Ficha técnica Carros VW Passat GL Village AP 1.6 ano 1987

Ficha técnica Carros VW Passat GL Village AP 1.6 ano 1987
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 23.07.2025 by

VW Passat GL Village 1.6 1987, Um Equilíbrio Raro entre Aerodinâmica e Engenharia. Confira a matéria, Ficha Técnica, preço, mercado, lista de equipamentos, consumo, desempenho e catálogo de cores.

Ficha técnica carros – Natália Svetlana – Colunista

Imagens RR Autos Antigos

Durante as décadas de 1970 e 1980, o mercado automotivo brasileiro passou por profundas transformações. Nesse cenário competitivo e em constante evolução, o Volkswagen Passat GL Village AP 1.6, ano 1987.

Ficha técnica Carros VW Passat GL Village AP 1.6 ano 1987
Ficha técnica Carros VW Passat GL Village AP 1.6 ano 1987

Destacou-se não apenas como um sedan médio refinado, mas também como um marco em engenharia automotiva nacional.

Em sua última fase, o modelo GL Village combinava versatilidade familiar com soluções técnicas avançadas para a época, consolidando-se como o carro com melhor aerodinâmica e uma das plataformas mais equilibradas produzidas no Brasil entre 1974 e 1988.

Aerodinâmica e Plataforma: Um Capítulo à Parte

Lançado originalmente em 1974, o Passat foi o primeiro VW brasileiro com tração dianteira e motor refrigerado a água.

Seu projeto, derivado do Audi 80 europeu, impressionava pelo coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,39, um número notável para a época, especialmente num país que ainda engatinhava em conceitos de eficiência e fluxo de ar.

Entre 1974 e 1988, nenhum outro modelo nacional combinava com tanta precisão rigidez estrutural, distribuição de peso e estabilidade em alta velocidade.

A carroceria do Passat era uma aula de engenharia funcional. A dianteira inclinada, os vincos nas laterais e a traseira limpa contribuíam não apenas para a estética moderna, mas para o excelente escoamento do ar.

O GL Village, em especial, se beneficiava da evolução desse projeto com melhorias em acabamento, isolamento acústico e detalhes voltados para o conforto de uso urbano e rodoviário.

Versão GL Village: O Passat da Família Brasileira

A versão Village foi uma das últimas variações do Passat nacional. Focada no conforto e espaço interno, trazia bancos com revestimento exclusivo.

Painel com melhor acabamento e itens como ventilação forçada, relógio digital e rádio AM/FM com toca-fitas, um luxo em muitos lares brasileiros da época.

O porta-malas de 390 litros e o bom espaço para os ocupantes traseiros o tornavam competitivo em um segmento que incluía Ford Del Rey, Chevrolet Monza e Fiat Prêmio.

O GL Village era discreto, mas ao mesmo tempo elegante, uma escolha racional para quem buscava qualidade e confiabilidade.

Preço e Mercado (em 1987 e hoje)

  • Preço de tabela em 1987: Cr$ 720.000,00 (Cruzeiros)
  • Preço atualizado (valores de colecionador em 2025):
    • Exemplares restaurados e originais: entre R$ 35 mil e R$ 45 mil;
    • Modelos em estado de coleção, com baixa quilometragem: até R$ 100 mil.

O Passat GL Village tem hoje valor afetivo e histórico. É procurado por colecionadores que valorizam sua dirigibilidade, robustez e equilíbrio dinâmico.

Embora não tenha o mesmo glamour de esportivos como o GTS Pointer, o Village oferece uma experiência de condução suave, estável e refinada, e tudo isso com custo de manutenção ainda acessível.

Legado e Reconhecimento

Em retrospectiva, o Passat foi um pioneiro silencioso. Suas soluções técnicas foram copiadas e inspiraram diversas gerações posteriores, inclusive dentro da própria Volkswagen.

A engenharia do AP 1.6 segue reverenciada por mecânicos e entusiastas, e a plataforma base ainda é considerada uma das mais bem resolvidas da indústria nacional.

Entre 1974 e 1988, poucos carros brasileiros conseguiram unir aerodinâmica, leveza estrutural e prazer ao volante como o Passat. E na versão GL Village 1987.

