911 S 2.0 170 cv ano 1969 topo de linha do 911 antigo com Bosch MFI de maior vazão
Porsche 911 S 2.0 (1969) — Catálogo de Cores Externas e Acabamentos Internos

Porsche 911 S 2.0 (1969) — Catálogo de Cores & Acabamentos

Referência curatorial de paletas históricas e *trims* usuais para o MY69. As disponibilidades variavam por lote, país e pedido de fábrica.

Cores Externas (carroceria)

Light Ivory Sólida
Hex aprox.
#F4F1E6
Observação
Clássico de catálogo, alta aceitação em 911 antigo.
Polo Red Sólida
Hex aprox.
#8A0C0C
Observação
Vermelho profundo icônico nos S.
Tangerine (Blutorange) Sólida
Hex aprox.
#FF6A00
Observação
Tom vívido com forte assinatura anos 60.
Irish Green Sólida
Hex aprox.
#0B5D2A
Observação
Verde britânico escuro, elegante.
Gulf Blue Sólida
Hex aprox.
#79A6C8
Observação
Azul claro de forte ligação esportiva.
Pastel Blue Sólida
Hex aprox.
#A6C4D5
Observação
Pastel frio, raro e muito colecionável.
Slate Grey Sólida
Hex aprox.
#3E3E41
Observação
Cinza grafite atemporal, discreto.
Silver Metallic Metálica
Hex aprox.
#C9C9C9
Observação
Realça as Fuchs e frisos cromados.
Bahama Yellow Sólida
Hex aprox.
#D6A01D
Observação
Amarelo mostarda vintage de alta personalidade.
Burgundy Red Sólida
Hex aprox.
#5E0F1B
Observação
Vermelho vinho clássico, combina com interiores claros.
Sand Beige Sólida
Hex aprox.
#C4A074
Observação
Tom areia elegante; visual GT de época.
Ossi Blue Sólida
Hex aprox.
#103A7C
Observação
Azul profundo com excelente contraste em cromados.

As representações de cor utilizam códigos hex aproximados, ajustados para exibição em telas modernas.

Acabamentos Internos (materiais & cores)

  • Leatherette (couro sintético) — Preto, Marrom Escuro, Bege Areia, Vermelho Bordeaux, Azul Marinho, Cinza
  • Couro natural — Preto, Marrom Escuro, Bege/Areia (disponibilidade sob encomenda)
  • Tecido clássico “Pepita” (houndstooth) — Padrão preto/branco em centros de banco com laterais em couro/leatherette
  • Veludo canelado (corduroy de época) — Centros de assento/encosto (aplicações selecionadas)
  • Painéis de porta — Revestidos conforme a cor do assento; bolsos com vinco
  • Console/Túnel — Revestimento em vinil/couro combinando; costuras aparentes
  • Carpete — Agulhado de alta gramatura, tons: Preto, Cinza, Marrom
  • Forro do teto — Tecido perfurado claro (branco/off-white)
  • Aplicações de painel — Alumínio escovado (padrão S); aplicações amadeiradas registradas em algumas encomendas
Preto — look esportivo “period-correct” universal
Marrom Escuro — GT clássico, combina com Bahama Yellow e Sand Beige
Bege Areia — contraste premium com Slate Grey, Ossi Blue, Silver
Vermelho Bordeaux — assinatura vintage com Ivory, Silver e Gulf Blue
Azul Marinho — composição elegante com Pastel/ Gulf Blue
◼︎
Pepita (preto/branco) — tecido de centros (houndstooth); alta desejabilidade

Disponibilidades variavam por mercado e pedido de fábrica. Configurações especiais eram possíveis mediante encomenda.

Combinações recomendadas (exteriores × interiores)

Gulf Blue × Interior Preto — esportivo clássico, alto contraste cromático
Light Ivory × Bordeaux — look vintage premium
Slate Grey × Bege Areia — GT sóbrio de altíssima aceitação
Tangerine × Preto — assinatura “S” com apelo de pista
◼︎
Silver Metallic × Pepita — absoluto *period-correct*
Irish Green × Bege Areia — combinação elegante e colecionável

As combinações acima refletem curadoria histórica e preferência do mercado clássico atual.

Rodas, frisos e detalhes externos

  • Rodas Fuchs 15″ — anodizadas com pétalas pretas (visual “S”) ou totalmente anodizadas (variações de lote)
  • Calotas e frisos cromados — padrão 1969 com manutenção de brilho metálico clássico
  • Emblemas — escudo Porsche e inscrições “911 S” em acabamento metálico
  • Opcional de época — faróis auxiliares, espelho direito e vidros tonalizados

A aparência exata pode variar conforme país e requisitos de homologação.

Observações de autenticidade

  • Confirmar especificação por número de chassi/documentação e etiqueta de pintura de fábrica.
  • As cores listadas são representativas do período e do portfólio usual do 911 S MY69.
  • Para restauração, recomenda-se documentação fotográfica e amostras físicas antes da repintura.