Porsche 911T Targa 110 cv 1969: o “Porsche antigo” que virou escola de engenharia para o 911

Porsche 911T Targa 110 cv 1969: ficha técnica, detalhes de engenharia, manutenção, preço e mercado. Referência em “Porsche antigo” e “Porsche 911 antigo

Porsche 911T Targa 110 cv 1969
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 22.01.2026 by

Porsche 911T Targa 110 cv 1969: ficha técnica, detalhes de engenharia, manutenção, preço e mercado. Referência em “Porsche antigo” e “Porsche 911 antigo.

Por que o 911T Targa 1969 virou referência em “Porsche antigo”

Porsche 911T Targa 110 cv 1969 o “Porsche antigo” que virou escola de engenharia para o 911

Porsche Antigo ao Porsche atual – Natália Svetlana – Colunista JK Porsche


Porsche 911T Targa 110 cv 1969
Porsche 911T Targa 110 cv 1969

Na matriz histórica da linha 911, o Porsche 911T Targa 110 cv – ano 1969 é o entry level que não se comporta como “porta de entrada” – é um pacote de engenharia completo, que hoje se posiciona como um dos Porsche antigo mais interessantes para mecânicos, técnicos, engenheiros e entusiastas que querem entender a base mecânica do 911 moderno.

Em 1969, a gama 911 já tinha uma hierarquia bem definida:
• 911T, com 110 cv e carburadores, como opção mais acessível;
• 911E, com injeção mecânica e foco em conforto;
• 911S, topo de linha, também com injeção e maior potência.

O 911T Targa 1969 faz parte da geração F (F-Series), último ano dos motores 2.0 antes da migração para 2.2 litros nos modelos seguintes, o que torna esse Porsche 911 antigo um “case de transição” entre o 911 primitivo e a maturidade da família 911.

Ficha técnica resumida do Porsche 911T Targa 110 cv 1969

Para quem olha com viés técnico, o 911T Targa 1969 é um laboratório ambulante de soluções clássicas da Porsche.

Motor e desempenho
• Código: família 901 (variações 901/19 para Targa);
• Arquitetura: 6 cilindros opostos horizontais (boxer), arrefecimento a ar;
• Cilindrada: 1.991 cm³ (2.0 litros);
• Diâmetro x curso: 80,0 mm x 66,0 mm;
• Taxa de compressão: 8,6:1;
• Potência: 110 cv (DIN) a 5.800 rpm;
• Torque: ~157 Nm a 4.200 rpm;
• Alimentação: carburadores (na prática, a grande maioria com Zenith 40 TIN, alguns exemplares com Weber, dependendo do mercado e da especificação de fábrica);
• Velocidade máxima: ~200 km/h;
• 0–100 km/h: na casa de 9–10 s, dependendo de peso e relação de câmbio.

Transmissão e tração
• Câmbio manual de 4 ou 5 marchas (915 ainda não; família 901);
• Opcional: Sportomatic (semiautomático com conversor de torque);
• Tração: traseira (RWD), motor em posição traseira longitudinal.

Chassi, suspensão e freios
• Estrutura: monobloco em aço;
• Suspensão dianteira: McPherson com barra estabilizadora;
• Suspensão traseira: braços semiarrastados (trailing arms) com barras de torção;
• Freios: a disco nas quatro rodas;
• Direção: mecânica, relação direta, feedback alto.

Dimensões e massa
• Comprimento: ~4.163 mm;
• Largura: ~1.610 mm;
• Peso em ordem de marcha: ~1.080–1.100 kg;
• Configuração de carroceria: Targa, 2 portas, 2+2 lugares.

Produção (visão macro)
Para 1969, a produção total de 911T (coupé + Targa) na série C/D gira em torno de 15.082 unidades; dentro disso, o lote de Targa 911T 2.0 aparece com pouco menos de 300 chassis no ano-modelo 1969, o que ajuda a consolidar a percepção de relativa rareza, principalmente quando se filtra por matching numbers e histórico conhecido.

Como é o “pacote de engenharia” do 911T Targa para mecânicos e engenheiros

Motor 2.0 110 cv: menos potência, mais legibilidade técnica

Comparado a 911E e 911S, o 911T 110 cv trabalha com um setup propositalmente menos agressivo:
• Taxa de compressão menor (8,6:1);
• Comando de válvulas mais “tranquilo”;
• Alimentação por carburadores, sem injeção mecânica.

