O Porsche 911 2.0 Targa 6 Cilindros 130 cv 1967: A Versão de Entrada com teto rígido removível que fez História

Descubra todos os detalhes do Porsche 911 2.0 Targa 1967, versão de entrada que se tornou ícone entre os Porsche antigos. História, ficha técnica, preço e legado de um clássico valorizado no mercado de colecionadores.

O Porsche 911 2.0 Targa 6 Cilindros 130 cv 1967 A Versão de Entrada com teto rígido removível que fez História
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 22.01.2026 by

Descubra todos os detalhes do Porsche 911 2.0 Targa 1967, versão de entrada que se tornou ícone entre os Porsche antigos. História, ficha técnica, preço e legado de um clássico valorizado no mercado de colecionadores.

Porsche Antigo ao Porsche atual – Natália Svetlana – Colunista

JK Porsche

O Porsche 911 2.0 Targa 1967 ocupa um lugar especial na história do automobilismo mundial. Lançado como versão de entrada, o modelo uniu inovação, design revolucionário e a já tradicional engenharia de ponta da marca.

O Porsche 911 2.0 Targa 6 Cilindros 130 cv 1967 A Versão de Entrada com teto rígido removível que fez História
O Porsche 911 2.0 Targa 6 Cilindros 130 cv 1967 A Versão de Entrada com teto rígido removível que fez História

Para os apaixonados por Porsche antigo e colecionadores de 911 antigo, este clássico representa a essência da esportividade dos anos 60 e o ponto de partida para uma linhagem de sucesso que se mantém até hoje.

Design e conceito: a criação do Targa

Em meados da década de 1960, a preocupação com segurança e regulamentações crescentes sobre conversíveis levou a Porsche a buscar uma solução inovadora.

Assim nasceu o 911 Targa, com a proposta de oferecer a sensação de um carro aberto, mas com a rigidez e proteção de um coupé.

A peça central desse conceito foi o arco de aço inoxidável que reforçava a estrutura, acompanhado por uma capota removível e uma janela traseira de plástico flexível (que seria substituída posteriormente por vidro aquecido). Esse formato logo se tornou um dos traços mais icônicos da marca.

Mecânica e desempenho do 911 antigo

O Porsche 911 Targa 1967 versão de entrada vinha equipado com o consagrado motor boxer de 6 cilindros, 2.0 litros, refrigerado a ar.

  • Potência: aproximadamente 130 cv;
  • Torque: 16 kgfm;
  • Câmbio: manual de 5 marchas;
  • Tração: traseira;
  • Velocidade máxima: cerca de 200 km/h;
  • Aceleração 0–100 km/h: em torno de 9,0 segundos.

Apesar de ser a configuração básica da linha, o modelo entregava um comportamento dinâmico preciso, equilíbrio de peso característico e a sonoridade inconfundível do motor boxer.

Equipamentos e interior: simplicidade refinada

O interior do 911 Targa 1967 preservava o minimalismo da época, com painel analógico de cinco instrumentos circulares, bancos em couro e acabamento sóbrio. Mesmo sendo a versão de entrada, mantinha o padrão de qualidade da Porsche, valorizando ergonomia e funcionalidade. A experiência de condução aberta, graças à capota removível, se tornava ainda mais envolvente.

Preço e mercado atual: o valor do Porsche antigo

Na época de lançamento, o 911 2.0 Targa 1967 era oferecido a um preço competitivo dentro da categoria esportiva premium, atraindo clientes que buscavam exclusividade e inovação.

Hoje, no mercado de colecionadores, um exemplar bem conservado pode superar facilmente os US$ 200 mil em leilões internacionais, dependendo da originalidade, estado de conservação e histórico de manutenção.

No Brasil, quando aparece à venda, seu valor ultrapassa facilmente os R$ 1 milhão, refletindo sua raridade e prestígio entre os apaixonados por 911 antigo.

Legado no mundo dos Porsche antigos

O Porsche 911 Targa de 1967 consolidou um conceito que perdura até os dias atuais: esportividade combinada com segurança e estilo diferenciado.

Mais que uma versão de entrada, ele representou um marco de transição no design da Porsche, antecipando a importância do Targa como um pilar dentro da família 911.

