O Porsche 911 ano 1964: Inicia a produção em massa

Descubra a história do Porsche 911 ano 1964, marco entre os Porsche antigos. Conheça detalhes técnicos, avanços em relação a 1963, preço de mercado e por que se tornou um ícone colecionável.

O Porsche 911 ano 1964: Inicia a produção em massa
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 22.01.2026 by

Descubra a história do Porsche 911 ano 1964, marco entre os Porsche antigos. Conheça detalhes técnicos, avanços em relação a 1963, preço de mercado e por que se tornou um ícone colecionável.

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Porsche Antigo ao Porsche atual – Natália Svetlana – Colunista

JK Porsche

Poucos modelos na história da indústria automobilística carregam tanta importância quanto o Porsche 911 ano 1964. Considerado o verdadeiro marco inicial da produção regular do esportivo mais emblemático da marca.

O Porsche 911 ano 1964: Inicia a produção em massa
O Porsche 911 ano 1964: Inicia a produção em massa

Esse modelo não apenas substituiu o 356, mas inaugurou uma linhagem que atravessou décadas e permanece até hoje como sinônimo de performance, tradição e design atemporal.

Para o apaixonado por Porsche antigo, compreender o contexto e os avanços do 911 de 1964 é revisitar o ponto de virada de uma das marcas mais respeitadas do mundo.

Avanços e inovações em relação à primeira fornada de 1963

Embora visualmente idêntico aos pré-série de 1963, o Porsche 911 de 1964 trouxe avanços relevantes que consolidaram sua viabilidade comercial:

  • Produção regular: em 1963, a Porsche montou apenas alguns exemplares de demonstração. Em 1964, o processo industrial foi estabilizado, garantindo maior consistência no acabamento e na montagem;
  • Correções de qualidade: ajustes no alinhamento de carroceria, vedação contra infiltrações e melhorias na ergonomia do painel foram implementados já na virada para 1964;
  • Mercado estabelecido: a partir de 1964, o modelo começou a ser exportado oficialmente, chegando a mercados como Estados Unidos e Reino Unido, ampliando a base de clientes da marca;
  • Imagem de marca: o 911 de 1964 consolidou a nova identidade da Porsche, com o design assinado por Ferdinand “Butzi” Porsche e o já característico motor boxer de seis cilindros na traseira.

Preço e mercado do Porsche 911 antigo de 1964

Na época de lançamento, o Porsche 911 custava aproximadamente 22.000 marcos alemães, um valor elevado para o segmento esportivo. Hoje, os exemplares preservados ou restaurados do Porsche 911 antigo ano 1964 são considerados peças de colecionador e atingem cifras milionárias em leilões internacionais.

Valores entre US$ 300 mil e US$ 500 mil são comuns, e versões com histórico especial podem superar facilmente a marca de US$ 1 milhão.

Esse status de raridade se deve ao fato de que, em 1964, a Porsche ainda produzia o modelo em volumes relativamente baixos, tornando cada exemplar um patrimônio histórico da marca.

O Porsche 911 de 1964 e sua importância para a Porsche

O modelo foi fundamental para a transição entre o Porsche 356 e a nova identidade esportiva da marca. Sua combinação de design, engenharia inovadora e confiabilidade mecânica definiu as bases para todas as gerações seguintes.

O 911 de 1964 é, portanto, não apenas um carro antigo, mas um marco de referência que ajudou a transformar a Porsche em um ícone global.

Conclusão

O Porsche 911 ano 1964 não é apenas o início de uma nova fase para a marca alemã, mas também um verdadeiro divisor de águas no mundo dos Porsche antigos.

Ao unir tradição, inovação e desempenho em um único produto, o modelo conquistou admiradores em todo o mundo e pavimentou o caminho para mais de seis décadas de evolução contínua.

Para colecionadores, entusiastas e consumidores de carros clássicos, revisitar o 911 de 1964 é reconhecer o ponto em que a Porsche deixou de ser apenas uma fabricante promissora para se tornar uma lenda sobre rodas.

