Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953: ficha técnica, engenharia, preço e mercado: guia definitivo para mecânicos, engenheiros e entusiastas

Tudo sobre o Porsche antigo 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953: motor, câmbio, manutenção, valores e “go-to-market” no Porsche Brasil.

Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953: ficha técnica, engenharia, preço e mercado: guia definitivo para mecânicos, engenheiros e entusiastas
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 22.01.2026 by

Tudo sobre o Porsche antigo 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953: motor, câmbio, manutenção, valores e “go-to-market” no Porsche Brasil.

Carros antigos – Natália Svetlana – Colunista JK Carros Antigos

O Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) de 1953 marca a virada de chave entre a leveza artesanal do pós-guerra e a padronização técnica que levaria a Porsche à liderança do skeuomorph esportivo alemão.

Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953: ficha técnica, engenharia, preço e mercado: guia definitivo para mecânicos, engenheiros e entusiastas
Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953: ficha técnica, engenharia, preço e mercado: guia definitivo para mecânicos, engenheiros e entusiastas

Com motor 1.3 boxer de 60 cv, câmbio sincrônico Type 519 e a icônica “bent windshield” (parabrisa curvado em V), ele entrega um mix raro de dirigibilidade, engenharia de precisão e brand equity histórico, um verdadeiro north star para quem opera no aftersales e na curadoria de clássicos.

Contexto histórico e engenharia de produto

Em 1953, o 356 evoluiu do para-brisa bipartido para o parabrisa “bent” em peça única e abraçou de vez o câmbio 519 com sincronização Porsche nas marchas à frente, melhorando usabilidade e reduzindo time-to-shift, um salto de UX mecânica que padronizou a experiência para clientes globais.

O que é o “Typ 589”?

Typ 589” é o código do 1300 Super: bloco 1290 cm³, virabrequim de roletes (roller-bearing), taxa 8,2:1, duplos Solex 32 PBIC e 60 bhp a 5.500 rpm com cerca de 65 lb ft (≈ 88 N·m) a 3.600 rpm. Em 1955 surge o 589/2 como refresh do projeto.

Bore x stroke: 74,5 mm × 74 mm (quadrado), assinatura de entrega linear e curva de torque sem flat spots quando carburado e sincronizado com benchmark.

Chassi, freios e dinâmica

Estrutura monobloco leve, suspensão dianteira por braços arrastados com barras de torção, traseira por eixo oscilante, e tambores de alumínio com aletas, tecnologia que a marca consolidou no início dos anos 1950 (upgrade anterior ao MY53).

É um setup que privilegia feedback mecânico e requer alinhamento e corner-balance criteriosos no runbook de entrega.

Motor Typ 589 – anatomia para oficina

  • Arquitetura: 4 cilindros boxer, arrefecimento a ar, comando OHV, 2 carburadores Solex 32 PBIC;
  • Potência/Torque: ≈ 60 PS a 5.500 rpm / 86–88 N·m a 3.600 rpm (literatura varia por fonte e ensaio);
  • Particularidade crítica: virabrequim de roletes (Hirth). Entrega baixa perda por atrito, mas revisões exigem ferramental e fornecedores especializados, com custo e lead time superiores;
  • muitas unidades foram convertidas para mancais lisos ao longo das décadas, ponto de auditoria em due diligence.

Transmissão & dirigibilidade

O Type 519 com anéis de sincronia Porsche estreia no model year 1953, substituindo as caixas “crash” anteriores: shift feel mais previsível, menos shift grind e maior “time-to-value” para o condutor. Procure end-play correto, sincronização 2ª/3ª e pattern de ruídos em carga.

Especificações rápidas (resumo)

  • Ano/modelo: 1953 • Carroceria: Coupé Reutter • Peso em ordem de marcha (aprox.): 810–830 kg • Velocidade máx. de fábrica: ~ 155–160 km/h • Entre-eixos: 2.100 mm • Rodas originais: 16″ nos Pré-A iniciais; 15″ chega depois.

Manutenção no dia a dia – playbook técnico

  1. Bottom-end (Typ 589): medir pressão de óleo quente, end-float, folga axial do virabrequim e ruído de roletes; documentar histórico (Kardex/CoA) e eventuais conversões para mancais lisos;
  2. Alimentação: revisar shaft play e jetting dos Solex 32, vácuo de admissão e sincronismo; biscates de Weber devem constar no dossiê de modificações;
  3. Freios: checar ovalização e espessura dos tambores de alumínio; reliners especializados são must-have na cadeia de fornecimento;
  4. Transmissão 519: sincronização e dog teeth; atenção a nose cone e suportes (há peças e aftermarket mapeados).