Para fãs de Porsche antigo, este modelo não é apenas um carro, mas um pedaço vivo da história da marca, que continua a inspirar colecionadores e entusiastas em todo o mundo.

Diferenças de desempenho entre o Porsche 911 Targa 2.0 130 cv e o 911 Coupé 2.0 130 cv em 1967

Embora o Porsche 911 Targa 2.0 de 1967 e o 911 Coupé 2.0 do mesmo ano compartilhassem o mesmo motor boxer de 6 cilindros, 2.0 litros e 130 cv (SAE Gross, equivalente a 110 cv DIN), havia diferenças sutis no desempenho entre as duas carrocerias.

No Coupé, a carroceria fechada oferecia maior rigidez estrutural e menor peso, fatores que resultavam em respostas ligeiramente mais rápidas em aceleração e comportamento dinâmico.

Esse modelo era capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em torno de 9,0 segundos, atingindo a marca dos 200 km/h de velocidade máxima.

Já no Targa, a presença do arco de aço inoxidável, a estrutura reforçada e a capota removível adicionavam alguns quilos extras, tornando o carro marginalmente mais pesado e, em consequência, um pouco menos ágil em aceleração.

O 0 a 100 km/h ficava próximo de 9,5 segundos, com velocidade máxima muito semelhante ao Coupé, na casa dos 198 km/h.

Na prática, a diferença era quase imperceptível para o condutor em uso diário. Contudo, em pistas ou condições de condução esportiva.

O Coupé mostrava-se mais direto, enquanto o Targa oferecia a experiência única de conduzir “a céu aberto”, mantendo a segurança e a identidade mecânica do 911.

Essa distinção de desempenho ajudou a posicionar cada versão dentro de um público específico: o Coupé era visto como a escolha dos puristas em busca da máxima performance, enquanto o Targa conquistava clientes que queriam inovação, exclusividade e prazer de dirigir ao ar livre, sem abrir mão do DNA esportivo da Porsche.

Comparativo de Desempenho — Porsche antigo (911 antigo) 2.0 — 1967

Lado a lado: 911 Targa 2.0 (130 hp SAE ≈ 110 cv DIN) × 911 Coupé 2.0 (130 hp SAE ≈ 110 cv DIN)

Parâmetro técnico
911 Targa 2.0 (1967)
911 Coupé 2.0 (1967)
Parâmetro 911 Targa 2.0 911 Coupé 2.0
Potência (norma) 110 cv DIN (≈ 130 hp SAE) 110 cv DIN (≈ 130 hp SAE)
Torque máx. ≈ 16,1 kgfm @ 4.200 rpm ≈ 16,1 kgfm @ 4.200 rpm
Peso em ordem de marcha ≈ 1.080 kg ≈ 1.040 kg
Aceleração 0–100 km/h ≈ 9,5 s ≈ 9,0 s
Velocidade máxima ≈ 198 km/h ≈ 200 km/h
Câmbio Manual 5 marchas (4M em alguns mercados) Manual 5 marchas (4M em alguns mercados)
Tração / Layout Traseira / motor traseiro boxer 2.0 6C Traseira / motor traseiro boxer 2.0 6C
Aerodinâmica (Cx) ≈ 0,39 ≈ 0,38
Pneus originais 165 HR 15 165 HR 15
Freios Discos nas 4 rodas Discos nas 4 rodas
Direção Cremalheira e pinhão (sem assistência) Cremalheira e pinhão (sem assistência)
Rigidez / Estrutura Arco Targa reforçado; maior rigidez que conversível tradicional Monobloco fechado; rigidez ligeiramente superior ao Targa
Notas editoriais JK Porsche: valores típicos de época para unidades europeias. Diferenças decorrem, sobretudo, de peso e rigidez da carroceria. Potência divulgada como 110 cv (DIN) na Europa e ~130 hp (SAE “gross”) nos EUA. Pequenas variações podem ocorrer conforme estado de motor, pneus e altitude.

