Chevrolet Monza Classic S/E 2.0 1990: O Clássico Brasileiro Que Definiu uma Era.

Carros Antigos – Natália Svetlana – Colunista
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O Chevrolet Monza Classic S/E 2.0 gasolina 2 portas ano 1990 é um dos modelos mais icônicos da indústria automotiva nacional.
Reconhecido por seu design elegante, acabamento refinado e desempenho consistente, o Monza se tornou símbolo de status nos anos 1980 e início dos 1990, sendo um dos sedãs médios mais desejados por executivos e famílias brasileiras.
Design e Estilo: Elegância com Traços Europeus
Derivado do Opel Ascona europeu, o Monza Classic S/E 1990 apresentava linhas suaves e aerodinâmicas, com detalhes cromados e lanternas traseiras fumê exclusivas das versões topo de linha.
A versão 2 portas, mesmo sendo um sedã, transmitia um ar esportivo, muito apreciado pelo público jovem da época.
No interior, o acabamento seguia o padrão premium da linha S/E, com bancos revestidos em veludo de alta qualidade, painel com instrumentos completos e um volante de quatro raios com logo Chevrolet centralizado.
Motorização e Desempenho

O coração do Monza Classic S/E 1990 era o consagrado motor 2.0 litros a gasolina, com 4 cilindros em linha, comando de válvulas no cabeçote (OHC), e refrigeração líquida.
Este propulsor entregava 110 cv de potência a 5.200 rpm e um torque máximo de 17,3 kgfm a 2.600 rpm, proporcionando acelerações suaves e retomadas seguras, ideais para o perfil urbano e rodoviário.
O câmbio manual de 5 marchas complementava a performance com engates precisos e escalonamento eficiente, garantindo um consumo médio de 8 km/l na cidade e 12 km/l na estrada, números competitivos para a época.
Equipamentos de Série do Monza Classic S/E 2.0 1990
Entre os itens de conforto e conveniência, o Monza Classic S/E se destacava com:
- Direção hidráulica progressiva;
- Vidros elétricos nas portas dianteiras;
- Travas elétricas nas portas;
- Retrovisores externos com ajuste interno;
- Ar-condicionado (opcional);
- Rádio AM/FM com toca-fitas de série;
- Rodas de liga leve aro 13” com desenho exclusivo da versão S/E.
Preço do Chevrolet Monza Classic S/E 2.0 1990

Na época de seu lançamento, o Monza Classic S/E 2.0 tinha um preço sugerido de aproximadamente Cr$ 1.300.000,00 (Cruzeiros), um valor que o posicionava como uma alternativa sofisticada frente a concorrentes como Volkswagen Santana e Ford Del Rey.
Atualmente, o Monza Classic S/E 2.0 é bastante procurado no mercado de carros antigos, com valores variando entre R$ 50.000,00 a R$ 130.000,00, dependendo do estado de conservação e originalidade.
Mercado e Legado
O Chevrolet Monza foi um dos carros mais vendidos do Brasil durante quase uma década. A versão Classic S/E 2.0 1990 representa o auge da linha Monza antes das reestilizações dos anos 90, sendo lembrada pelo equilíbrio entre conforto, desempenho e um acabamento que rivalizava com modelos de categorias superiores.
Com seu design atemporal e mecânica robusta, o Monza segue sendo uma excelente opção para colecionadores e entusiastas que buscam um sedã clássico com alma de esportivo.
Conclusão:

O Chevrolet Monza Classic S/E 2.0 1990 é mais do que um carro antigo; é um símbolo de uma geração que valorizava conforto, sofisticação e desempenho em um único pacote.
Sua combinação de design elegante, acabamento refinado e mecânica confiável garantiu ao Monza um lugar cativo na história automotiva brasileira.
Mesmo após mais de três décadas, este modelo ainda desperta interesse entre colecionadores e entusiastas, seja pela nostalgia, seja pela qualidade de construção que marcou uma era.
Com preços acessíveis no mercado de clássicos e uma vasta oferta de peças de reposição, o Monza Classic S/E 2.0 continua sendo uma escolha inteligente para quem busca um sedã icônico, robusto e com forte valor emocional.
Se você procura um clássico nacional com linhas atemporais e excelente custo-benefício, o Monza Classic S/E 1990 certamente merece um lugar na sua garagem.
Ficha Técnica Completa

Motorização
- Motor: 2.0 litros (1.998 cm³) — Família II Chevrolet
- Cilindros: 4 em linha (OHC – comando no cabeçote)
- Válvulas: 8 válvulas (2 por cilindro)
- Alimentação: Carburador de corpo duplo
- Combustível: Gasolina
- Potência Máxima: 110 cv a 5.200 rpm
- Torque Máximo: 17,3 kgfm a 2.600 rpm
- Refrigeração: Líquida
Transmissão
- Câmbio: Manual de 5 marchas
- Tração: Dianteira (FWD)
Direção e Suspensão

- Direção: Hidráulica de série
- Suspensão Dianteira: Independente, tipo McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora
- Suspensão Traseira: Eixo de torção com molas helicoidais e barra estabilizadora
Freios
- Dianteiros: Discos ventilados
- Traseiros: Tambor
Dimensões
- Comprimento: 4.366 mm
- Largura: 1.678 mm
- Altura: 1.362 mm
- Entre-eixos: 2.520 mm
- Bitola Dianteira: 1.414 mm
- Bitola Traseira: 1.410 mm
Capacidades
- Porta-malas: 448 litros
- Tanque de Combustível: 55 litros
- Peso em Ordem de Marcha: 1.078 kg
Desempenho
- Velocidade Máxima: 173 km/h
- Aceleração 0-100 km/h: 12,3 segundos (aproximado)
- Consumo Urbano: 8 km/l
- Consumo Rodoviário: 12 km/l
Rodas e Pneus
- Rodas: Liga leve aro 13”
- Pneus: 185/70 R13
Equipamentos de Série

- Direção hidráulica progressiva;
- Vidros dianteiros elétricos;
- Travas elétricas;
- Retrovisores com ajuste interno;
- Volante de quatro raios com logo Chevrolet;
- Painel com conta-giros e relógio digital;
- Rádio AM/FM com toca-fitas;
- Bancos em veludo de alto padrão;
- Rodas de liga leve exclusivas da versão S/E.
Catálogo de cores

Cores Sólidas
- Branco Mahler;
- Preto Memphis;
- Vermelho Fúria;
- Azul Boreal.
Cores Metálicas (opcionais)
- Prata Polaris Metálico;
- Cinza Graphite Metálico;
- Azul Astral Metálico;
- Verde Diplomat Metálico;
- Bege Colonial Metálico;
- Vermelho Montreal Metálico.
Observações:
- As versões Classic S/E vinham com detalhes cromados e frisos laterais pretos;
- Os para-choques eram na cor do veículo, com acabamento em preto fosco na parte inferior;
- As rodas de liga leve tinham acabamento diamantado com centro pintado em grafite;
- Internamente, os tons de acabamento eram oferecidos em cinza claro, cinza escuro ou marrom, dependendo da cor externa.
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