Isso entrega menos potência de pico, mas proporciona:
• Curva de torque mais utilizável em baixa e média rotação;
• Menor stress térmico e mecânico em uso cotidiano;
• Ambiente ideal para aprendizado: ajuste de ponto, sincronização de carburadores, leitura de velas, comportamento do motor a ar clássico.

Para o mecânico ou técnico que está se especializando em Porsche antigo, esse conjunto é uma escola excelente: relativamente simples, mas já com todo o DNA do Porsche 911, layout traseiro, arrefecimento a ar, distribuição de peso peculiar e respostas muito sensíveis a acertos finos de ignição e mistura.

Carburadores: o coração do acerto fino

No caso do 1969, a maior parte dos 911T saiu de fábrica com carburadores Zenith 40 TIN, embora existam unidades com Weber, principalmente em conversões ou mercados específicos.

Do ponto de vista de oficina, isso significa:
• Necessidade de sincronização por bancada e depois no carro;
• Ajuste criterioso de giclês, emulsão e progressão, principalmente em uso urbano;
• Grande influência de vedação de admissão (vazamentos de ar causam sintomas severos de marcha lenta irregular e flat spots).

Em compensação, o mecânico que domina esse conjunto cria uma verdadeira “plataforma de serviços” para toda a família de Porsche 911 antigo carburado, monetizando conhecimento em restauração, acerto para uso recreativo e, em alguns casos, preparação leve de rua.

Chassi, freios e comportamento dinâmico

O 911T Targa 1969 ainda é um F-Series de entre-eixos curto (antes do alongamento posterior), o que se traduz em:
• Traseira mais viva em limites de aderência
• Transferência de peso rápida em saídas de curva
• Alta necessidade de pneus em bom estado e calibração correta

Do ponto de vista de engenharia, é um estudo de caso perfeito sobre como o layout “tudo atrás” influencia a dinâmica de um esportivo. Em manutenção, é vital:
• Checar folgas de buchas, barras de torção e pivôs;
• Garantir alinhamento com convergência traseira conservadora;
• Manter o carro em altura próxima à original, evitando “stance” exagerado que agrava o oversteer.

Targa: conceito, segurança e experiência para o consumidor

O 911 Targa nasceu como resposta a preocupações de segurança com conversíveis tradicionais. Em vez de um conversível pleno, a Porsche optou por:
• Um arco de segurança fixo (roll bar);
• Seção de teto removível;
• Vidro traseiro envolvente (nas versões de vidro).

Na prática, o Porsche 911T Targa 1969 oferece:
• Experiência a céu aberto sem abrir mão de rigidez estrutural;
• Visual icônico, hoje altamente associado à marca;
• Pacote que conversa bem com o cliente que quer um Porsche 911 de passeio, com pegada mais lifestyle, mas sem perder a raiz esportiva.

Para o consumidor atual, esse Targa se posiciona como “produto de nicho premium”: combina Porsche antigo, roof-off e a sonoridade metálica do flat-six 2.0, que muitos colecionadores consideram uma das mais autênticas da história do 911.

Manutenção e pontos de atenção em um 911T Targa 1969

Para quem vai colocar a mão na massa ou orientar um cliente, alguns checkpoints são mandatórios:

Powertrain
• Verificar compressão e equalização entre cilindros;
• Checar vazamentos crônicos (retentores, cárter, tampa de corrente);
• Investigar histórico de trocas de óleo: intervalo curto é fundamental em motor a ar.

Alimentação e ignição
• Situação dos carburadores (e se ainda são os corretos para o modelo);
• Estado da ignição (platinos, condensador ou upgrades eletrônicos discretos);
• Verificar consumo real: um 911T bem acertado não precisa beber como um carro de competição.

Chassi e carroceria
• Pontos de corrosão em assoalho, caixas de roda, base do para-brisa e área do Targa;
• Estado de longarinas e junções estruturais;
• Funcionamento e vedação do teto Targa.

Originalidade
No mercado de Porsche 911 antigo, originalidade é driver direto de valor: cor de fábrica, interior correto, motor e câmbio matching numbers e ausência de “atualizações” agressivas impactam diretamente o ticket final.

