A Toyota Hilux CS 2.8 4×4 ano 1995 representa uma das fases mais marcantes da história dessa picape no Brasil.

Notícias, Ficha Técnica carros e mercado carros para PCD – Natália Svetlana – Colunista
JK Carros | Editorial
Imagens L’ Art BR
Esse modelo fazia parte da quinta geração da Hilux, produzida globalmente entre 1988 e 1997, reconhecida pela robustez, simplicidade mecânica e alta durabilidade, características que ajudaram a consolidar a reputação da Toyota no segmento de utilitários médios.

Ficha Técnica
Destaques do modelo
- Construção robusta, chassi longarina e carroceria sobreposta (body-on-frame);
- Capacidade off-road, tração 4×4 com reduzida, grande altura livre do solo e bons ângulos de entrada e saída;
- Motor confiável, mesmo aspirado, entregava bom torque para trabalhos pesados;
- Durabilidade lendária, muito procurada até hoje em regiões rurais e por colecionadores de utilitários clássicos;
- Estilo, linhas retas, para-lamas destacados, faróis retangulares e caçamba de bom tamanho, com estética típica das picapes dos anos 1990.
Motorização
- Código do motor: Toyota 3L;
- Configuração: 4 cilindros em linha, longitudinal;
- Combustível: Diesel;
- Aspiração: Natural (aspirado);
- Cilindrada: 2.779 cm³;
- Diâmetro x Curso: 96,0 mm x 96,0 mm;
- Taxa de compressão: 22,2:1;
- Potência máxima: 91 cv a 4.000 rpm;
- Torque máximo: 19,0 kgf·m a 2.400 rpm;
- Alimentação: Injeção mecânica direta;
- Ordem de ignição: 1-3-4-2;
- Sistema de arrefecimento: Líquido, radiador frontal.
Transmissão

- Câmbio: Manual, 5 marchas + ré;
- Tração: 4×4 com acionamento manual e caixa de transferência (reduzida);
- Relação de diferencial: 4,875:1;
- Acoplamento: Manual por alavanca no assoalho.
Desempenho
- Velocidade máxima: ~140 km/h;
- Aceleração 0–100 km/h: ~21 s;
- Consumo urbano: ~8,5 km/l;
- Consumo rodoviário: ~10,5 km/l;
(valores médios para veículo original em boas condições).
Suspensão e Direção
- Dianteira: Independente, braços duplos, barra de torção, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora;
- Traseira: Eixo rígido, feixes de molas semi-elípticas e amortecedores hidráulicos;
- Direção: Recirculação de esferas, assistência hidráulica opcional.
Freios
- Dianteiros: Discos ventilados;
- Traseiros: Tambor, autoajustáveis;
- Circuito: Hidráulico, com servo-freio.
Rodas e Pneus
- Rodas: Aço estampado 16″;
- Pneus originais: 7.50 R16 (uso misto);
- Estepe: Sim, fixado sob a caçamba.
Dimensões e Capacidades

- Comprimento total: 4.785 mm;
- Largura: 1.690 mm;
- Altura: 1.735 mm;
- Entre-eixos: 2.850 mm;
- Altura livre do solo: 210 mm;
- Peso em ordem de marcha: 1.610 kg;
- Carga útil: ~1.000 kg;
- Caçamba (CxLxA): 2.280 x 1.520 x 450 mm;
- Tanque de combustível: 60 litros;
- Ângulo de entrada: 40°;
- Ângulo de saída: 29°.
Equipamentos originais de série (versão CS 4×4 1995)
- Bancos em vinil ou tecido (dependendo do mercado);
- Painel com velocímetro, hodômetro parcial e marcador de combustível/temperatura;
- Para-choques em aço pintado;
- Protetor de cárter;
- Vidros manuais;
- Retrovisores externos ajustáveis manualmente;
- Para-sol duplo;
- Aquecedor/desembaçador;
- Limpador e lavador de para-brisa de 2 velocidades;
- Tomada elétrica 12V no painel.
Catálogo de cores – Toyota Hilux CS 2.8 4×4 1995 (Brasil)

Sólidas
- Super White II – Branco puro clássico da Toyota, muito usado em frotas e uso rural;
- Dark Blue – Azul escuro profundo;
- Medium Blue – Azul médio com tom levemente acinzentado;
- Signal Red – Vermelho vivo e brilhante;
- Beige – Bege claro, bastante usado em regiões agrícolas;
- Light Gray – Cinza claro sólido;
- Black – Preto sólido.
Metálicas
- Silver Metallic – Prata metálico médio, tom mais frio;
- Medium Gray Metallic – Cinza metálico médio;
- Dark Gray Metallic – Cinza chumbo metálico;
- Dark Green Mica Metallic – Verde escuro com leve efeito perolizado;
- Dark Blue Mica Metallic – Azul profundo com efeito mica;
- Dark Wine Red Metallic – Vermelho vinho metálico.
Observações históricas
- Em 1995, as versões de cabine simples eram mais comuns nas cores sólidas, especialmente branco, vermelho, bege e preto, pois eram as preferidas de frotistas e fazendeiros;
- As cores metálicas e mica apareciam mais em versões de cabine dupla ou importadas, mas estavam disponíveis sob encomenda na cabine simples;
- O código de pintura era indicado em uma plaqueta no cofre do motor, permitindo identificar o tom exato para repintura.
Galeria de fotos de carros antigos