Em 1964 foi o primeiro ano completo de produção regular do Porsche 911 (já com a nomenclatura corrigida após a Peugeot contestar o nome 901).

  • Em 1963, foram fabricadas apenas 13 unidades de pré-série (ainda chamadas 901);
  • Em 1964, a produção ganhou ritmo e a Porsche construiu 232 exemplares do Porsche 911;

Ou seja, todos os Porsche 911 de 1964 são considerados de primeiríssima série e altamente valorizados entre colecionadores, porque representam a transição do protótipo para o carro de linha.

Linha do tempo dos primeiros Porsche 911 (1963 – 1969)

1963 – O nascimento (protótipos 901)

  • Produção: apenas 13 unidades do 901 foram fabricadas antes da mudança de nome;
  • Evento marcante: apresentado no Salão de Frankfurt (setembro/1963) como sucessor do Porsche 356;
  • Curiosidade: a Peugeot reclamou do uso de números de três dígitos com “0” no meio, forçando a mudança de nome para 911.

1964 – Primeiras unidades regulares

  • Produção: 232 unidades do Porsche 911;
  • Configuração: motor 2.0 boxer 6 cilindros, 130 cv, câmbio manual de 5 marchas;
  • Curiosidade: todos os exemplares de 1964 são considerados raríssimos hoje, pois representam a primeira fornada de série.

1965 – O ano da consolidação

  • Produção: cerca de 1.709 unidades;
  • Novidade: surgem melhorias de acabamento e maior padronização na linha de montagem;
  • Curiosidade: foi lançado também o Porsche 912, versão mais acessível com motor 4 cilindros derivado do 356.

1966 – Chega a versão S

  • Produção: aproximadamente 3.181 unidades do 911;
  • Novidade: lançamento do 911 S (Super), com motor 2.0 de 160 cv;
  • Curiosidade: também em 1966 chega o 911 Targa, com arco fixo de segurança e teto removível – uma inovação no segmento.

1967 – Crescimento global

  • Produção: cerca de 4.718 unidades;
  • Novidade: adoção de carburadores Weber e pequenas mudanças estéticas;
  • Curiosidade: 1967 marcou a primeira grande presença do 911 em competições oficiais, estabelecendo sua reputação esportiva.

1968 – Ajustes para os EUA

  • Produção: em torno de 6.607 unidades;
  • Novidade: adequações às normas de segurança e emissões norte-americanas;
  • Curiosidade: lanternas maiores, painéis acolchoados e cintos de segurança passaram a ser obrigatórios em alguns mercados.

1969 – Evolução estrutural

  • Produção: aproximadamente 10.172 unidades;
  • Novidade: introdução da carroceria alongada (LWB), com 57 mm a mais de entre-eixos, melhorando estabilidade;
  • Curiosidade: surgem os primeiros testes de injeção mecânica Bosch (MFI), preparando o terreno para os anos 1970.

A importância da chegada da carroceria em aço carbono no Porsche 911

Um dos marcos técnicos mais relevantes para a consolidação do Porsche 911 antigo foi a adoção da carroceria em aço carbono, substituindo a solução em alumínio utilizada nos primeiros 356, sobretudo nos modelos produzidos em Gmünd, na Áustria.

A mudança representou um passo estratégico da Porsche, tanto no aspecto de engenharia quanto no posicionamento de mercado.

Do ponto de vista estrutural, o aço carbono trouxe maior rigidez torcional e durabilidade, essenciais para um esportivo que começava a ganhar mais potência e que tinha a missão de ser o sucessor natural do 356.

Com a nova carroceria, o 911 oferecia não apenas desempenho esportivo, mas também a confiabilidade necessária para uso diário, algo fundamental para ampliar sua base de clientes.

Outro aspecto crucial foi o custo de produção. A fabricação em alumínio, além de mais cara, era limitada a baixos volumes, inviabilizando a expansão internacional da Porsche.

O aço carbono, por sua vez, permitiu escalar a produção e padronizar processos industriais, tornando o 911 competitivo frente a outros esportivos europeus da década de 1960.