Preço, valorização e liquidez – referência global e Porsche Brasil

Mercado internacional (leilões & CMB):

  • CMB (Classic.com) para 1953 “Pre-A Coupé”: ~ US$ 199 mil (amostra com várias condições);
  • Casos reais: Bring a Trailer 1953 Coupé: US$ 185 mil; RM Sotheby’s Paris (project): US$ 238,5 mil;
  • Faixa típica para Coupé “matching” e driver-quality bem documentado: US$ 170–260 mil; carros excepcionais podem ultrapassar.

Conversão para reais – rule of thumb
Câmbio de mercado recente: 1 US$ ≈ R$ 5,38US$ 170–260 mil ≈ R$ 915 mil a R$ 1,40 milhão, sem frete/impostos.

Impostos & compliance no Brasil (importação de Porsche antigo):
Para veículos com 30+ anos (categoria veículo de coleção), a compliance exige CVCOL e segue Resolução CONTRAN 957/2022.

Na importação, incidem II (~35%), IPI (alíquota conforme motorização), PIS/COFINS e ICMS – estrutura que muda por UF e pode levar o landed cost a patamares significativamente acima do FOB. Consulte despachante habilitado para cost-to-serve.

Por que o 1300 Super (Typ 589) importa para o stack técnico

  • Curva de aprendizado: calibração de Solex e blueprinting do roletado elevam a maturidade de oficina;
  • Colecionabilidade: early Pre-A + bent windshield + 519 + 589 criam storytelling forte e asset class defensivo para portfólios de clássicos.

FAQ – perguntas que chegam à oficina

O Typ 589 é “frágil”?
Não é frágil; é exigente. O virabrequim de roletes pede processos e fornecedores específicos. Muitas unidades receberam conversão para mancais lisos — verifique no dossiê.

Quais os carburadores corretos?
Solex 32 PBIC nas configurações de fábrica do 1300 Super dessa fase.

O câmbio 519 é must no 1953?
É a referência do model year 1953 (sincronizado), mas houve transições. Avalie VIN/gearbox stamps e histórico.

Quanto pesa um Pré-A Coupé dessa época?
Na prática de mercado, ~810–830 kg dependendo de configuração e medição.

TL;DR para decisão de compra (executive summary)

  • Técnica: boxer 1.3 (Typ 589), 60 cv, Solex 32, câmbio 519 sincronizado;
  • Mercado: faixa US$ 170–260k no exterior; R$ ~915k–1,40 mi antes de impostos no Porsche Brasil;
  • Riscos/atenções: virabrequim de roletes, documentação, matching numbers, fit & finish Reutter.

Editorial – opinião da redação

O 356 Pré-A 1300 Super 1953 é a prova de que produto certo + timing certo gera legado. Em um mundo de potência fácil, ele entrega engenharia elegante: pouco peso, aerodinâmica limpa, comandos honestos.

Para o Porsche Brasil, onde a curva tributária mascara valor intrínseco, o 589 segue tese de longo prazo: poucos, bons, bem documentados.

Quem navega bem compliance e supply chain técnico colhe prêmio de escassez – e dirige um dos touchpoints mais puros entre brand e motorista.

Vendas do Porsche 356 em 1953: Estados Unidos, Europa e mundo

Para complementar a cobertura do Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953, consolidamos os volumes daquele ano, com foco nos principais mercados e no recorte global.

Por transparência editorial: a Porsche não publicou, em documento público, uma tabela oficial de vendas por país para 1953; onde a literatura especializada não traz o número fechado, usamos uma proxy metodológica (descrita abaixo) e sinalizamos como estimativa.

Mundo (1953, produção como proxy de vendas)
A produção do 356 em 1953 somou 1.941 unidades, sendo 1.547 Coupés e 394 Cabriolets. Em anos iniciais de baixa estocagem, essa produção é comumente usada como aproximação de vendas globais do ano-calendário.

Estados Unidos (1953, estimativa auditável)
Documentos oficiais confirmam o ramp-up norte-americano via Max Hoffman: 32 carros (1951), 283 (1952) e 1.514 (1955).

