Ficha técnica Carros Chevrolet Opala sedan Super Luxo 2.5 ano 1974

Ficha técnica Carros Chevrolet Opala sedan Super Luxo 2.5 ano 1974
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 23.07.2025 by

Chevrolet Opala Sedã Super Luxo 2.5 1974: O Equilíbrio Clássico entre Elegância e Robustez. Confira a Ficha Técnica, preço, mercado, lista de equipamentos, consumo, desempenho e catálogo de cores.

Ficha técnica carros – Natália Svetlana – Colunista

Imagens Mascote Clássicos

No ano de 1974, em meio à consolidação da indústria automobilística brasileira, a Chevrolet dava continuidade ao sucesso do Opala com versões que aliavam sofisticação e desempenho.

Ficha técnica Carros Chevrolet Opala sedan Super Luxo 2.5 ano 1974
Ficha técnica Carros Chevrolet Opala sedan Super Luxo 2.5 ano 1974

Entre elas, o Chevrolet Opala Sedã Super Luxo 2.5 ocupava uma posição de destaque, sendo uma opção refinada para quem buscava conforto, visual elegante e um motor de seis cilindros ainda mais acessível.

Mercado e Contexto

Lançado em 1968, o Opala foi o primeiro automóvel de passeio da General Motors do Brasil. Em 1974, a linha já contava com versões bem definidas:

Standard, Especial, Luxo e Super Luxo. O modelo Sedã Super Luxo 2.5, com seu acabamento mais requintado, atraiu consumidores de perfil familiar e executivo, que desejavam uma alternativa nacional aos importados da época, cuja comercialização estava praticamente estagnada devido às restrições do governo militar.

O Opala se destacou pela sua dirigibilidade, suspensão confortável e mecânica simples, ao mesmo tempo robusta.

A versão Super Luxo trazia, além do apelo visual, detalhes de conforto pouco comuns nos concorrentes diretos.

Equipamentos de Série e Acabamento

Como era característico da versão Super Luxo, o modelo vinha com um acabamento mais refinado, com destaque para:

  • Painel com revestimento imitando madeira;
  • Bancos com revestimento em vinil de padrão superior;
  • Volante de dois raios com aro cromado;
  • Relógio analógico embutido no painel;
  • Acabamentos cromados nos para-choques, frisos e maçanetas;
  • Espelho retrovisor externo com regulagem manual interna;
  • Rádio AM de série (em algumas unidades);
  • Desembaçador traseiro (opcional);
  • Rodas com calotas integrais cromadas.

Valor e Mercado Atual

Na época, o Chevrolet Opala Super Luxo 2.5 tinha preço competitivo frente aos modelos mais caros da Willys e da Ford.

Em valores corrigidos, custaria hoje a unidade zero km o equivalente a cerca de R$ 320.000, considerando o padrão de luxo nacional da década de 1970.

Atualmente, um exemplar bem conservado pode ser encontrado entre R$ 75 mil a R$ 270 mil, dependendo do estado de originalidade, cor e documentação.

Modelos com motor 4 cilindros, embora menos potentes que os 6 cilindros 4.1, são bastante procurados por colecionadores que buscam equilíbrio entre manutenção acessível e dirigibilidade clássica.

Conclusão

O Opala Super Luxo 2.5 de 1974 simboliza uma era em que o automóvel nacional ganhava contornos de sofisticação, atendendo a um público que exigia mais do que apenas transporte.

Ele marcou uma época com sua elegância discreta, conforto e desempenho adequado. Hoje, é uma das versões mais valorizadas pelos colecionadores, especialmente em configuração original e bem preservada.

Se você busca um clássico nacional com bom espaço interno, charme vintage e manutenção relativamente simples, o Super Luxo 2.5 é uma aposta certeira para entrar no mundo dos antigos.

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Ficha Técnica completa

Motor

  • Código do motor: 151-S;
  • Tipo: 4 cilindros em linha;
  • Posição: Dianteiro, longitudinal;
  • Cilindrada total: 2.471 cm³;
  • Diâmetro x curso: 98,4 mm x 76,2 mm;
  • Taxa de compressão: 7,0:1;
  • Potência bruta (SAE): 98 cv a 4.400 rpm;
  • Potência líquida (ABNT): 91 cv a 4.400 rpm;
  • Torque máximo: 18,2 kgfm a 2.600 rpm;
  • Alimentação: Carburador de corpo simples;
  • Combustível: Gasolina;
  • Arrefecimento: Líquido.

Transmissão

  • Câmbio: Manual de 4 marchas;
  • Alavanca: Coluna de direção;
  • Tração: Traseira (RWD);
  • Embreagem: Monodisco a seco, comando mecânico.

Direção

  • Tipo: Pinhão e cremalheira (mecânica, sem assistência).

Suspensão

  • Dianteira: Independente, braços sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora;
  • Traseira: Eixo rígido com feixes de molas semi-elípticas e amortecedores hidráulicos.

Freios

  • Sistema: Hidráulico;
  • Dianteiros: Tambor;
  • Traseiros: Tambor;
  • Servofreio: Não disponível de série (opcional em algumas versões).

Rodas e Pneus

  • Rodas: Aço estampado com calotas cromadas;
  • Pneus originais: 6.95-14 (diagonais);
  • Furação: 4 x 114,3 mm.

Dimensões

  • Comprimento total: 4.615 mm;
  • Largura total: 1.740 mm;
  • Altura total: 1.390 mm;
  • Distância entre-eixos: 2.700 mm;
  • Bitola dianteira: 1.380 mm;
  • Bitola traseira: 1.340 mm;
  • Altura mínima do solo: 165 mm.

Capacidades

  • Porta-malas: 450 litros;
  • Tanque de combustível: 66 litros;
  • Óleo do motor: 3,5 litros (com filtro);
  • Peso em ordem de marcha: 1.200 kg (aproximadamente);
  • Carga útil máxima: Cerca de 450 kg.

Desempenho Aproximado

  • Velocidade máxima: 150 km/h;
  • 0 a 100 km/h: 17 segundos (média estimada de época);
  • Consumo médio: Cerca de 7,5 a 9 km/l (gasolina).
Catálogo de cores

Cores Sólidas:

  • Branco Everest – clássico, elegante e muito comum na versão Super Luxo;
  • Bege Alvorada – tom bege claro, bastante refinado;
  • Verde Imperial – verde sólido escuro, discreto e sofisticado;
  • Preto Ébano – o mais elegante e raro nas ruas, muito valorizado hoje;
  • Vermelho Granada – um vermelho escuro, tradicional da década.

Cores Metálicas (opcionais com custo adicional):

  • Prata Inca – prata metálico clássico, muito procurado;
  • Azul Astral – azul metálico médio, com brilho suave;
  • Marrom Castor – marrom metálico intenso, tom de luxo da época;
  • Verde Amazonas – verde metálico escuro, bastante imponente;
  • Cinza Granito – cinza metálico refinado.

Interiores combinando com as cores externas:

  • Tecido em padronagem luxo ou vinil de alto padrão;
  • Cores internas mais comuns: preto, cinza-grafite, marrom tabaco e bege.

Essas cores, especialmente as metálicas como Verde Amazonas e Prata Inca, eram símbolo de status e requinte. Hoje, modelos bem preservados nessas tonalidades são mais valorizados por colecionadores.

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Natália Svetlana Kleiser