A decisão também teve impacto direto na identidade da marca. Com o aço, o Porsche 911 deixou de ser visto apenas como um carro artesanal de nicho.

Passou a se consolidar como um esportivo de produção regular, mantendo a tradição da leveza e da dirigibilidade precisa, mas agora com robustez e confiabilidade de longo prazo.

Em resumo, a adoção do aço carbono foi um divisor de águas: sem essa transição, o 911 dificilmente teria alcançado a estabilidade industrial e comercial necessária para se transformar no ícone global que conhecemos hoje.

Ficha Técnica: Porsche 911 ano 1964

Ficha técnica completa do Porsche 911 ano 1964 modelo 1964, um ícone entre os Porsche antigos. Confira dados técnicos, desempenho, consumo, aerodinâmica, chassi, preços da época e valor atual no mercado de clássicos.

Motor e Transmissão

  • Tipo: 6 cilindros boxer, refrigerado a ar;
  • Posição: Traseiro, longitudinal;
  • Cilindrada: 1.991 cm³ (2.0 litros);
  • Diâmetro x Curso: 80 mm x 66 mm;
  • Taxa de compressão: 9,0:1;
  • Potência máxima: 130 cv a 6.100 rpm;
  • Torque máximo: 174 Nm a 4.200 rpm;
  • Alimentação: Carburadores Weber 40 IDA 3C;
  • Câmbio: Manual, 5 marchas sincronizadas;
  • Tração: Traseira.

Chassi, Suspensão e Freios

  • Estrutura: Monobloco em aço carbono;
  • Suspensão dianteira: Independente McPherson, barras de torção;
  • Suspensão traseira: Braços arrastados, barras de torção;
  • Freios: A disco nas quatro rodas;
  • Direção: Cremalheira e pinhão.

Carroceria e Dimensões

  • Configuração: Coupé 2 portas, 2+2 lugares;
  • Comprimento: 4.163 mm;
  • Largura: 1.610 mm;
  • Altura: 1.320 mm;
  • Entre-eixos: 2.211 mm;
  • Peso: 1.080 kg;
  • Coeficiente aerodinâmico (Cx): ~0,38;
  • Tanque de combustível: 50 litros;
  • Porta-malas (dianteiro): 130 litros.

Desempenho

  • Velocidade máxima: 210 km/h;
  • 0 a 100 km/h: 9,1 s;
  • Consumo médio: 8 a 10 km/l (varia conforme condução);
  • Autonomia: ~450 km (tanque de 50 L).

Pneus e Rodas

  • Rodas: 15 polegadas, em aço com calotas cromadas (opcional rodas Fuchs a partir de 1966);
  • Pneus originais: 165 HR 15.

Preço e Mercado

  • Preço zero km em 1964: cerca de 22.000 marcos alemães (aprox. US$ 6.500 na época).
  • Valor atual no segmento de carros antigos: entre US$ 300.000 e US$ 500.000 em leilões internacionais, podendo superar US$ 1 milhão em exemplares preservados ou com histórico especial.

Equipamentos: Porsche 911 (1964)

Segurança

  • Freios a disco nas quatro rodas (avanço notável em relação a muitos rivais da época);
  • Cintos de segurança de dois pontos (de série em alguns mercados, opcionais em outros);
  • Estrutura monobloco em aço carbono, mais rígida e segura que a antiga carroceria de alumínio;
  • Coluna de direção colapsável (recurso de segurança passiva raro nos anos 1960);
  • Painel acolchoado para reduzir impactos em caso de colisão;
  • Sistema elétrico de 12 volts, oferecendo maior confiabilidade em iluminação e partida;
  • Faróis com lentes de vidro arredondadas, com regulagem manual de altura do facho.

Conforto

  • Bancos dianteiros individuais com ajuste longitudinal e encostos reclináveis;
  • Bancos traseiros tipo “+2” (pequenos, para uso ocasional);
  • Estofamento em couro ou couro sintético (leatherette), dependendo da versão e do pedido do cliente;
  • Ventilação forçada por dutos no painel;
  • Vidros laterais e traseiros com abertura manual por manivelas;
  • Porta-malas dianteiro de 130 litros (considerado generoso para um esportivo);
  • Relógio analógico no painel (item de requinte na época);
  • Painel com cinco instrumentos circulares independentes (velocímetro, conta-giros central, marcador de combustível, temperatura/pressão do óleo e relógio).

