Motor Porsche 1500 Super Tipo 528 (1954): 70 cv, carburadores Solex 40 PBIC, lubrificação e arrefecimento no 356 Pré-A.

Porsche Antigo ao Porsche atual – Natália Svetlana – Colunista JK Porsche
Radiografia técnica do motor Porsche 1500 Super “Normal” Tipo 528 (1954), 70 cv, 80 × 74 mm, dupla Solex 40 PBIC, lubrificação por bomba de engrenagens e arrefecimento a ar com cooler no duto da ventoinha. Conteúdo para mecânicos e engenheiros no ecossistema Porsche Brasil e Porsche atual.

No ciclo 1953, 1954, o 1500 Super “Normal” Tipo 528 equipou o 356 mais potente disponível na rede de concessionárias, entregando 70 cv a 5.000 rpm a partir de 1.488 cm³ (diâmetro x curso 80 × 74 mm).
Alimentado por dois carburadores Solex PBIC de 40 mm e taxa de compressão em torno de 8,2:1. É um flat-four OHV de três mancais principais, com bomba de óleo de engrenagens, filtro parcial em canister e oil cooler montado na carenagem da ventoinha, recebendo ar forçado pelo conjunto dínamo-ventoinha.
Arquitetura do motor
Configuração: quatro cilindros contrapostos (boxer), válvulas no cabeçote (OHV) acionadas por comando lateral e varetas/balanças. Bloco/cárter de três peças e três mancais no virabrequim, layout típico dos primeiros 356 pushrod, privilegiando compacidade e massa baixa do conjunto móvel.
- Cilindrada e geometria: 1.488 cm³ com 80 mm de diâmetro por 74 mm de curso (família 1500);
- Taxa de compressão e potência: cerca de 8,2:1 e 70 cv @ 5.000 rpm (aprox. 51,5 kW / 70 PS);
- Cabeçotes e comando: perfis de comando e conjuntos de válvula mais agressivos que os “Normais” 546, com evoluções de largura de came registradas em 1954 para melhorar contato do tucho (robustez em regimes mais altos).
Rotating assembly

Virabrequim em aço com três mancais principais e bielas de aço forjado; tolerâncias apertadas e controle de pressão/temperatura do óleo são críticos para durabilidade, daí a importância do cooler e do circuito de filtragem (mesmo parcial).
Sistema de alimentação e ignição
- Carburadores: duplos Solex 40 PBIC (um por bancada), difusores maiores que nos 1500 “Normais”, permitindo maior vazão e resposta em médios/altos. O uso do 40 PBIC é referência canônica do Tipo 528;
- Bomba de combustível: mecânica, acionada pelo motor, com linhas rígidas/banjos e equalização de fluxo para os dois corpos;
- Ignição e carga: sistema 6 V com dínamo (gerador) e ventoinha no mesmo eixo, capa/carenagem específica de pré-A.
Lubrificação: o que importa na bancada
Tipo de sistema: sump úmido (óleo no cárter), bomba de engrenagens e filtragem parcial por canister. O filtro bypass amostra uma fração do fluxo a cada ciclo.
- A literatura técnica de preparação do 356 recomenda upgrades “full-flow” apenas em uso severo, mantendo-se o aspecto original para veículos de coleção;
- Arrefecimento do óleo: oil cooler de aletas/tubos dentro da carenagem da ventoinha, abastecido por ar forçado; há vasta oferta de substitutos compatíveis para famílias 356/912, preservando a lógica térmica de projeto;
- Boas práticas de oficina (1954 ↔ hoje): controlar pressão a frio (bypass do filtro e válvulas de alívio), observar folgas de mancais e vedação do trocador/linhas; após rebuild, calor ciclado e troca precoce do óleo protegem tuchos/cames, especialmente em perfis “S”.
Arrefecimento: ar como fluido de processo