O newsroom da marca mostra a curva de aceleração, mas não divulga um número fechado para 1953. Para balizar 1953, aplicamos a fatia de exportação para os EUA exibida no estande da Porsche no Salão de Frankfurt (percentuais referentes a 1952) sobre a produção de 1953.

Resultado: ≈ 524 carros nos EUA em 1953 (estimativa conservadora, pois a participação americana continuava crescendo). Metodologia: 1.941 × 26,98% = 524.

Europa (1953, por país – projeção baseada no quadro de 1952)
Usando o mesmo quadro de percentuais por destino (Frankfurt, com base em 1952) como proxy de mix e projetando sobre o total de 1953, obtemos a seguinte ordem de grandeza para entregas na Europa (inclui Alemanha doméstico):
Alemanha (doméstico)872
Suíça190
Bélgica117
França62
Suécia56
Portugal33
Itália18
Países Baixos10
Irlanda4
Reino Unido (listado como “Inglaterra” no quadro original) ≈ 3
Dinamarca3
Luxemburgo3
Noruega1
Áustria1

Como ler os números (governança de dados)
Dado fechado e citável: total global de 1953 (produção) e split por carroceria;
EUA 1953: sem publicação oficial com número exato; a proxy usa participação americana de 1952 (quadro de Frankfurt) + confirmação do ramp-up por fontes da própria Porsche. Interpretação recomendada: “na casa das centenas (≈ 524)”;
Europa por país: estimativa de mix (base 1952) aplicada a 1953 para dar granularidade editorial; útil para contexto, não para auditoria contábil.

Por que isso importa para o público técnico e para o SEO de “Porsche antigo” no Porsche Brasil

O recorte mostra a forte tração americana já em 1953, o que impacta due diligence de procedência (muitos 356 pré-A com Kardex “Hoffman”) e o funil de conteúdo em Porsche Brasil, termos como “Porsche antigo” e “356 Pré-A 1953” ganham lastro quando ancorados em números e metodologia clara, elevando E-E-A-T e topical authority do seu portal.

Tabela: Vendas Porsche 356 (1951–1955), produção global vs. entregas nos EUA

Confirmado Estimado % EUA
1951–1955 • Produção global (todas as versões) vs. entregas nos EUA
Ano Produção global (unid.) Entregas EUA (unid.) % EUA Status Observações
1951 32 Confirmado Ramp-up inicial via importador; registros globais consolidados não publicados no mesmo formato.
1952 283 Confirmado Efeito “Hoffman” com aceleração da demanda norte-americana; base para a proxy de mix por destino.
1953 1.941 ≈ 524 ≈ 27% Global EUA Produção global 1953 consolidada (1.547 Coupés + 394 Cabriolets). Entregas EUA estimadas via proxy de Frankfurt (base 1952) aplicada a 1953.
1954 Em apuração Ano de transição com aumento de capacidade; valores podem ser acrescidos conforme consolidação arquivística.
1955 1.514 Confirmado Maturidade comercial nos EUA com rede em expansão; início da convergência para processos padronizados.
Nota: “—” indica dado ainda não consolidado na curadoria atual. Para 1953, o percentual de EUA considera 524 ÷ 1.941 ≈ 27%.

Box metodológico — Proxy de Frankfurt (mix por destino)

A Porsche não divulgou um quadro público fechado de vendas por país em 1953. Para preservar governança de dados e transparência editorial, aplicamos a fatia percentual de exportação por destino exposta no estande da marca no Salão de Frankfurt (base 1952) sobre a produção global de 1953. Essa abordagem gera uma estimativa auditável para os EUA (~26,98%), representada nas células como Estimado.

Diretriz de compliance: onde há documento de fábrica ou série histórica consolidada, rotulamos como Confirmado. Onde a literatura carece de número fechado, mantemos Estimado e descrevemos a premissa. Isso preserva E-E-A-T e fortalece o funil de descoberta orgânica para “Porsche antigo” no contexto de Porsche Brasil.