Vídeo: O Escapamento do Porsche 911 Targa 1967: Resistência e Desempenho em Plena Década de 60

Ficha Técnica: Porsche 911 2.0 Targa 6 Cilindros 130 cv ano 1967

Informações Gerais

  • Marca: Porsche;
  • Modelo: 911 Targa;
  • Ano: 1967;
  • Versão: 2.0 6 cilindros – versão de entrada;
  • Tipo de carroceria: Targa (com arco de aço inoxidável, teto removível e janela traseira em plástico flexível);
  • Configuração de motor: Boxer, 6 cilindros, aspirado, refrigerado a ar;
  • Código do motor: 901/02.

Motor e Desempenho

  • Cilindrada: 1.991 cm³;
  • Potência máxima: 110 cv DIN (≈ 130 hp SAE Gross) a 6.100 rpm;
  • Torque máximo: 16,1 kgfm a 4.200 rpm;
  • Alimentação: Carburadores Weber;
  • Taxa de compressão: 9,0:1;
  • Tração: Traseira;
  • Câmbio: Manual de 5 marchas (opcional de 4 marchas em alguns mercados);
  • Velocidade máxima: 198 km/h;
  • Aceleração 0–100 km/h: 9,5 segundos.

Chassi e Suspensão

  • Estrutura: Monobloco em aço com arco de segurança em aço inoxidável no estilo Targa;
  • Suspensão dianteira: Independente McPherson com barra de torção;
  • Suspensão traseira: Independente com braços longitudinais, barra de torção e barra estabilizadora;
  • Direção: Cremalheira e pinhão, sem assistência;
  • Freios: A disco nas quatro rodas (ventilados nas versões posteriores);
  • Rodas: Aço ou Fuchs de liga leve (opcional) aro 15″;
  • Pneus originais: 165 HR 15.

Dimensões e Peso

  • Comprimento: 4.163 mm;
  • Largura: 1.610 mm;
  • Altura: 1.320 mm;
  • Entre-eixos: 2.211 mm;
  • Peso: 1.080 kg (aprox.);
  • Capacidade do porta-malas: 130 litros.

Aerodinâmica

  • Coeficiente de arrasto (Cx): 0,39;
  • Área frontal: 1,91 m²;
  • CdA (produto Cx × área): 0,74 m².

Carroceria e Estilo

  • Configuração Targa: Capota central removível + vidro traseiro flexível;
  • Estrutura de segurança: Arco de aço inoxidável característico;
  • Materiais: Aço estampado, alumínio em componentes menores;
  • Capacidade de ocupantes: 2+2 (bancos traseiros pequenos de uso ocasional).

Consumo e Autonomia

  • Consumo médio: 7,5 km/l (ciclo combinado);
  • Tanque de combustível: 62 litros;
  • Autonomia média: até 465 km.

Valores Históricos e Mercado Atual

  • Preço zero km em 1967 (EUA): cerca de US$ 6.300 (valor base da época);
  • Preço zero km em 1967 (Alemanha): aproximadamente 23.500 marcos alemães;
  • Valor atual no mercado de colecionadores (2025): entre US$ 200.000 e US$ 280.000 em leilões internacionais, dependendo da originalidade e estado de conservação;
  • No Brasil (segmento de carros antigos): acima de R$ 1,2 milhão, em exemplares restaurados e documentados.

Lista completa de equipamentos, de segurança e conforto do Porsche 911 2.0 Targa 6 Cilindros 130 cv 1967

Bancos em couro ou couro sintético;
• Bancos dianteiros reclináveis;
• Bancos traseiros “2+2” de uso ocasional;
• Painel de instrumentos com 5 mostradores (contagiros, velocímetro, pressão de óleo, temperatura de óleo, marcador de combustível);
• Relógio no painel em alguns mercados;
• Volante de três raios em madeira ou metal revestido;
• Acabamento interno com materiais estofados e detalhes cromados;
• Forração de teto removível (painel central destacável);
• Janela traseira removível em plástico transparente (versão “soft window”);
• Cobertura de lona para a capota quando removida;
• Vidros de acionamento manual;
• Espelho retrovisor externo ajustável manualmente;
• Teto central rígido removível;
• Sistema de som/rádio opcional;
• Iluminação interna do habitáculo;
• Porta-luvas com fechadura;
• Porta-malas dianteiro com 130 litros;
• Tapetes sob medida;
• Painéis de ventilação e aquecimento básicos.

