Chevrolet Opala Sedã Super Luxo 2.5 1974: O Equilíbrio Clássico entre Elegância e Robustez. Confira a Ficha Técnica, preço, mercado, lista de equipamentos, consumo, desempenho e catálogo de cores.

Ficha técnica carros – Natália Svetlana – Colunista
Imagens Mascote Clássicos
No ano de 1974, em meio à consolidação da indústria automobilística brasileira, a Chevrolet dava continuidade ao sucesso do Opala com versões que aliavam sofisticação e desempenho.

Entre elas, o Chevrolet Opala Sedã Super Luxo 2.5 ocupava uma posição de destaque, sendo uma opção refinada para quem buscava conforto, visual elegante e um motor de seis cilindros ainda mais acessível.
Mercado e Contexto
Lançado em 1968, o Opala foi o primeiro automóvel de passeio da General Motors do Brasil. Em 1974, a linha já contava com versões bem definidas:
Standard, Especial, Luxo e Super Luxo. O modelo Sedã Super Luxo 2.5, com seu acabamento mais requintado, atraiu consumidores de perfil familiar e executivo, que desejavam uma alternativa nacional aos importados da época, cuja comercialização estava praticamente estagnada devido às restrições do governo militar.
O Opala se destacou pela sua dirigibilidade, suspensão confortável e mecânica simples, ao mesmo tempo robusta.
A versão Super Luxo trazia, além do apelo visual, detalhes de conforto pouco comuns nos concorrentes diretos.
Equipamentos de Série e Acabamento

Como era característico da versão Super Luxo, o modelo vinha com um acabamento mais refinado, com destaque para:
- Painel com revestimento imitando madeira;
- Bancos com revestimento em vinil de padrão superior;
- Volante de dois raios com aro cromado;
- Relógio analógico embutido no painel;
- Acabamentos cromados nos para-choques, frisos e maçanetas;
- Espelho retrovisor externo com regulagem manual interna;
- Rádio AM de série (em algumas unidades);
- Desembaçador traseiro (opcional);
- Rodas com calotas integrais cromadas.
Valor e Mercado Atual

Na época, o Chevrolet Opala Super Luxo 2.5 tinha preço competitivo frente aos modelos mais caros da Willys e da Ford.
Em valores corrigidos, custaria hoje a unidade zero km o equivalente a cerca de R$ 320.000, considerando o padrão de luxo nacional da década de 1970.
Atualmente, um exemplar bem conservado pode ser encontrado entre R$ 75 mil a R$ 270 mil, dependendo do estado de originalidade, cor e documentação.
Modelos com motor 4 cilindros, embora menos potentes que os 6 cilindros 4.1, são bastante procurados por colecionadores que buscam equilíbrio entre manutenção acessível e dirigibilidade clássica.
Conclusão
O Opala Super Luxo 2.5 de 1974 simboliza uma era em que o automóvel nacional ganhava contornos de sofisticação, atendendo a um público que exigia mais do que apenas transporte.
Ele marcou uma época com sua elegância discreta, conforto e desempenho adequado. Hoje, é uma das versões mais valorizadas pelos colecionadores, especialmente em configuração original e bem preservada.
Se você busca um clássico nacional com bom espaço interno, charme vintage e manutenção relativamente simples, o Super Luxo 2.5 é uma aposta certeira para entrar no mundo dos antigos.
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Ficha Técnica completa

Motor
- Código do motor: 151-S;
- Tipo: 4 cilindros em linha;
- Posição: Dianteiro, longitudinal;
- Cilindrada total: 2.471 cm³;
- Diâmetro x curso: 98,4 mm x 76,2 mm;
- Taxa de compressão: 7,0:1;
- Potência bruta (SAE): 98 cv a 4.400 rpm;
- Potência líquida (ABNT): 91 cv a 4.400 rpm;
- Torque máximo: 18,2 kgfm a 2.600 rpm;
- Alimentação: Carburador de corpo simples;
- Combustível: Gasolina;
- Arrefecimento: Líquido.
Transmissão
- Câmbio: Manual de 4 marchas;
- Alavanca: Coluna de direção;
- Tração: Traseira (RWD);
- Embreagem: Monodisco a seco, comando mecânico.
Direção
- Tipo: Pinhão e cremalheira (mecânica, sem assistência).
Suspensão
- Dianteira: Independente, braços sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora;
- Traseira: Eixo rígido com feixes de molas semi-elípticas e amortecedores hidráulicos.
Freios
- Sistema: Hidráulico;
- Dianteiros: Tambor;
- Traseiros: Tambor;
- Servofreio: Não disponível de série (opcional em algumas versões).
Rodas e Pneus

- Rodas: Aço estampado com calotas cromadas;
- Pneus originais: 6.95-14 (diagonais);
- Furação: 4 x 114,3 mm.
Dimensões
- Comprimento total: 4.615 mm;
- Largura total: 1.740 mm;
- Altura total: 1.390 mm;
- Distância entre-eixos: 2.700 mm;
- Bitola dianteira: 1.380 mm;
- Bitola traseira: 1.340 mm;
- Altura mínima do solo: 165 mm.
Capacidades
- Porta-malas: 450 litros;
- Tanque de combustível: 66 litros;
- Óleo do motor: 3,5 litros (com filtro);
- Peso em ordem de marcha: 1.200 kg (aproximadamente);
- Carga útil máxima: Cerca de 450 kg.
Desempenho Aproximado
- Velocidade máxima: 150 km/h;
- 0 a 100 km/h: 17 segundos (média estimada de época);
- Consumo médio: Cerca de 7,5 a 9 km/l (gasolina).
Catálogo de cores

Cores Sólidas:
- Branco Everest – clássico, elegante e muito comum na versão Super Luxo;
- Bege Alvorada – tom bege claro, bastante refinado;
- Verde Imperial – verde sólido escuro, discreto e sofisticado;
- Preto Ébano – o mais elegante e raro nas ruas, muito valorizado hoje;
- Vermelho Granada – um vermelho escuro, tradicional da década.
Cores Metálicas (opcionais com custo adicional):
- Prata Inca – prata metálico clássico, muito procurado;
- Azul Astral – azul metálico médio, com brilho suave;
- Marrom Castor – marrom metálico intenso, tom de luxo da época;
- Verde Amazonas – verde metálico escuro, bastante imponente;
- Cinza Granito – cinza metálico refinado.
Interiores combinando com as cores externas:
- Tecido em padronagem luxo ou vinil de alto padrão;
- Cores internas mais comuns: preto, cinza-grafite, marrom tabaco e bege.
Essas cores, especialmente as metálicas como Verde Amazonas e Prata Inca, eram símbolo de status e requinte. Hoje, modelos bem preservados nessas tonalidades são mais valorizados por colecionadores.
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