- Fluxo de ar: a ventoinha axial acoplada ao dínamo impulsiona ar para carenagens e dutos direcionais que cobrem cilindros/cabeçotes e o oil cooler;
- Integridade da carenagem (fan shroud), defletores e vedadores é determinante para gradientes térmicos simétricos entre bancadas;
- Gestão térmica de época: além da geometria das aletas, o sistema contava com peças de pré-aquecimento/termostatos de ar em aplicações posteriores; no pré-A, a saúde da carenagem e a estanqueidade dos dutos são o ponto de maior ROI em confiabilidade.
Entrega de desempenho
- Potência e curva útil: 70 cv @ 5.000 rpm com torque típico na casa de ~105–110 Nm na faixa média, suficiente para o 356 1500 Super entregar desempenho superior aos 1500 “Normais” sem recorrer ao complexo quatro-árvores 547.
- Comparativo interno (linha 1954): frente ao 546 (55 cv), o 528 soma difusores maiores, taxa mais alta e comando mais “cheio”; frente ao 589 (1300 S), compensa a menor rotação com enchimento volumétrico superior pelo conjunto 40 PBIC.
Manutenibilidade e riscos típicos (campo de batalha do mecânico)
- Pontos de atenção recorrentes: folgas de tucho/comedores de came em motores com perfil “S”, vedação do cooler e linha do filtro bypass, alinhamento da carenagem e junta do defletor no shroud, além de equalização dos dois Solex (sincronizador indispensável na regulagem fina);
- Peças e substituição: cadeia global de suprimento cobre carenagem, dínamo/ventoinha, oil cooler, cartuchos de filtro, juntas de cárter, entre outros, vital para manter padrões de qualidade e confiabilidade em restaurações técnicas no Brasil.
- Especificação resumida, Porsche 1500 Super “Normal” Tipo 528 (1954);
- Família/Tipo: 356 1500 S Tipo 528 (pushrod, OHV, 3 mancais);
- Cilindrada: 1.488 cm³ (80 × 74 mm);
- Taxa de compressão: ~8,2:1;
- Potência máx.: 70 cv (70 PS / 51,5 kW) @ 5.000 rpm;
- Alimentação: 2× Solex 40 PBIC (um por bancada);
- Comando de válvulas: árvore lateral; OHV por varetas/balanças; perfis “S” com atualizações em 1954 para durabilidade dos tuchos;
- Ignição/carga: 6 V, dínamo com ventoinha axial no mesmo eixo; shroud de pré-A;
- Lubrificação: sump úmido, bomba de engrenagens, filtro parcial (bypass) em canister, oil cooler na carenagem da ventoinha.
Implicações de engenharia e boas práticas (para Porsche Brasil e Porsche atual)
Em restaurações e uso regular no Brasil, dois vetores geram “ganho rápido” sem desvirtuar originalidade:
- Integridade do fluxo de ar: shroud/defletores sem folgas, cooler funcional e equalização entre bancadas — reduz gradientes térmicos e detonação por pontos quentes;
- Higiene do óleo: filtro canister correto, trocas por tempo/quilometragem e verificação de pressão a frio/quente, a essência para longevidade num flat-four de três mancais;
- Upgrades “full-flow” são prática conhecida em projetos de uso severo, mas não imprescindíveis para originalidade.
Vídeo: Como funcionava o sistema de câmbio de um motor tão ágil e robusto pra os padrões da época
Referências-chave

Tabelas Stoddard (IDs de motor e especificações do Tipo 528: carburadores Solex 40 PBIC, 8,2:1, 70 @ 5.000).
Stuttcars (bore x stroke 80 × 74 mm para os 1,5 L).
- Automobile-Catalog (dados de potência/torque do 356 1500 Super 1954).
- 356 Registry (ajustes de comando e observações de durabilidade em 1954; sistema bypass do filtro).
- Catálogos/partes (carenagens, cooler, filtros e componentes de arrefecimento/lubrificação, úteis para serviços técnicos).
Modelos e versões Porsche equipados com o motor 1500 Super Tipo 528 de 70 cv ano 1954
O motor Porsche 1500 Super “Normal” Tipo 528, de 70 cv, equipou as versões mais potentes do 356 vendidas entre 1953 e 1954, incluindo Coupé, Cabriolet e Speedster.
Conheça as variações e detalhes técnicos desse lendário propulsor que marcou a engenharia Porsche.
Modelos e versões que receberam o motor Tipo 528
O motor Porsche 1500 Super “Normal” Tipo 528, de 70 cv a 5.000 rpm, foi o coração das versões mais esportivas do Porsche 356 no período de 1953 a 1954.
Equipado com dois carburadores Solex 40 PBIC, taxa de compressão próxima de 8,2:1 e arquitetura boxer de quatro cilindros opostos, ele representou o ponto mais alto da tecnologia disponível em concessionárias antes da chegada do complexo motor 547 Carrera.
Porsche 356 Pré-A 1500 Super Coupé (Reutter) – 1953–1954
Aplicação direta do motor Tipo 528. Esta versão foi o carro de rua mais potente à venda, trazendo um desempenho acima dos modelos “Normais” e resposta mais viva em médios e altos regimes.
Porsche 356 Pré-A 1500 Super Cabriolet (Reutter) – 1953–1954
Usava a mesma especificação do Coupé, voltada a clientes que buscavam esportividade com elegância. Compartilhava o mesmo bloco 528, configuração de dupla carburação e comando agressivo.