Vídeo: Case de Engenharia: Monobloco do Porsche 356 Pré-A 1300 Super (1953) – distribuição de massa, rigidez estrutural e aerodinâmica em equilíbrio


Ficha Técnica completa do Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) ano 1953

Resumo executivo

Motor: 4 cilindros boxer, ar, 1290 cm³, 60 cv (≈ 59 hp, 44 kW) Torque:88 N·m a 3.600 rpm (≈ 65 lb·ft) Câmbio: 4 marchas, Type 519, sincronizado Peso: 810–830 kg (ordem de grandeza) Vmax: ~155–160 km/h 0–100 km/h: ~17–19 s (condição de época) Consumo (médio): ~9,5 L/100 km Autonomia (tanque ~50 L): ~435–640 km (uso urbano vs. rodoviário)

Valores de referência de fábrica e literatura técnica de época; variações ocorrem por estado de conservação, altitude, combustível e acerto de carburadores.

Grupo motopropulsor — Motor Typ 589

  • Arquitetura: 4 cilindros contrapostos (boxer), arrefecimento a ar, comando OHV por varetas e balancins, bloco/cárter em liga leve.
  • Código: Typ 589 (1300 Super; rolamentado no virabrequim tipo Hirth).
  • Cilindrada: 1290 cm³ • Diâmetro x Curso: 74,5 × 74,0 mm.
  • Taxa de compressão: 8,2:1.
  • Alimentação: 2 carburadores Solex 32 PBIC, filtros a óleo banhado.
  • Potência máxima: 60 cv a ~5.500 rpm (≈ 59 hp / 44 kW).
  • Torque máximo: ~88 N·m a ~3.600 rpm (≈ 65 lb·ft).
  • Lubrificação: cárter úmido; capacidade de óleo ~3,5 L; trocas curtas recomendadas em uso severo.
  • Ignição/Elétrica: 6 V; distribuidor com avanço centrífugo; dínamo.
  • Pontos críticos de oficina: virabrequim rolamentado exige fornecedor especializado; atenção a folga axial, pressão de óleo quente, sincronismo e giclês.

Muitas unidades foram convertidas ao longo das décadas para mancais lisos; registrar no dossiê técnico (Kardex/CoA) e no checklist de compra.

Transmissão e relações

  • Caixa: manual 4 marchas, Type 519, sincronizada nas marchas à frente.
  • Tração: traseira (RR), diferencial hipoide.
  • Comportamento: engates precisos quando em ordem; atenção a desgaste de anéis de sincronia, dog teeth e nose cone.
  • Embreagem: monodisco a seco; ver vibração em baixa e vazamentos no retentor traseiro.

Relação coroa-pinhão e jogos de engrenagens variam por lote/mercado; confirmar estampas e carimbos originais.

Chassi, suspensão e freios

  • Estrutura: monobloco em aço com subestruturas reforçadas.
  • Suspensão dianteira: braços arrastados com barras de torção longitudinais.
  • Suspensão traseira: eixo oscilante com barras de torção; amortecedores hidráulicos telescópicos.
  • Direção: sem assistência, setor e rolete (ZF); diâmetro de giro compacto.
  • Freios: tambores de alumínio com aletas e camisas de ferro, hidráulicos nas quatro rodas.
  • Rodas/Pneus: aros 16″ x ~3,25″; pneus diagonais 5.00-16 (especificação típica de época).

Carroceria e ergonomia

  • Carroceria: Coupé Reutter em aço estampado.
  • Parabrisa: “bent windshield” (peça única curvada em V) — evolução do bipartido.
  • Aerodinâmica passiva: superficies limpas, lanternas e maçanetas embutidas; fluxo de ar condiciona arrefecimento do motor traseiro.
  • Acabamento: instrumentos de leitura clara, comandos mecânicos diretos, assentos baixos.

Aerodinâmica (referências de engenharia)

  • Coeficiente de arrasto (Cd): ~0,36–0,40 (faixa de literatura para 356 de primeira geração; adotado 0,38 como referência operacional).
  • Área frontal projetada (A): ~1,70–1,80 m² (referência típica); Cd·A: ~0,65–0,70 m².
  • Efeitos práticos: baixa potência específica compensada por massa contida e boa eficiência aerodinâmica para a década de 1950.

Valores aproximados, úteis para cálculo de potência ao arrasto, velocidade terminal e dimensionamento térmico.

Dimensões e massas

  • Comprimento x Largura x Altura: ~3950 × 1660 × 1330 mm.
  • Entre-eixos: 2100 mm.
  • Bitola (dianteira/traseira): ~1300 / 1305 mm (ordem de grandeza).
  • Peso em ordem de marcha: 810–830 kg (configuração Coupé).
  • Tanque de combustível: ~50 L.
  • Porta-malas dianteiro: enxuto, condicionado pelo estepe e tanque elevado.

