Porsche Type 64 ano 1939 Ficha Técnica Ultra Detalhada, Engenharia, Aerodinâmica e Especificações

Ficha técnica completa do Porsche Type 64 1939 (Berlin-Rom Wagen): motor boxer, chassi, dimensões, aerodinâmica, desempenho e checklist técnico profissional com foco em engenharia automotiva.

Ficha-tecnica-Porsche-Type-64-ano-1939
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 24.01.2026 by

Porsche Type 64 (1939) — Ficha Técnica Profissional

Baseline de engenharia automotiva • Arquitetura clássica • Dados históricos e estimativas técnicas

Projeto Type 64 / Type 60 K10
Layout motor traseiro • tração traseira
Unidades 3 protótipos

Resumo executivo (visão de engenharia)

O Porsche Type 64 de 1939 (também conhecido como Berlin-Rom Wagen) é um protótipo com foco total em eficiência aerodinâmica, baixo peso e velocidade de cruzeiro — um “case” de engenharia pré-guerra que antecipa soluções de carroceria e arquitetura que influenciaram a linhagem esportiva da marca.

Motor Boxer 4 • 985 cm³
Potência (faixa histórica) 35–40 PS
Velocidade máxima (referência) 145–160 km/h
Nota de precisão: por se tratar de protótipo com histórico de uso, reparos e restaurações, algumas métricas variam entre fontes e configurações. Nesta ficha, os números são tratados como faixas de referência e/ou estimativas técnicas quando não há padronização oficial.

Ficha Técnica (Ultra detalhada — padrão engenharia automotiva)

Domínio Especificação Observações técnicas (contexto de projeto)
Denominação Porsche Type 64 (1939) • “Berlin-Rom Wagen” • Type 60 K10 Protótipo esportivo desenvolvido a partir do conjunto mecânico VW/KdF, com foco em eficiência e velocidade.
Produção 3 unidades (protótipos) Projeto de baixíssimo volume; histórico de preservação e reparos influencia variabilidade de dados.
Arquitetura Motor traseiro longitudinal • Tração traseira (RWD) • 2 lugares Distribuição de massa com viés traseiro; exige leitura de comportamento com “transferência de carga” e aceleração progressiva.
Carroceria Coupé aerodinâmico em alumínio (streamlined) Rodas parcialmente carenadas e superfícies contínuas para reduzir arrasto; construção de padrão próximo ao aero (rebites).
Dimensões Comprimento: ~4.150 mm
Largura: ~1.700 mm
Altura: ~1.250 mm
Entre-eixos: 2.400 mm
Dimensões típicas de protótipo compacto com baixa área frontal e cockpit estreito.
Bitolas Dianteira/Traseira: 1.290 / 1.250 mm Bitola modesta em relação à altura baixa: comportamento previsível exige pneus e alinhamento dentro do “setup” correto.
Peso ~525 kg (referência histórica) • até ~610 kg (variações por configuração) Baixa massa é o maior “multiplicador” de performance: aceleração e eficiência aerodinâmica sobem de nível.
Motor Boxer 4 cilindros • 4 tempos • arrefecido a ar Projeto compacto e leve; construção simples e robusta, alinhada à manutenção mecânica da era.
Comando / Arquitetura Eixo de comando central no bloco (cames baixos) • OHV Configuração coerente com a tecnologia do período, buscando confiabilidade em longas distâncias.
Cilindrada 985 cm³ (1,0L classe “1 litro”) Faixa de cilindrada alinhada ao regulamento e ao objetivo de eficiência/velocidade em prova de longa distância.
Alimentação 2 carburadores Solex (downdraft) Setup de duplo carburador melhora resposta e vazão; exige equalização e ajuste fino de mistura.
Potência (faixa) 35–40 PS (≈ 26–29 kW) Diferenças por taxa de compressão, acerto e componentes; tratar como faixa histórica de referência.
Torque (estimado) ~75–90 N·m (referência estimada) Em motores pequenos, o “torque útil” aparece em baixa/média rotação; escalonamento de câmbio é decisivo.
Transmissão Manual 4 marchas (não sincronizada) Exige técnica de condução (reduções com cuidado); foco em robustez mecânica.
Suspensão Dianteira: braços longitudinais (trailing arms)
Traseira: eixo oscilante (swing axle)
Elemento elástico: barras de torção
Setup clássico; em dinâmica, atenção a transferência de carga e ao “lifting-throttle” típico de motor traseiro.
Freios Tambores nas 4 rodas Performance de frenagem depende de ajuste, lonas, ovalização e dissipação térmica — prioridade em checklist.
Rodas / Pneus 4.50 × 16 Pneu de perfil alto, coerente com piso e infraestrutura da época; calibragem altera estabilidade e esforço no volante.
Aerodinâmica Cd (estimado moderno): ~0,20–0,23
Área frontal (referência): ~1,86 m²
CdA (estimado): ~0,37–0,43 m²
Para 1939, o pacote aero é um diferencial competitivo; a estabilidade em alta depende de vedação e geometria da carroceria.
Velocidade máxima ~145–160 km/h (uso) • até ~173 km/h (teórico de projeto) Em motor pequeno, o limitador real costuma ser arrasto + relação final; top speed varia com acerto e aerodinâmica.
Consumo (estimado) ~10–13 km/L (cruzeiro leve, referência não padronizada) Não havia ciclo moderno de homologação; valor depende de carburador, ponto, rolagem e estilo de condução.
Autonomia (estimada) ~350–500 km (tanque estimado 35–40 L) Autonomia depende do volume de tanque efetivo e do consumo real; usar como range operacional.
Relação peso/potência ~13–15 kg/PS (faixa de referência) Principal KPI de performance para a era: baixo peso compensa potência absoluta limitada.