Preço e mercado: quanto vale um Porsche 911T Targa 1969 hoje

No cenário internacional, a curva de valorização dos Porsche antigo tem sido consistente. Plataformas de monitoramento de leilões e anúncios mostram que o 911T Targa 2.0 1969 transita, hoje, numa faixa de mercado que depende muito de três fatores:

  1. Nível de originalidade;
  2. Qualidade da restauração/manutenção;
  3. Histórico documental (matching numbers, manual, notas, etc.).

Dados recentes de mercado para 911T Targa 2.0 indicam:
• Exemplares em bom estado, porém não “concours”: negócios frequentemente na faixa de US$ 80.000–100.000;
• Carros de alto nível, com histórico sólido e restauração de padrão elevado, podem subir além disso, aproximando-se ou superando seis dígitos em dólar, dependendo do mercado e da especificação;
• Ferramentas de valuation como a Hagerty apontam curva de valorização positiva para a família 911T da virada dos anos 60, acompanhando o aquecimento global do segmento de Porsche 911 antigo.

Convertendo para cenário brasileiro, com impostos, logística de importação, prêmio de raridade e câmbio, não é incomum ver pedidos bem acima da conversão direta, principalmente quando o carro já está nacionalizado e com documentação em ordem.

Para quem avalia o carro como ativo, o 911T Targa 1969 se posiciona como:
• Ticket mais “acessível” que um 911S de mesma época;
• Nível de raridade e charme muito superior a esportivos genéricos da mesma década;
• Produto com upside de médio/longo prazo, desde que mantida a originalidade e a qualidade técnica da manutenção.

Conclusão: o 911T Targa 1969 como plataforma de aprendizado e investimento

O Porsche 911T Targa 110 cv – Ano 1969 é, ao mesmo tempo:
• Um Porsche antigo altamente didático para mecânicos, técnicos e engenheiros que querem entender a fundo o ecossistema do Porsche 911 antigo carburado;
• Um 911 pleno em caráter, ainda que posicionado como entrada de gama na época;
• Um ativo colecionável com narrativa consistente, boa liquidez em nicho e curva de valorização alinhada ao movimento global dos 911 clássicos.

Para a oficina especializada, ele é uma plataforma de serviços: motor a ar de 2.0 litros, carburadores clássicos, chassis curto e Targa – tudo o que forma a caixa de ferramentas intelectual do profissional que quer se posicionar como referência em Porsche 911 clássico.

Para o consumidor, é a porta de entrada para um mundo em que engenharia analógica, som mecânico e direção pura ainda comandam a experiência, com um upside financeiro nada desprezível no horizonte.

Vídeo: Porsche 911T Targa 2.0 1969: O Elo de Transição Entre os Clássicos 2.0 e a Nova Era dos Motores 2.2

Carburador na Europa, injeção nos EUA: dois mundos no mesmo 911T

Na configuração europeia, o Porsche 911T Targa 1969 cumpria o papel clássico de Porsche antigo carburado: motor 2.0 com carburadores (Zenith ou Weber, conforme lote e mercado), acerto relativamente simples, leitura direta de mistura e respostas muito mecânicas ao pé direito.

Era o cenário perfeito para o profissional de oficina trabalhar com giclês, avanço de ignição, regulagem de marcha lenta e sincronização de corpos, usando o carro como laboratório vivo de acerto fino em Porsche 911 antigo.

O ponto fora da curva está nas raras unidades exportadas para os Estados Unidos, que receberam sistema de injeção (MFI – Mechanical Fuel Injection) para atender normas de emissões e alinhamento regulatório do mercado norte-americano.

Essas poucas unidades combinam o visual e o posicionamento de entrada de gama do 911T com uma arquitetura de alimentação muito mais sofisticada, aproximando o carro tecnicamente dos 911E e 911S da época.

Para o mecânico e para o engenheiro, isso cria um “sub-nicho” altamente valorizado:
• Exige domínio de calibração de bomba mecânica, sincronismo com o comando e leitura de pressão/fluxo;
• Amplia o nível de complexidade em comparação ao carburador, mas entrega melhor controle de mistura em diferentes regimes.