Porsche 356 Speedster 1500 Super – 1954
O Speedster foi o primeiro modelo leve e esportivo da marca desenvolvido para o mercado norte-americano. As unidades iniciais de 1954 saíram de fábrica com o motor Tipo 528, oferecendo 70 cv e comportamento dinâmico exemplar.
Porsche 356 “America Roadster” (Type 540) – 1952–1953
Embora produzido em série limitada, o America Roadster também recebeu unidades equipadas com o 1500 Super Tipo 528, antecipando a filosofia de leveza e desempenho que marcaria a geração seguinte dos 356 Super.
Notas técnicas e contexto histórico

O motor Tipo 528 pertence à família dos 1500 Super, identificados pelos blocos de 1.488 cm³ (80 × 74 mm), taxa de compressão de 8,2:1, dupla carburação Solex 40 PBIC/PICB e sistema de lubrificação por bomba de engrenagens.
Ele representou o equilíbrio entre potência e confiabilidade antes da adoção dos sofisticados quatro comandos de válvulas do 547 Carrera.
A nomenclatura 528 também aparece em subvariantes (528/1 e 528/2) utilizadas conforme pequenas atualizações na admissão e nos componentes internos entre 1953 e 1954.
Relevância para o cenário Porsche Brasil e Porsche atual
Nos processos de restauração e manutenção no Brasil, o mapeamento dos modelos equipados com o Tipo 528 é fundamental para a verificação de matching numbers, autenticidade histórica e escolha correta de componentes originais.
Esse tipo de informação é valorizado tanto em coleções quanto em projetos de preservação técnica e cultural ligados ao universo Porsche atual e Porsche Brasil, mantendo viva a engenharia que moldou o DNA dos motores boxer da marca.
Comparativo Motor Porsche 1500 Super “Normal” Tipo 528 70 cv ano 1954 vs Motor Porsche 1500 “Normal” Tipo 546/2 60 cv já com cárter de três peças ano 1954

Comparativo técnico — Motor Porsche 1500 Super “Normal” Tipo 528 (70 cv, 1954) vs. Motor Porsche 1500 “Normal” Tipo 546/2 (60 cv, 1954)
Framework comparativo para tomada de decisão técnica em restauração, preparação OEM-spec e auditoria de matching-numbers. Palavras-chave: Porsche atual, Porsche Brasil.
| Parâmetro | 1500 Super “Normal” Tipo 528 70 cv • 1954 | 1500 “Normal” Tipo 546/2 60 cv • 1954 |
|---|---|---|
| Arquitetura | Flat-4 boxer, OHV (varetas/balanças), cárter de três peças, 3 mancais principais | Flat-4 boxer, OHV (varetas/balanças), cárter de três peças, 3 mancais principais |
| Cilindrada / Diâmetro × Curso | 1.488 cm³ • 80 × 74 mm | 1.488 cm³ • 80 × 74 mm |
| Potência máxima | 70 cv @ 5.000 rpm Super | 60 cv @ 4.500 rpm Normal |
| Torque aproximado | ~105–110 Nm | ~95–100 Nm |
| Taxa de compressão | ~8,2:1 | ~7,0–7,2:1 |
| Alimentação | Duplos carburadores Solex 40 PBIC/PICB | Duplos carburadores Solex 32 PBIC |
| Ignição e carga | Sistema 6 V, dínamo com ventoinha axial no mesmo eixo | Sistema 6 V, dínamo com ventoinha axial no mesmo eixo |
| Lubrificação | Sump úmido; bomba de engrenagens; filtro parcial (canister); oil cooler no shroud | Sump úmido; bomba de engrenagens; filtro parcial (canister); oil cooler no shroud |
| Arrefecimento | Ar forçado por ventoinha; dutos/carenagens direcionais; gestão térmica reforçada para perfis “S” | Ar forçado por ventoinha; dutos/carenagens direcionais |
| Faixa de uso ideal | Médias/altas rotações, resposta mais cheia em WOT | Uso cotidiano/GT, entrega mais linear em baixa/média |
| Aplicações de fábrica (1953–1954) | 356 Pré-A 1500 Super (Coupé, Cabriolet) e primeiros Speedster 1954 | 356 Pré-A 1500 “Normal” (Coupé, Cabriolet, Speedster) |
| Manutenibilidade | Atenção a tuchos/cames em perfis “S”, equalização dos 40 PBIC/PICB | Equalização dos 32 PBIC e pressão de óleo em quente |
| Assinatura de performance | Maior enchimento volumétrico; melhor fôlego acima de 3.500 rpm | Entregas suaves; eficiência e confiabilidade com menor exigência térmica |
Valores de torque e rotações de referência podem variar por lote/ajuste de fábrica. Tabela sem links e sem linhas separadoras externas; acentos visuais em amarelo e vermelho conforme solicitado.
Extensões de alto impacto (low effort → high ROI)