Desempenho de época

  • Velocidade máxima: ~155–160 km/h.
  • 0–100 km/h: ~17–19 s.
  • Escalonamento: voltado a eficiência em cruzeiro e boa resposta em média rotação.

Ensaios periodizados variam conforme pneus, altitude, combustível e metodologia de medição.

Consumo e autonomia (referências)

Consumo típico e autonomia com tanque ~50 L
Condição Consumo (L/100 km) Autonomia estimada Observações
Urbano ~11,5 ~435 km Trocas frequentes, temperatura elevada, uso de afogador a frio.
Misto ~9,5 ~525–530 km Perfil típico de uso recreativo/conteúdo editorial.
Rodoviário (90 km/h) ~7,8 ~640 km Carburadores afinados e pneus na pressão correta.

Valores de referência para planejamento de rotas e benchmarking energético em “Porsche antigo”.

Preço de época (1953) e valor atual no mercado de clássicos

Referência Valor (US$) Status Notas
Preço de tabela (EUA, 1953) ~3.400 a 4.600 faixa típica Varia por motorização/opcionais; serve como ordem de grandeza para o 1300/1500.
Valor de mercado atual (globais) ~170.000 a 260.000 driver-quality a muito bom Unidades excepcionais, matching numbers e histórico premium podem superar a faixa.

Para o contexto do Porsche Brasil, incidem impostos e custos logísticos que podem elevar substancialmente o custo final de aquisição/importação.

Checklist técnico — pontos de atenção

  • Virabrequim rolamentado (Hirth): exige fornecedor especializado; avaliar ruídos de roletes, folga axial e pressão de óleo quente.
  • Carburação: estado dos Solex 32 PBIC (eixos, giclês, equalização), filtros a óleo banhado.
  • Transmissão 519: sincronia 2ª/3ª, desgaste de dentes e folgas de trambulador.
  • Freios: tambores de alumínio com aletas — medir ovalização/espessura e especificar material de lona adequado.
  • Estrutura: inspeção de longarinas, pontos de macaco, caixas de roda e assoalho; checar integridade de soldas e reparos antigos.

Documentação e autenticidade (matching numbers, carimbos de caixa, plaquetas) são drivers de valor em qualquer Porsche antigo desta era.

SEO — sinalização editorial

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Lista completa de equipamentos de segurança e conforto do Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) ano 1953

Segurança ativa (controle e dinâmica)

  • Sistema de freios hidráulicos em circuito simples, quatro tambores de alumínio com aletas e camisas de ferro.
  • Freio de estacionamento mecânico atuando nas rodas traseiras.
  • Direção de setor e rolete (ZF), sem assistência, com retorno progressivo e raio de giro compacto.
  • Suspensão dianteira por braços arrastados com barras de torção longitudinais.
  • Suspensão traseira por eixo oscilante com barras de torção; amortecedores hidráulicos telescópicos nos quatro cantos.
  • Pneus diagonais 5.00-16 (tipicidade de época) em rodas de aço 16″.
  • Pedal box de curso curto, resposta direta de acelerador por varão mecânico.

O 356 Pré-A prioriza leveza e feedback mecânico; a calibração correta de pneus, freios e geometria de suspensão é determinante para a experiência dinâmica.

Segurança passiva (proteção)

  • Estrutura monobloco em aço com subestruturas reforçadas.
  • Para-brisa “bent windshield” em peça única com vidro laminado.
  • Vidragem lateral e traseira temperada.
  • Colunas e molduras metálicas com áreas de dupla camada nas regiões críticas.
  • Travas internas de portas e maçanetas externas com chave.
  • Estepes e ferramentas ancorados no compartimento dianteiro para reduzir deslocamento em manobras bruscas.
  • Não equipava cinto de segurança de série em 1953; instalações de época como acessório de concessionário existiram de forma esparsa.