Na prática, o mercado já enxergou esse desvio de rota: enquanto o 911T europeu carburado é o Porsche 911 ideal para quem quer aprender a base da engenharia da marca, as raríssimas unidades com injeção destinadas aos EUA são vistas como ativos de colecionador, combinando baixa produção, especificação técnica distinta e uma narrativa muito forte para o storytelling de garagens e eventos de clássicos.

Ficha Técnica completa do Porsche 911T Targa 110 cv 1969
Porsche 911T Targa 110 cv 1969
Porsche 911T Targa 110 cv 1969

Ficha técnica completa do Porsche 911T Targa 110 cv 1969: motor 2.0 boxer carburado, aerodinâmica, consumo, autonomia, chassi, dimensões e valores no mercado de carros antigos.

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Ficha técnica – Porsche antigo

Porsche 911T Targa 110 cv 2.0 – Ano-modelo 1969 • Referência clássica na família Porsche 911 antigo.

Porsche 911T Targa 110 cv (2.0) – 1969 — Ficha Técnica Completa

Abaixo, os principais parâmetros técnicos do Porsche 911T Targa 110 cv 1969, com foco em motor boxer 2.0 carburado, chassi F-Model de entre-eixos longo (LWB), aerodinâmica, consumo, autonomia e posicionamento de preço no mercado de Porsche antigo.

Dados gerais

Modelo Porsche 911T Targa 2.0 (F-Model, LWB)
Ano-modelo 1969
Configuração Targa, 2 portas, 2+2 lugares
Posicionamento na gama Versão de entrada da linha 911 (abaixo dos 911E e 911S)
Mercados principais Europa (maioria carburada) e poucas unidades exportadas para EUA (algumas com injeção mecânica)

Motor e transmissão

Arquitetura 6 cilindros horizontais opostos (boxer), traseiro, arrefecido a ar/óleo
Código de motor Série 901 (ex.: 901/03 Europa carburado; variações para Sportomatic e mercado norte-americano)
Cilindrada total 1.991 cm³ (2,0 litros)
Diâmetro x curso 80,0 mm x 66,0 mm
Taxa de compressão 8,6 : 1 :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Alimentação (Europa) Carburadores duplos (Weber ou Zenith 40 TIN, conforme lote/mercado) :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Alimentação (raras unidades EUA) Algumas unidades exportadas receberam injeção mecânica (MFI) para atender normas de emissões
Potência máxima 110 cv (DIN) a 5.800 rpm :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Torque máximo cerca de 157–177 Nm a 4.200 rpm (varia de acordo com a fonte e a versão) :contentReference[oaicite:3]{index=3}
Comando / válvulas SOHC, duas válvulas por cilindro, comando de perfil mais “manso” em relação a 911E/911S :contentReference[oaicite:4]{index=4}
Transmissão Manual 4 ou 5 marchas (caixa tipo 901); opção Sportomatic 4 marchas em alguns mercados :contentReference[oaicite:5]{index=5}
Tração Traseira (RWD)

Desempenho

Velocidade máxima ≈ 200 km/h (124 mph) :contentReference[oaicite:6]{index=6}
0–100 km/h Aproximadamente 8,8–9,0 s (estimativa baseada em dados de época do 911T 2.0) :contentReference[oaicite:7]{index=7}
Rotação máxima segura ≈ 6.500 rpm :contentReference[oaicite:8]{index=8}

Chassi, suspensão e freios

Estrutura Monobloco em aço, entre-eixos longo (LWB)
Suspensão dianteira McPherson independente com barras de torção e barra estabilizadora :contentReference[oaicite:9]{index=9}
Suspensão traseira Braços semiarrastados independentes com barras de torção
Freios Discos nas quatro rodas, não ventilados nas versões básicas do 911T :contentReference[oaicite:10]{index=10}
Direção Mecânica, pinhão e cremalheira, relação direta, sem assistência
Rodas / pneus (1969) Rodas 15″ x 5,5″; pneus 165 HR 15 aproximadamente :contentReference[oaicite:11]{index=11}

Aerodinâmica, carroceria e Targa

Coeficiente de arrasto (Cx) ≈ 0,38 (valores de referência da família 911 F-Model) :contentReference[oaicite:12]{index=12}
Área frontal estimada Cerca de 1,85–1,90 m² (estimativa baseada em dimensões de fábrica)
Tipo de carroceria Targa com arco de segurança fixo em aço inox, teto removível e vidro traseiro envolvente :contentReference[oaicite:13]{index=13}
Rigidez estrutural Maior que a de um conversível tradicional, mantendo sensação de cabine aberta