Tecnologia e conveniência

  • Câmbio manual de 5 marchas sincronizadas (mais avançado que o de 4 marchas comum em outros esportivos da época);
  • Sistema de carburadores triplos Weber 40 IDA, otimizando desempenho;
  • Alternador de corrente alternada (substituindo o antigo dínamo, melhorando a eficiência elétrica);
  • Ignição elétrica com distribuidor Bosch;
  • Para-brisa laminado de segurança;
  • Rádio AM opcional com alto-falante único;
  • Rodas de aço 15” com calotas cromadas (rodas de liga leve Fuchs só apareceriam em 1966 como opcional).

Conclusão

O Porsche 911 de 1964 combinava soluções modernas para sua época, como os freios a disco em todas as rodas, a coluna de direção colapsável e o câmbio de 5 marchas, com detalhes de conforto refinados, como bancos reclináveis e painel completo de instrumentos.

Para o segmento de esportivos dos anos 1960, esses itens o colocaram em um patamar de sofisticação, segurança e tecnologia acima de muitos concorrentes.

Catálogo de cores

Cores externas (fábrica ano 1964)

  • Slate Grey: 6401;
  • Ruby Red: 6402;
  • Sky (Enamel) Blue: 6403;
  • Light Ivory: 6404;
  • Champagne Yellow: 6405;
  • Irish Green: 6406;
  • Signal Red: 6407;
  • Dolphin Grey: 6410;
  • Togo Brown: 6411;
  • Bali Blue: 6412;
  • Black: 6413.

Cores internas (estofamentos e acabamentos ano 1964

  • Leatherette/Couro Preto: carpete preto ou cinza; painel preto;
  • Leatherette/Couro Vermelho: carpete vermelho ou bege; painel vermelho/preto;
  • Leatherette/Couro Bege/Fawn: carpete bege ou vermelho; painel bege/vermelho;
  • Leatherette/Couro Cinza: carpete cinza/preto; painel cinza/preto;
  • Leatherette/Couro Verde: menos comum; combinações com Irish Green;
  • Leatherette/Couro Azul: raro; coordena com azuis externos.
Categoria Cor Código de fábrica Paleta (hex aprox.) Observações
Cores externas: 1964
Externa Slate Grey 6401 #5B6065 Cinza clássico dos primeiros 911
ExternaRuby Red6402 #7F0F19 Vermelho profundo (diferente de Signal Red)
ExternaSky (Enamel) Blue6403 #7FA1C1 Azul claro do período 64–65
ExternaLight Ivory6404 #F3EAD7 Ivory claro
ExternaChampagne Yellow6405 #F3D36C Amarelo clássico dos early 911
ExternaIrish Green6406 #0B5D2B Verde icônico da época
ExternaSignal Red6407 #D11F27 Vermelho mais “alaranjado”
ExternaDolphin Grey6410 #8B9096 Cinza médio
ExternaTogo Brown6411 #5A3A2E Marrom característico
ExternaBali Blue6412 #1E3A5F Azul profundo
ExternaBlack6413 #0A0A0A Preto sólido
Cores internas: 1964
Interna Leatherette/Couro Preto : #0A0A0A O mais comum; painel preto
InternaLeatherette/Couro Vermelho: #8A111B Carpete vermelho ou bege
InternaLeatherette/Couro Bege (Fawn): #C6A679 Tons areia; combina com Light Ivory
InternaLeatherette/Couro Cinza: #9AA0A6 Carpete cinza/preto
InternaLeatherette/Couro Verde: #2F5D3A Menos comum; combina com Irish Green
InternaLeatherette/Couro Azul: #294C7A Raro; coordena com Bali Blue

Observação: as paletas são aproximações visuais para web, com o objetivo de orientação; variações podem ocorrer por lote, iluminação, restauração e calibragem de monitor.