Sinalização e elétrica

Conjunto de iluminação e comandos elétricos
ComponenteDescrição
Faróis principaisConjunto típico Bosch/Hella; versões para EUA com lâmpadas seladas (se mercado norte-americano).
Lanternas “beehive”Elementos tipo “colmeia” dianteiros e traseiros para posição e freio conforme mercado.
Indicadores de direçãoSetas tipo semáforo (trafficator) nas colunas B em muitas unidades europeias de 1953; algumas aplicações com piscas integrados.
Limpadores de para-brisaSistema elétrico de duas pás; comando no painel; lavador manual em alguns mercados/opcionais.
Iluminação internaLuz de teto; iluminação de instrumentos com reóstato.
BuzinaAcionamento no volante (aro/hub).
Sistema elétrico6 volts, dínamo, caixa de fusíveis com fusíveis cerâmicos.
Iluminação de placaLuz dedicada sobre o suporte da placa traseira.

Especificações de sinalização variam por país (EUA/Europa) e por lote de produção.

Conforto — clima e ventilação

  • Sistema de aquecimento por trocadores de calor integrados ao escapamento.
  • Desembaçador do para-brisa com dutos dedicados.
  • Controles manuais por alavancas no assoalho/painel para dosagem de fluxo e temperatura.
  • Janelas triangulares (quebra-vento) com abertura para ventilação dirigida.

Conforto — cabine e ergonomia

  • Bancos dianteiros tipo concha, estrutura tubular, regulagem longitudinal; encostos rebatíveis.
  • Banco traseiro bipartido rebatível ampliando o shelf de bagagens.
  • Volante de dois raios com aro em material fenólico (Bakelite).
  • Painel com instrumentação analógica clara (velocímetro, conta-giros em muitas unidades, temperatura/combustível).
  • Quebra-sol para o motorista; passageiro em muitos carros como item de série ou aplicação de lote.
  • Porta-luvas com tampa; cinzeiro no painel; acendedor como opcional frequente.
  • Revestimentos em tecido/couro (conforme configuração), carpete “square weave”.
  • Iluminação de cortesia na cabine.

Conveniências e itens funcionais

  • Estepe de dimensões integrais no compartimento dianteiro.
  • Macaco e chave de rodas; kit básico de ferramentas.
  • Fixações e tiras para bagagem na área traseira da cabine.
  • Tampa do tanque sob o capô dianteiro, protegida do ambiente externo.
  • Espelho retrovisor interno; retrovisor externo do lado do motorista presente na maioria dos carros (variação por mercado).
  • Relógio de painel, rádio e antena telescópica como opcionais usuais de época.

Opcionais e acessórios de época

  • Cintos abdominais (lap belts) instalados sob demanda em algumas unidades — não padronizados em 1953.
  • Rádio (Blaupunkt/Telefunken), alto-falante e antena.
  • Porta-bagagens externo tipo rack (aplicação de acessório, não de linha).
  • Faróis suplementares de neblina/auxiliares (conforme mercado e fornecedor).
  • Tapetes adicionais, capas de banco, extintor portátil.

O mix de opcionais dependia do país, do importador e do mês de produção. Recomenda-se auditar o build sheet/plaquetas para confirmar a configuração individual.

Notas de governança e escopo

Inventário consolidado a partir de práticas de fábrica e catálogos de época do ciclo Pré-A (1950–1955). Itens podem variar por lote, fornecedor (Reutter) e legislação local. A curadoria privilegia acurácia histórica e compliance terminológico para fortalecer a presença em “Porsche antigo” e no contexto Porsche Brasil.

Baseline 1953RR (motor traseiro, tração traseira)Elétrica 6 V


Catálogo de cores e acabamento Interno e externo do Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) 1953

Cores externas — catálogo indicativo (1953)

Legenda: Reutter Nr. quando conhecido; Série = cor padrão de catálogo; Sonderfarbe = sob encomenda/especial. Amostras em HEX aproximado para visual digital (não equivalem a fórmula de tinta).

Preto Série

Reutter 5401 • Acabamento com frisos cromados.

Ivory / Marfim Série

Reutter R504 • Combina com interiores vermelho ou verde.

Vermelho Pascha Série

Reutter R523 • Também referido como “maroon” em documentos de venda.

Vermelho Turco Série

Reutter 5402 • Leatherette amarelo ou bege eram combinados de fábrica.

Vermelho Morango Sonderfarbe

Usado em menor volume no ciclo Pré-A.

Vermelho Signal Série

Tonalidade viva, comumente associada a lotes de exportação.

Azure Blue Série

Reutter 5408 • Combinações de interior cinza/azul.

Adria Blue (Metálico) Série

Reutter 5410 • Couro/curvim vermelho ou azul eram frequentes.