Ele entrega esse conjunto com um toque de elegância e maturidade, como um veterano que conhece bem seu lugar na história.

Ficha Técnica completa

Motorização

  • Motor: VW AP-600 1.6;
  • Código do motor: BS;
  • Posição: Dianteiro, longitudinal;
  • Número de cilindros: 4 em linha;
  • Válvulas por cilindro: 2;
  • Cilindrada total: 1.584 cm³;
  • Diâmetro x curso: 81,0 mm x 77,4 mm;
  • Taxa de compressão: 11:1 (etanol) / 8,5:1 (gasolina)
  • Alimentação: Carburador de corpo duplo;
  • Combustível: Etanol ou gasolina (versões bicombustível eram raras, mas possíveis mediante conversão);
  • Potência máxima: 86 cv (etanol) / 81 cv (gasolina) a 5.600 rpm;
  • Torque máximo: 13,8 kgfm (etanol) / 13,2 kgfm (gasolina) a 3.200 rpm.

Transmissão

  • Câmbio: Manual de 5 marchas;
  • Tração: Dianteira;
  • Embreagem: Monodisco a seco, comando por cabo.

Suspensão, Direção e Freios

  • Suspensão dianteira: Independente tipo McPherson, com molas helicoidais e barra estabilizadora;
  • Suspensão traseira: Eixo de torção com braços longitudinais e molas helicoidais;
  • Direção: Mecânica, pinhão e cremalheira
  • Freios dianteiros: Disco sólido;
  • Freios traseiros: Tambor.

Dimensões

  • Comprimento: 4.335 mm;
  • Largura: 1.640 mm;
  • Altura: 1.360 mm;
  • Distância entre-eixos: 2.470 mm;
  • Bitola dianteira: 1.340 mm;
  • Bitola traseira: 1.340 mm;
  • Altura do solo: 150 mm (aproximadamente);
  • Capacidade do porta-malas: 390 litros;
  • Tanque de combustível: 60 litros;
  • Peso em ordem de marcha: 950 kg.

Desempenho

  • Velocidade máxima: Aproximadamente 162 km/h (etanol);
  • Aceleração 0 a 100 km/h: Cerca de 14,0 segundos;
  • Consumo urbano:
    • Etanol: 7,5 km/l;
    • Gasolina: 10,5 km/l.
  • Consumo rodoviário:
    • Etanol: 10,5 km/l;
    • Gasolina: 14,2 km/l.

Equipamentos de Série (GL Village 1987)

  • Painel completo com relógio analógico;
  • Conta-giros Opcional;
  • Ar quente;
  • Ventilação forçada com quatro velocidades;
  • Rádio toca-fitas AM/FM com dois alto-falantes;
  • Desembaçador traseiro;
  • Travas e vidros manuais;
  • Espelhos retrovisores com controle interno;
  • Luz de cortesia;
  • Acabamento interno em tecido veludo ou vinil;
  • Bancos dianteiros com encosto de cabeça integrado;
  • Rodas de aço 13″ com calotas integrais.
Catálogo de cores

Cores Sólidas

  • Branco Cristal – acabamento liso, muito popular nos anos 1980;
  • Preto Ninja – clássico, elegante, realçava o desenho reto da carroceria;
  • Vermelho Fogo – vibrante e esportivo, uma das cores de destaque da linha;
  • Bege Saara – tom claro e discreto, bastante comum em versões familiares;
  • Azul Astral – azul escuro tradicional, refinado;
  • Cinza Titânio – neutro e sofisticado.

Cores Metálicas (opcionais com custo adicional na época).

  • Prata Géleé – prateado metálico, bastante procurado por seu aspecto moderno;
  • Verde Amazonas Metálico – tonalidade escura, com brilho leve sob o sol;
  • Marrom Topázio Metálico – tom terroso, elegante e raro hoje em dia;
  • Azul Noturno Metálico – azul profundo, quase preto, sofisticado e sóbrio;
  • Champagne Metálico – bege metálico claro, refinado.

Acabamento Interno Combinado

O acabamento interno variava de acordo com a cor externa e podia ser encontrado em:

  • Tecido veludo grafite ou cinza claro (maioria dos modelos);
  • Vinil cinza claro ou escuro (versões mais simples ou uso frotista).
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Natália Svetlana Kleiser