A principal diferença entre o câmbio sincronizado e o não sincronizado no Volkswagen Fusca está na forma como as marchas engatam e na necessidade (ou não) de realizar técnicas específicas para trocas suaves.

Notícias de Fusca Tábata Miyuki – Colunista
Câmbio Não Sincronizado
Nos primeiros Fuscas, especialmente os fabricados antes da década de 1960, a primeira marcha não era sincronizada.
Isso significa que, ao reduzir para a primeira marcha com o carro em movimento, o motorista precisava usar a técnica do duplo desembraque (ou “double clutch”).
Que consistia em desengatar a marcha, acelerar levemente no ponto morto para igualar as rotações do motor e do câmbio, e só então engatar a marcha desejada.

Desvantagens:
- Exigia mais habilidade do motorista.
- Se a técnica não fosse bem feita, o engate ficava duro e podia causar desgaste precoce das engrenagens.
Vantagens:
Simplicidade mecânica, pois eliminava alguns componentes do câmbio.

Câmbio Sincronizado
A partir da década de 1960, os Fuscas passaram a ter um câmbio totalmente sincronizado (inclusive a primeira marcha).
Isso significa que o próprio sistema de engrenagens fazia a compensação da rotação, permitindo mudanças de marcha mais suaves, sem a necessidade do duplo desembraque.

Vantagens:
- Mais facilidade para dirigir, sem necessidade de técnicas avançadas.
- Menos desgaste nas engrenagens.
Desvantagem:
- Câmbio um pouco mais complexo mecanicamente, mas com manutenção simples para a época.

Se estiver lidando com um Fusca mais antigo, pode ser necessário adaptar a condução ao câmbio não sincronizado. Mas, em geral, todos os Fuscas mais comuns hoje já possuem câmbio sincronizado.

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