Graphite (Metálico) Série

Reutter 5403 • Visual técnico, muito buscado em restauros.

Silver (Metálico) Série

Reutter 5406 • Combina bem com interiores vermelhos.

Fashion Grey / Modegrau Série

Cinza claro de época; frequentemente pareado a interior azul.

Pearl Grey Série

Reutter 5407 • Alterna com o Modegrau em registros de catálogo.

Palm Green Sonderfarbe

Liveries documentadas em 1953 com interiores verdes.

Fish Silver Grey (Met.) Sonderfarbe

Tonalidade metálica pré-A inicial; referência histórica.

Branco Sonderfarbe

Aplicações pontuais no período; distinta do Ivory.

Terra Cotta Série

Reutter 5409 • Presença no fim do ciclo Pré-A.

A Porsche atendia pedidos especiais (“Sonderfarben”). Para autenticidade absoluta, consultar plaqueta, Kardex ou Certificado de Produção do chassi específico.

Acabamentos externos (trim)

Elementos de acabamento — Coupé 1953
ItemDescrição
Frisos e emblemasCromados; inscrições “PORSCHE” e emblemas frontais com acabamento metálico polido.
ParachoquesAço cromado com overriders (em muitos carros de exportação EUA).
CalotasAço cromado com logotipo; rodas em aço 16″ em tons cinza/prata de fábrica.
Aros de farol e lanternasCromados; lentes âmbar/vermelhas conforme legislação do país.
Parabrisa “bent”Peça única curvada em V; borrachas e molduras específicas do ano.

Acabamentos internos — materiais e paletas

No ciclo Pré-A, Coupés vinham tipicamente com combinação de corduroy (assentos/centros) + leatherette (vinil) ou couro parcial; cabriolets tendiam a couro integral.

Materiais e cores usuais
ComponenteMaterialPaleta indicativa (HEX)Observações
Bancos / painéis Leatherette (vinil) ou couro Vermelho #7B1E1E Verde #215C3C Bege #D0B48C Azul #2E5FA8 Amarelo/Palha #D4AF37 Mix varia por cor externa; vermelho e verde são pares clássicos do período.
Centros dos bancos Corduroy (cotton) texturizado Bege #CBB69E Cinza #9BA3AC Azul #6F8DAF Presença marcante em Coupés 1953; aparência “speckled” em alguns lotes.
Carpetes Square-weave (lã) Bege #BFA678 Cinza #8A8F95 Azul #4C5E7F Tapetes de borracha preta nas áreas de maior desgaste.
Forro de teto Tecido claro perfurado Off-white #EEEDE7 Tonalidade neutra para maior luminosidade da cabine.
Painel/dash Aço pintado Cor da carroceria Mostradores com “sobrancelhas” em muitos carros de especificação EUA.

Combinações de época (exemplos documentados)

Exterior x Interior (Coupé, 1953)
Cor externaAcabamento interno típicoObservações
Ivory / MarfimLeatherette vermelho ou verde; carpete begeClássico do período; muito visto em exportação.
Vermelho PaschaLeatherette bege (“Acella Bast”) ou vermelho; corduroy bege“Maroon” em documentos de venda de época.
Azure BlueLeatherette cinza/azul; corduroy azul ou cinzaCombinação “fria” com ótima leitura de painel.
Fashion Grey / Pearl GreyCouro/curvim azul; carpete azulCombinação associada a 1953 em vários chassis.
Silver (Metálico)Leatherette vermelho; corduroy begeLook esportivo “clean” de catálogo.
Palm GreenLeatherette verde; carpete cinzaAplicação menos comum; presença em 1953 confirmada.
Adria Blue (Met.)Leatherette vermelho ou azul; corduroy cinzaMetálico de forte apelo em restauros high-end.

As correspondências acima seguem o espírito de catálogo do período e registros de produção; variações individuais ocorreram conforme pedido do cliente e mercado (EUA/Europa).

Governança e uso editorial

Este catálogo foi desenhado para suportar storytelling, SEO e tomada de decisão em curadoria de Porsche antigo no contexto Porsche Brasil. Utilize as paletas como guia visual e valide a especificação final no dossiê do veículo (plaqueta, Kardex ou Certificado Reutter).

Galeria de fotos do Porsche 356 Pré-A Coupé 1300 Super (Typ 589) – 1953