O Porsche Type 64, criado em 1939, é considerado por muitos especialistas como o primeiro Porsche da história.

Porsche Antigo ao Porsche atual – Natália Svetlana – Colunista
JK Carros
Descubra a história e cultura Porsche com o Type 64 de 1939, o primeiro protótipo da marca que deu origem ao legado dos esportivos alemães.

Mais do que um simples protótipo de corrida, o modelo representa o elo entre o Volkswagen Fusca, concebido por Ferdinand Porsche, e o futuro dos esportivos de Stuttgart.
Sua criação e trajetória revelam capítulos marcantes da História e cultura Porsche, servindo como um símbolo das origens da marca.
O contexto histórico do Type 64
No final da década de 1930, a Alemanha planejava a realização da Berlin–Roma Rennen, uma corrida de longa distância que ligaria Berlim à capital italiana.
O evento seria um palco para exibir o poder da engenharia germânica e italiana. Para isso, Ferdinand Porsche, já conhecido por desenvolver o Fusca, decidiu projetar um carro de competição totalmente voltado para desempenho e aerodinâmica.
Embora a corrida tenha sido cancelada em virtude do início da Segunda Guerra Mundial, os protótipos do Type 64 já estavam prontos. Assim, o carro se tornou um símbolo histórico de transição entre o Volkswagen e os primeiros esportivos Porsche.
Desenvolvimento técnico

O Porsche Type 64 foi desenhado por Erwin Komenda, engenheiro que também assina o design do futuro Porsche 356. Sua carroceria de alumínio foi inspirada na aviação da época, com formas arredondadas e fluidas que priorizavam a aerodinâmica.
Porsche 356 modelos e ficha técnica
Ficha técnica resumida do Type 64 (1939):
- Motor: 1.0 litro, 4 cilindros boxer a ar, derivado do Fusca;
- Potência: aproximadamente 40–50 cv;
- Velocidade máxima: cerca de 160 km/h;
- Peso: aproximadamente 600 kg;
- Carroceria: alumínio, com design aerodinâmico avançado;
- Produção: apenas 3 unidades.
Esse conjunto fazia do Type 64 um carro extremamente moderno para sua época, estabelecendo princípios que até hoje definem os esportivos Porsche: leveza, eficiência e equilíbrio dinâmico.
Preço, raridade e mercado atual
Foram construídos apenas três exemplares do Type 64. Dois deles foram destruídos durante a guerra, restando apenas uma unidade original.
Esse sobrevivente tornou-se uma joia histórica de valor inestimável para colecionadores e entusiastas.
Embora não exista um preço oficial de mercado, especialistas apontam que o valor estimado do Type 64 pode ultrapassar facilmente a casa dos 20 milhões de dólares em leilões internacionais, dependendo da autenticidade e da preservação do veículo.
Sua raridade o coloca no mesmo patamar de ícones intangíveis da indústria automobilística mundial.
O legado para a Porsche

O Type 64 não chegou a ser produzido em série, mas foi a plataforma experimental que permitiu à Porsche consolidar sua identidade esportiva.
Quando em 1948 nasceu o Porsche 356, a influência do Type 64 era clara: motor traseiro, leveza, aerodinâmica e a busca incessante por desempenho.
É por isso que o Type 64 é considerado o verdadeiro “pai” dos Porsches modernos, carregando em si o DNA da marca. Sua existência reforça o valor histórico e cultural que a Porsche carrega até hoje.
Conclusão
O Porsche Type 64 de 1939 não é apenas um protótipo antigo: ele é a raiz da História e cultura Porsche. Sua trajetória, marcada pela inovação, pela guerra e pela raridade, faz dele uma peça de valor incalculável no universo dos carros clássicos.
Para colecionadores, entusiastas e historiadores do automobilismo, o Type 64 é a prova viva de que a Porsche nasceu com uma vocação clara: unir engenharia de ponta e paixão pela velocidade.
Porsche Type 64 ano 1939 – Ficha Técnica
Porsche Type 64 (1939): ficha técnica do protótipo que antecipa o 356, aerodinâmica “streamliner”, boxer a ar, peso leve, desempenho e dados históricos.
Visão geral
- Projeto: Ferdinand “Ferry” Porsche (carroceria por Erwin Komenda);
- Objetivo original: corridas de longa distância (Berlim–Roma);
- Configuração: cupê de 2 lugares, motor traseiro, tração traseira;
- Produção: 3 unidades (1939–1940);
- Estado histórico: protótipo/“pré-Porsche” que antecipa o 356.
Produção e curiosidades
- Unidades: 3 carros montados (1939–1940);
- Nomenclatura: também citado como Type 60K10 (base Type 60/KdF);
- Importância: considerado o elo direto entre o VW e o Porsche 356 (DNA de design/engenharia).
Itens solicitados de pós-venda (contexto histórico)
Como o Type 64 é um protótipo pré-série de 1939, não houve rede de concessionárias, garantia de fábrica, “revisões tabeladas”, seguro comercial ou mercado de seminovos.
Abaixo, seguem diretrizes para fins de documentação editorial em sites e avaliação de colecionáveis, não equivalem a política oficial inexistente à época:
Garantia de fábrica
- Não aplicável (protótipo de competição/longa distância, sem comercialização ao público);
- Para acervos/museus, a “garantia” é substituída por procedências, certificados, histórico e laudos.
Preço das revisões
- Não aplicável. Manutenção hoje é restauro especializado, sob demanda (carro único).
Seguro e franquia (realidade de colecionáveis)
- Modalidade recomendada: seguro de valor acordado (apólice com valor assegurado definido por laudos, procedência e estado);
- Valor do seguro: varia conforme valor declarado, perfil de guarda (museu/coleção), coberturas (transporte, exposição, rallyes históricos) e riscos;
- Franquia: definida caso a caso; para peças únicas, muitas apólices trabalham com franquias elevadas ou cláusulas específicas de restauração/peças artesanais;
Desvalorização após “fim da garantia”
- Não aplicável: prototipagem histórica não segue curva de depreciação; segue lógica de coleção, com valorização sujeita a fatores como:
- unicidade/proveniência;
- completude e autenticidade (números, painéis, carroceria original);
- histórico esportivo/documental;
- qualidade do restauro e premiações.
Observação editorial: em vez de “% de desvalorização”, utilize um quadro de análise de valor de coleção (unicidade, originalidade, estado, documentação, premiações, vendas em leilões comparáveis), pois índice percentual não se aplica a um protótipo único/pré-série.
Nota metodológica (transparência)
- Vários números acima são estimativas historicamente coerentes para um protótipo com registros de época incompletos/divergentes. Onde não há medição oficial padronizada, preferi intervalos plausíveis e marcação de “n/d”.
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