Pacote técnico complementar — Motor Porsche 1500 Super Tipo 528 (70 cv, 1954) e 1500 “Normal” Tipo 546/2 (60 cv, 1954)
Entrega modular em HTML responsivo dark, com governança de marca (detalhes amarelo/vermelho) e sem links externos. Conteúdo orientado a mecânicos, técnicos e engenheiros, alinhado a SEO com ênfase em Porsche Brasil e Porsche atual.
Checklist de auditoria — identificação e matching-numbers
- Carimbo do tipo de motor — confirmar inscrição “528” (1500 Super) ou “546/2” (1500 Normal) no bloco/cárter de três peças.
- Carburadores — 528 com duplos Solex 40 (PBIC/PICB); 546/2 com duplos Solex 32 PBIC. Conferir bases, difusores e acionamentos.
- Carenagem (shroud) e dutos — integridade, defletores e posicionamento do oil cooler no fluxo de ar.
- Ignição/carga — sistema 6 V com dínamo e ventoinha compartilhando eixo; chicotes e suportes corretos de época.
- Filtragem de óleo — canister em bypass, linhas e vedadores sem vazamentos; tubulações conforme roteamento de fábrica.
- Faixas de numeração — validar coerência com ano-modelo e carroceria (Coupé, Cabriolet, Speedster).
Matriz de troubleshooting — diagnóstico rápido de bancada
| Sintoma | Causa provável | Teste rápido | Ação recomendada |
|---|---|---|---|
| Vibração em 3.000–3.500 rpm | Equalização imperfeita dos carburadores; avanço fora do ponto; folga de tuchos | Sincronizador nos dois corpos; lâmpada estroboscópica; verificação a quente das folgas | Sincronizar Solex; conferir curva de avanço; ajustar folgas conforme tolerância |
| Pressão de óleo baixa em quente | Folga em mancais; viscosidade inadequada; válvula de alívio cansada | Manômetro externo; temperatura do óleo; inspeção da válvula | Rever folgas; subir viscosidade conforme clima; revisar alívio/bomba |
| Hot start difícil | Percolação no cuba; mistura rica; tempo de ignição | Leitura de vela; observação pós-desligamento; medição de nível | Ajustar nível/boia; afinar mistura; revalidar ponto |
| Backfire/flat-spot | Giclês inadequados; vácuo parasita; aceleração de bomba fraca | Spray de detecção de falso ar; inspeção de giclês; curso da bomba | Sanar vazamentos; calibrar giclês; restaurar bomba de aceleração |
| Temperatura assimétrica entre bancadas | Defletor fora de posição; shroud desalinhado; cooler obstruído | Termômetro infravermelho após drive curto; inspeção visual | Reassentar shroud/defletores; limpar/fluxar oil cooler |
Tabela de tolerâncias e torques — referência de montagem
| Conjunto | 1500 Super Tipo 528 (70 cv) | 1500 Normal Tipo 546/2 (60 cv) |
|---|---|---|
| Folga de mancais principais | Conforme especificação de fábrica (3 mancais); monitorar queda de pressão a quente | Conforme especificação de fábrica (3 mancais); atenção ao desgaste em alta carga |
| Folga de válvulas (a quente) | Baseline de época para perfis “S”; conferir após período de assentamento | Baseline “Normal”; tendência a manter ruído mais discreto |
| Torque de cabeçote | Apertos cruzados em estágios; rechecagem após ciclos térmicos iniciais | Mesmo protocolo; registrar valores por estágio no prontuário |
| Torque de volante do motor | Aplicar trava química de alta resistência; checagem de empeno | Idem; especial atenção ao assento cônico e chavetas |
| Pressão/temperatura do óleo (uso) | Monitorar com manômetro confiável; clima quente favorece óleos de maior viscosidade | Janela semelhante; perdas menores em baixa pela menor exigência do perfil |
FAQ técnico — motores 1500 Super 528 e 1500 Normal 546/2
Quais 356 usaram o 1500 Super Tipo 528?
356 Pré-A 1500 Super Coupé e Cabriolet (1953–1954) e o primeiro lote do Speedster 1954; em menor escala, America Roadster.
Qual a diferença prática entre Solex 40 PBIC/PICB e 32 PBIC?
Os 40 PBIC/PICB permitem maior vazão e melhor resposta em médios/altos no 528; os 32 PBIC privilegiam entrega linear no 546/2.
O sistema de óleo é full-flow?
Não. É filtragem parcial (bypass) via canister. Upgrades full-flow são comuns em uso severo, preservando-se a reversibilidade.
Como mitigar assimetria térmica entre bancadas?
Integridade do shroud/defletores, cooler limpo e equalização de mistura/ignição. Medir temperaturas após drive curto auxilia o diagnóstico.
Qual baseline de ponto e mistura para gasolina atual no Brasil?
Usar referência de fábrica e ajustar fino considerando teor de etanol, altitude e temperatura ambiente; leitura de velas valida o acerto.
É possível manter originalidade com upgrades de segurança?
Sim, desde que reversíveis (ex.: ignição eletrônica “stealth”, medição de pressão/temperatura, filtro em linha removível).