Dimensões e capacidades

Comprimento 4.163 mm
Largura 1.610 mm
Altura 1.320 mm
Entre-eixos 2.268 mm
Bitola dianteira / traseira 1.362 mm / 1.343 mm :contentReference[oaicite:14]{index=14}
Altura livre do solo 150 mm
Peso em ordem de marcha ≈ 1.080–1.100 kg (varia conforme equipamento) :contentReference[oaicite:15]{index=15}
Capacidade do tanque de combustível 62 litros (16,4 galões EUA) :contentReference[oaicite:16]{index=16}

Consumo de combustível e autonomia

Consumo combinado de referência ≈ 9,0 l/100 km (26,1 mpg EUA) para o 2.0 T 110 hp :contentReference[oaicite:17]{index=17}
Consumo típico em uso real Entre 10 e 12 l/100 km em uso misto (trânsito urbano + estrada), dependendo de acerto de carburadores e estilo de condução
Autonomia teórica (tanque cheio) Com 62 litros e 9,0 l/100 km, a autonomia teórica chega a cerca de 680–690 km. Em uso real, é razoável considerar faixa de 500–600 km.
Combustível recomendado Gasolina de alta octanagem (equivalente a “Premium” / podium atual) :contentReference[oaicite:18]{index=18}

Preço de época e valores no mercado de carros antigos

Preço zero km em 1969 (EUA) Aproximadamente US$ 6.315 de preço base para o 911T 2 Door Targa no mercado norte-americano em 1969 (MSRP de fábrica). :contentReference[oaicite:19]{index=19}
Faixa de valor atual – referência global Guias de avaliação e bases de leilão indicam, hoje, valores de cerca de US$ 42.500 (condição driver) até mais de US$ 120.000 em exemplares de alto nível, com média na casa de US$ 70.000 para o Porsche 911T Targa 2.0 1969 em padrão original e restaurado. :contentReference[oaicite:20]{index=20}
Posicionamento no segmento de carros antigos Considerado porta de entrada estratégica no universo do Porsche 911 antigo: valor inferior aos 911S e a alguns 911E de mesma época, mas com forte potencial de valorização pela baixa oferta de unidades Targa 2.0 em configuração correta e com histórico rastreável.

Observação: os números de desempenho, consumo e valores de mercado são médias de fontes históricas e bases de dados especializadas. Exemplares individuais podem variar de forma significativa em função de estado de conservação, originalidade, documentação e tipo de uso.

Lista completa de equipamentos de segurança e conforto, do do Porsche 911T Targa 110 cv 1969

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Equipamentos – Porsche 911 antigo

Lista de equipamentos de segurança e conforto do Porsche 911T Targa 110 cv 1969, alinhada ao padrão de um Porsche 911 antigo de uso rodoviário premium.

Porsche 911T Targa 110 cv 1969 – Equipamentos de Segurança e Conforto

Relação consolidada dos principais itens de série e dos equipamentos típicos de época do 911T Targa 2.0, considerando a especificação europeia de 1969 e os pacotes usuais de mercado. Podem existir variações pontuais conforme país, opcional de fábrica e histórico de cada unidade.