Observação: números estimados e faixas são utilizados quando o projeto não possui padronização oficial consolidada ou quando há variação por configuração histórica/restauro.

HowTo — Checklist Técnico (Padrão Mecânica & Engenharia)

1) Motor, combustível e carburadores

  • Verificar vedação (tampas, juntas, respiros) e sinais de vazamento de óleo/combustível.
  • Equalizar carburadores duplos, ajustar mistura lenta e marcha-lenta estável.
  • Checar giclês, boias e filtros; confirmar alimentação sem restrição em alta carga.
  • Conferir taxa de compressão “prática” via leitura de condição e resposta do motor.

2) Ignição e arrefecimento a ar

  • Aferir ponto de ignição e avanço; confirmar ausência de detonação sob carga.
  • Checar velas, cabos, bobina e distribuição; priorizar consistência elétrica.
  • Inspecionar dutos/ventoinha e passagem de ar; temperatura é KPI de confiabilidade.
  • Validar mistura em cruzeiro para reduzir aquecimento e preservar cabeçotes.

3) Transmissão e trem de força

  • Checar folgas de engate (caixa não sincronizada) e ruídos em cada marcha.
  • Conferir relação final e vibração em aceleração progressiva.
  • Inspecionar semi-eixos e coifas; monitorar vazamento em retentores.
  • Testar embreagem para patinação sob carga e “ponto” de acoplamento.

4) Chassi, suspensão e freios

  • Verificar barras de torção e buchas; eliminar folgas e ruídos estruturais.
  • Checar geometria (cambagem/convergência) e alinhamento do eixo oscilante traseiro.
  • Freios a tambor: ovalização, regulagem, cilindros e equalização de frenagem.
  • Inspecionar pneus 4.50×16, rodas e torque de fixação.

5) Carroceria, aerodinâmica e vedação

  • Checar fixações, rebites, emendas e vibrações da carroceria em alumínio.
  • Garantir vedação de portas, janelas e compartimentos (ruído/arrasto aumentam com folgas).
  • Inspecionar carenagens de rodas (spats) e folgas internas em esterço máximo.
  • Validar portas de acesso e tampas para eliminar “lifting” e turbulência.

6) Teste de rodagem (leitura de comportamento)

  • Subir carga de forma progressiva: motor pequeno “pede” ritmo e constância.
  • Monitorar estabilidade direcional e correções de volante em alta velocidade.
  • Verificar fading de freio e aquecimento em uso contínuo.
  • Registrar vibração, ruído e eventuais oscilações: diagnóstico por “sintomas”.
Assinatura técnica: mecânico Jairo Kleiser — formado na escola Senai em Mecânica de Autos (1989)
Entrega: ficha técnica profissional • foco em engenharia automotiva • padrão WordPress dark

FAQ Técnico (perguntas de engenharia e mercado histórico)

  • O que torna o Type 64 tão importante para a linhagem Porsche?
    É um protótipo que consolida carroceria aerodinâmica, baixo peso e arquitetura esportiva como pilares de engenharia.
  • Quantas unidades do Type 64 foram construídas?
    Foram produzidos 3 protótipos (baixa escala, caráter experimental e histórico).
  • Qual motor equipa o Type 64 e qual a potência real?
    Boxer 4 arrefecido a ar com 985 cm³; potência histórica varia entre 35 e 40 PS conforme acerto e configuração.
  • Qual é o diferencial aerodinâmico do projeto?
    Carroceria “streamline” em alumínio e rodas carenadas; estimativas modernas indicam Cd muito baixo para 1939.
  • Como é a suspensão e quais cuidados de dinâmica são críticos?
    Barras de torção com eixo oscilante traseiro: alinhamento e setup são determinantes para estabilidade e previsibilidade.
  • Por que a velocidade máxima varia entre fontes?
    Depende de relação final, acerto de motor e condição do conjunto; há valores teóricos e valores práticos de uso.
Porsche Type 64 ano 1939 visto de trás na diagonal com tampa traseira aberta exibindo o motor, em concessionária clara e extremamente iluminada
JK Porsche · Ficha Técnica Porsche Type 64 · 1939

JK Porsche · Ficha Técnica

Leia a matéria completa com mais dados técnicos e informações históricas do Porsche Type 64 ano 1939

Ficha Técnica Ultra Detalhada de Manutenção — Porsche Type 64 (1939)

Operação com mindset de confiabilidade: intervalos, fluidos, torques críticos, inspeções por km e mapa de risco por sistema.