Equipamentos de Segurança

• Estrutura monobloco em aço;
• Arco de segurança fixo em aço inoxidável (Targa bar);
• Chassi reforçado para rigidez adicional;
• Cintos de segurança dianteiros de dois pontos;
• Coluna de direção com seção rebatível;
• Volante com bordas acolchoadas;
• Para-brisa em vidro laminado de segurança;
• Freios a disco nas quatro rodas;
• Sistema hidráulico de freio simples;
• Direção por cremalheira e pinhão (sem assistência);
• Faróis principais com regulagem manual;
• Luzes de freio, lanternas e iluminação de placa;
• Para-choques cromados com protetores;
• Reflexivos traseiros em alguns mercados;
• Estepe com suporte original.

  • Alguns desses itens variavam conforme mercado (Estados Unidos, Europa, exportação) e pacotes opcionais;
  • Na época, os carros esportivos não ofereciam airbags, controle de tração, ABS ou central eletrônica de estabilidade essas tecnologias vieram décadas depois;
  • O arco Targa foi um elemento de segurança intrínseco ao design Targa, compensando a ausência de capota fixa total, e era um dos principais elementos de proteção estrutural;
  • A versão “soft window” (com janela traseira de plástico flexível) era usada nos primeiros Targa, sendo substituída por janela de vidro nos modelos posteriores;
  • Alguns opcionais não eram parte do catálogo padrão, como ar-condicionado ou rádio sofisticado, esses tinham maior probabilidade em mercados como EUA ou como pedidos especiais.
Catálogo de cores Porsche 911 2.0 Targa 6 Cilindros 130 cv 1967

Cores externas (1967)

• 6601: Slate Grey;
• 6602: Polo Red;
• 6603: Gulf (Golf) Blue;
• 6604: Light Ivory;
• 6605: Bahama Yellow;
• 6606: Irish Green;
• 6607: Sand Beige;
• 6608: Aga Blue;
• Especial sob encomenda: Preto (e outras Sonderfarbe conforme mercado).

Cores e materiais internos (1967)

• Leatherette Preto;
• Leatherette Vermelho;
• Leatherette Marrom/Castanho;
• Leatherette Bege/Tan;
• Leatherette Azul-escuro;
• Leatherette Verde-escuro;
• Leatherette Cinza-claro;
• Tecido Pepita (houndstooth) preto e branco para bancos;
• Acabamento “basketweave” em painel/portas;
• Carpetes combinando com o tom do interior.

Catálogo de Cores — Porsche antigo (911 antigo) — Ano 1967

Amostras visuais indicativas. Para pintura/restauro utilize código 66xx correspondente.

Cores externas (1966–1967)

CorCódigoAmostra
Slate Grey6601#4A4F52
Polo Red6602#B10028
Gulf (Golf) Blue6603#70A7D0
Light Ivory6604#F3EAD3
Bahama Yellow6605#C89C34
Irish Green6606#0C5C3E
Sand Beige6607#C5A98B
Aga Blue6608#1F3C5B
Preto (sob encomenda)SO#111111

Interiores (revestimentos 1967)

Material/CorDescriçãoAmostra
Leatherette PretoAcabamento mais comum#0B0B0B
Leatherette VermelhoContraste clássico com Light Ivory/Polo Red#6E1A1A
Leatherette Bege/TanCombinava com Sand Beige/Bahama Yellow#C5A476
Leatherette MarromTonalidade quente “café”#6B4B2A
Leatherette Azul-escuroRaro em 67, mas disponível#1A2A4A
Leatherette Verde-escuroCombina com Irish Green#1F5B3A
Leatherette Cinza-claroAmbiente interno neutro#C9C9C9
Tecido Pepita (houndstooth)Opção icônica em preto/brancopadrão
“Basketweave” (painel/portas)Grão em relevo típico dos SWB#222222

Nota curatorial JK Porsche: a cartela acima cobre os padrões 1966–1967 para 911/912 de entre-eixos curto (SWB). Cores especiais e combinações “Sonderfarbe” podiam ser encomendadas em alguns mercados.