Equipamentos de segurança

Estrutura Targa Arco de segurança fixo em aço inox (roll bar) integrado à carroceria, concebido como “cabriolet de segurança”, garantindo proteção adicional em capotamentos.
Carroceria monobloco Monobloco em aço de alta rigidez com zonas de deformação programada e reforços específicos na área do Targa.
Freios a disco nas 4 rodas Sistema de freio com discos em todas as rodas, comando hidráulico e circuito duplo (separação dianteiro/traseiro), aumentando a redundância em caso de falha parcial.
Direção mecânica direta Direção pinhão e cremalheira, sem assistência, com feedback elevado ao condutor e menos componentes sujeitos a falha.
Cintos de segurança dianteiros Cintos dianteiros de três pontos com ancoragens estruturais; em alguns mercados, disponibilidade de cintos de inércia como opcional de época.
Encostos de cabeça Encostos de cabeça integrados ou adicionados aos bancos dianteiros (conforme lote e pacote de mercado), reduzindo risco de “whiplash”.
Para-brisa laminado Para-brisa em vidro laminado, projetado para evitar estilhaçamento em peças grandes, melhorando a segurança em impactos frontais.
Vidro traseiro em segurança Vidro traseiro fixo envolvente em vidro de segurança (nos Targa com vidro rígido), com desembaçador elétrico em muitas especificações.
Iluminação externa Faróis circulares com facho alto/baixo, lanternas dianteiras e traseiras com repetidores laterais (em versões para EUA), luz de placa e iluminação de painel clara para leitura noturna.
Lanterna de advertência (pisca alerta) Sistema de luzes de emergência (hazard), permitindo sinalização do veículo parado ou em situação de risco à noite.
Limpador e lavador de para-brisa Limpador elétrico de duas velocidades, com esguichos de lavador para garantir visibilidade em chuva ou spray de estrada.
Retrovisores externos Espelho retrovisor externo (lado do motorista) em carcaça metálica aerodinâmica; em alguns mercados, opcional para lado do passageiro.
Travamento das portas Travamento interno mecânico das portas, com maçanetas internas recuadas e travas acionadas manualmente.
Rodas e pneus Rodas de aço com calotas e pneus radiais de alta capacidade de carga para a época; muitos carros traziam opcional de rodas Fuchs em liga leve.
Instrumentação analógica Conjunto de cinco instrumentos circulares (velocímetro, conta-giros, pressão de óleo, temperatura de óleo, nível de combustível) permitindo monitoramento constante da saúde do powertrain.

Equipamentos de conforto e conveniência

Bancos dianteiros Bancos dianteiros individuais com ajuste longitudinal e de inclinação do encosto; em alguns pacotes, bancos “comfort seats” com maior apoio lateral.
Bancos traseiros rebatíveis Dois assentos traseiros do tipo “+2” com encostos rebatíveis, permitindo ampliação do espaço para bagagem.
Revestimentos internos Revestimento em vinil/pele sintética nos bancos e painéis de porta, com carpete têxtil no assoalho (Perlon) seguindo o padrão do 911T da época.
Volante esportivo Volante de três raios com aro em plástico ou couro (conforme opção), diâmetro que privilegia feedback e ergonomia esportiva.
Ar quente e ventilação Sistema de aquecimento por trocadores de calor no escapamento, com dutos direcionáveis para pés e para-brisa, além de ventilação forçada na cabine.
Desembaçador traseiro Resistência elétrica no vidro traseiro (em muitas versões Targa com vidro rígido), acionada por comando no painel.
Comandos elétricos básicos Acionamento elétrico para limpador, lavador, iluminação externa e painel; buzina integrada ao volante.
Rádio e áudio Preparação para rádio no painel; muitas unidades saíram de fábrica ou da concessionária com rádios Blaupunkt ou similares, alto-falantes integrados ao painel e/ou às portas.
Acendedor de cigarros e cinzeiro Acendedor de cigarros no painel e cinzeiro integrado, padrão de época em modelos esportivos premium.
Relógio analógico Relógio de painel analógico, em instrumento circular dedicado, reforçando o conceito de “cockpit” do Porsche 911.
Porta-objetos Porta-luvas com tampa, bolsos nas portas, nichos na consola central e área atrás dos bancos traseiros para pequenas bagagens.
Forro do teto Targa Módulo de teto removível com revestimento interno, permitindo configuração “aberta” ou “fechada” de acordo com o clima.
Para-sóis Dois para-sóis (motorista e passageiro), com espelho aplicado em algumas especificações de mercado.
Acabamentos externos Frisos em aço inox, moldura cromada de vidros e maçanetas, arco Targa polido, compondo o visual clássico do Porsche 911 antigo.

Nota: alguns itens acima eram opcionais de fábrica ou instalados na concessionária, mas são considerados parte do “pacote típico” encontrado em unidades bem configuradas do Porsche 911T Targa 110 cv 1969. Para certificações de originalidade, recomenda-se sempre consultar o certificado de nascimento (Kardex) e a documentação específica de cada carro.