Foco Engenharia & Confiabilidade
Padrão Dark Total • WordPress Safe
Tabelas Protegidas p/ Mobile

Diretriz operacional: por ser um protótipo histórico, a manutenção deve ser gerida como “ativo de risco controlado”. Use os intervalos abaixo como baseline e ajuste conforme condição do conjunto, uso (passeio, exibição, rodagem curta) e temperatura de operação.
Estratégia Preventiva + Inspeção curta
Padrão de troca de óleo 3.000 km ou 6 meses
Risco dominante Aquecimento + vazamentos

Fluidos (especificações de referência — operação moderna e segura)

Em veículos clássicos, o maior ganho de confiabilidade vem de fluido correto + periodicidade curta. Abaixo, um padrão “executável” para manter o powertrain saudável e reduzir retrabalho.

Sistema Fluido recomendado Capacidade (referência) Intervalo (km / tempo) Ponto de inspeção
Motor (boxer ar) Óleo mineral “classic” 20W-50 (clima quente) ou 15W-40 (uso leve) ~2,5–3,0 L 3.000 km ou 6 meses Nível, cor, odor de combustível, limalha na troca
Câmbio manual Óleo de transmissão GL-4 80W-90 (evitar GL-5 em bronzinas antigas) ~2,0–2,5 L 10.000 km ou 24 meses Vazamento em retentores, ruído por marcha, limalha no dreno
Freios (tambores) DOT 4 (uso regular) • DOT 3 (uso leve) — manter padrão único no carro Conforme sangria 12 meses (tempo) Umidade, borrachas, cilindros, equalização de frenagem
Rolamentos / articulações Graxa EP (alta pressão) para cubos e pontos de chassi Aplicação local 5.000 km ou 12 meses Folga em roda, ruído, temperatura anormal após rodagem
Cabos e comandos Lubrificante leve + proteção anticorrosiva Aplicação local 5.000 km ou 12 meses Retorno de pedal, travamento, desgaste em conduítes
Evitar “esticar” óleo de motor GL-4 no câmbio como padrão seguro Freio: sangria anual é obrigatória

Plano por quilometragem (execução prática + inspeção por ciclos)

Este plano é estruturado como “governança de manutenção” — reduz falhas por negligência e cria previsibilidade no custo de conservação. Em rodagem baixa (carro de coleção), use também o critério por tempo.

Janela Manutenção / Ações KPIs de validação Risco evitado
0–200 km
(pós montagem / pós reparo)
Check de vazamentos (óleo/combustível).
Aperto geral (visual + pontos acessíveis).
Ajuste de marcha-lenta e estabilidade térmica.
Sem pingos no piso • marcha lenta estável • sem cheiro forte Falha precoce por vedação / aperto insuficiente
500 km Troca preventiva do óleo (primeiro ciclo).
Limpeza de peneira/filtro (se aplicável).
Revisão de carburadores (mistura + equalização).
Óleo sem limalha significativa • resposta linear Contaminação de óleo e desgaste acelerado
1.000 km Revisão de ignição (ponto/velas/cabos).
Ajuste de válvulas (se aplicável ao conjunto).
Reaperto seletivo em pontos críticos.
Partida limpa • motor “cheio” em baixa • temperatura sob controle Perda de eficiência, superaquecimento, falha de ignição
3.000 km
ou 6 meses
Troca de óleo do motor (ciclo padrão).
Conferir vazamentos e respiros.
Checar correias/dutos de ar (arrefecimento).
Pressão/ruído consistentes • sem fumaça anormal Gripagem e desgaste por óleo degradado
5.000 km
ou 12 meses
Revisão de freios a tambor (lonas/regulagem/cilindros).
Inspeção de cubos/rolamentos e graxa.
Alinhamento básico (convergência/cambagem de referência).
Frenagem reta • pedal firme • sem puxar Fading, travamento, desgaste irregular de pneus
10.000 km
ou 24 meses
Troca de óleo do câmbio (GL-4).
Revisão de coifas/retentores e folgas.
Inspeção estrutural e fixações de carroceria.
Sem ruído novo • engates consistentes Desgaste de engrenagens, vazamentos progressivos
20.000 km
ou 24–36 meses
Revisão completa de freios (sangria + borrachas se necessário).
Revisão de suspensão/buchas e torque de fixações.
Auditoria elétrica (aterramentos e conectores).
Confiabilidade elétrica • estabilidade em alta • freio consistente Falha elétrica intermitente e instabilidade direcional

Torques críticos (padrão de engenharia — referência por rosca métrica)

Como o Type 64 é um protótipo histórico, o mais seguro é trabalhar com baseline de torque por fixador (métrico padrão) e validar condição de rosca, arruela, porca e assentamento. A tabela abaixo é um “guia executivo” para evitar aperto fraco (folga) e aperto excessivo (arrancar rosca / deformar componente).

Fixador Classe 8.8 (N·m) Classe 10.9 (N·m) Aplicações típicas (clássicos) Observação crítica
M6 9–12 12–15 Tampas, suportes leves, componentes periféricos Rosca pequena: risco alto de “espana” em alumínio
M8 22–28 30–35 Suportes, carcaças, fixações médias Usar arruela correta e assentamento plano
M10 45–55 60–70 Pontos estruturais, agregados, fixações de maior carga Torque uniforme em cruz para evitar empeno
M12 75–90 95–115 Suspensão, suportes críticos, fixações pesadas Conferir alongamento/estado do parafuso
Torque em estágios (30% → 60% → 100%) Fixação estrutural: aperto em cruz Alumínio: cuidado com rosca e assentamento Se houver dúvida: menor torque + inspeção

Pontos de inspeção por sistema (checklist operacional)

Esta matriz acelera diagnóstico e reduz tempo improdutivo. A lógica é simples: inspecionar onde falha primeiro.

Sistema Pontos de inspeção (o que olhar) Sintoma típico Ação imediata
Motor Vazamentos, respiros, ruído de válvulas, fumaça, odor de combustível no óleo Marcha-lenta irregular, aquecimento, perda de resposta Checar mistura/ponto, revisar vedações e troca de óleo
Carburadores Equalização, boias, giclês, entradas de ar falso, filtros Engasgo, buracos de aceleração, consumo alto Equalizar e ajustar mistura; eliminar ar falso
Ignição Velas, cabos, aterramentos, avanço, distribuição Falha intermitente, pipocos, partida ruim Revisar ponto, troca de componentes frágeis
Arrefecimento a ar Dutos/ventoinha, passagem de ar, obstruções, vedação do compartimento Temperatura sobe em cruzeiro Limpeza + vedação; revisar mistura e ponto
Câmbio Vazamentos, engates, ruído por marcha, folgas Arranhando, vibração, ruído metálico Trocar óleo GL-4, checar retentores e folga
Freios Regulagem de tambores, cilindros, mangueiras, fluido Pedal baixo, puxando, fading Regulagem + sangria; revisar cilindros
Suspensão Buchas, barras de torção, folgas, alinhamento Instabilidade, direção “solta”, desgaste irregular Eliminar folgas + alinhamento de referência
Elétrica Aterramentos, conexões, oxidação, fusíveis Falhas aleatórias, luz fraca Refazer aterramentos e limpeza preventiva

Mapa de risco por sistema (prioridade de confiabilidade)

Este quadro funciona como “radar” para decidir onde investir tempo primeiro. Priorize os itens de risco alto/crítico antes de rodar.

Sistema Risco Falha provável Impacto Mitigação (padrão executivo)
Aquecimento CRÍTICO Temperatura elevada por vedação ruim + mistura/ponto fora Dano em cabeçotes e queda de confiabilidade Vedação + dutos + ajuste fino de ignição e carburadores
Vazamento de combustível CRÍTICO Mangueiras antigas, conexões, boias e giclês Risco operacional elevado Substituir mangueiras, revisar carburadores e conexões
Freios (tambores) ALTO Regulagem incorreta, cilindros vazando, fluido degradado Perda de frenagem, desvio lateral Regulagem + sangria anual + revisão de cilindros
Elétrica/aterramentos ALTO Oxidação e falhas intermitentes Paradas inesperadas Reforçar aterramentos e padronizar conexões
Engates de câmbio MÉDIO Óleo inadequado, folgas e desgaste Ruído e perda de dirigibilidade GL-4 + inspeção de folgas e retentores
Suspensão/alinhamento MÉDIO Folgas e geometria fora Instabilidade e desgaste de pneus Eliminar folgas + alinhamento de referência
Lubrificação geral BAIXO Falta de graxa em pontos de chassi Ruídos e desgaste progressivo Rotina anual de graxa e inspeção de cubos
Assinatura técnica: mecânico Jairo Kleiser — formado na escola Senai em Mecânica de Autos (1989)
Entrega: manutenção ultra detalhada • padrão dark • tabelas mobile-safe