Catálogo completo de cores e acabamento externos e internos, do Porsche 911T Targa 110 cv 1969
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Catálogo de cores – Porsche 911 antigo

Paleta de cores externas e acabamentos internos do Porsche 911T Targa 110 cv 1969, com amostras visuais aproximadas para apoio em restauração e curadoria.

Porsche 911T Targa 110 cv 1969 – Catálogo de Cores e Acabamentos

As cores abaixo representam a paleta de catálogo típica do 911 F-Model 1969. Podiam existir pedidos especiais de fábrica (paint-to-sample), mas aqui o foco são as tonalidades mais usuais encontradas em carros de série.

Cores externas de carroceria (catálogo 1969 – principais)

Cor / Código
6801 – Slate Grey (Cinza xisto médio, clássico dos 911 de época)
6802 – Polo Red
Vermelho sólido intenso, uma das cores mais icônicas dos Porsche 911 antigo.
6803 – Ossi Blue
Azul médio levemente dessaturado, muito associado a 911T e 911E de final dos anos 60.
6804 – Light Ivory
Marfim claro quase branco, realça cromados e a silhueta magra do F-Model.
6805 – Bahama Yellow
Amarelo queimado/dourado, tom quente que marcou a virada dos anos 60.
6806 – Irish Green
Verde escuro profundo, clássico de catálogo e muito procurado em 911T Targa.
6807 – Sand Beige (aprox.)
Bege areia quente; visto em alguns 911T e 911E da época, normalmente combinado com interior escuro.
6808 – Burgundy Red (aprox.)
Vermelho vinho profundo, coloração elegante que dialoga bem com interiores pretos ou bege.
6809 – Tangerine / Signal Orange
Laranja vivo (também chamado de Blood Orange em alguns mercados), um dos tons mais esportivos do catálogo.
6851 – Silver Metallic
Prata metálico clássico, muito associado a 911 de uso urbano e uso executivo-esportivo.
321 – Pastel Blue (aprox.)
Azul pastel claro, cor de catálogo disponível para a linha 1969, com visual bem “sixties”.
414 – Earth Olive
Verde oliva terroso, tom raro e muito valorizado em restaurações de alto nível.
6403 – Sky Blue / Email Blue (aprox.)
Azul céu médio, geralmente visto em carros de pedido específico, com forte apelo de época.

As cores especiais sob encomenda (paint-to-sample) não estão listadas aqui. Os tons exibidos são aproximações digitais para uso editorial; em restauração, sempre usar referências originais de código de tinta.

Acabamentos internos – estofamentos, painéis e detalhes

Revestimento de bancos Combinações típicas em couro sintético (leatherette) ou couro natural: preto, castanho escuro, bege claro, vermelho escuro e, em alguns casos, azul ou verde escuros. Os 911T utilizavam majoritariamente leatherette, com couro verdadeiro como opcional.
Painéis de porta Revestidos no mesmo material e cor dos bancos (preto, castanho, bege, vermelho etc.), com inserções horizontais e puxadores integrados.
Painel / painel de instrumentos Sempre em preto fosco ou semi-fosco para reduzir reflexos no para-brisa, com cinco mostradores circulares de fácil leitura.
Carpetes Carpete tipo Perlon ou velour de época, em tons como “Salt & Pepper” (mescla cinza), preto, cinza escuro ou castanho, de acordo com a combinação do interior.
Teto / forro interno No Targa, forro do teto removível em material vinílico texturizado, normalmente em tons claros (branco ou off-white) para melhorar a sensação de espaço e luminosidade.
Bordados e costuras Costuras simples, geralmente na mesma cor do revestimento (preto sobre preto, bege sobre bege, etc.), reforçando o look clean do F-Model.
Volante Volante de três raios, com aro em plástico preto ou couro (opcional), centro com emblema Porsche e combinação natural com interior preto.
Combinações “clássicas de catálogo” • Exterior Irish Green com interior preto
• Exterior Light Ivory com interior preto ou vermelho
• Exterior Bahama Yellow com interior preto
• Exterior Silver Metallic com interior preto ou castanho
• Exterior Polo Red com interior preto ou bege

Para certificações de originalidade, recomenda-se sempre confrontar a combinação de cor externa e acabamento interno com o certificado de nascimento (Kardex) e o code plate do próprio veículo. Este catálogo tem caráter orientativo para curadoria, anúncios e storytelling no universo do Porsche 911T Targa 1969.