Ficha Técnica carros Chevrolet Marajó SL 1.6 Série especial Faixa preta ano 1982

No ano de 1982, o Chevrolet Marajó, foi o 16º carro mais vendido do Brasil, emplacando em todas as suas versões e configurações 11.814 unidades.

Ficha Técnica carros Chevrolet Marajó SL 1.6 Série especial Faixa preta ano 1982
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 13.08.2025 by

No ano de 1982, o Chevrolet Marajó, foi o 16º carro mais vendido do Brasil, emplacando em todas as suas versões e configurações 11.814 unidades.

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Notícias, Ficha Técnica carros e mercado carros para PCD – Natália Svetlana – Colunista

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Ficha Técnica

Ficha Técnica carros Chevrolet Marajó SL 1.6 Série especial Faixa preta ano 1982
Ficha Técnica carros Chevrolet Marajó SL 1.6 Série especial Faixa preta ano 1982

Motor

  • Código: Família 2 – Chevrolet;
  • Configuração: 4 cilindros em linha, longitudinal, comando de válvulas no bloco (OHV);
  • Cilindrada total: 1.584 cm³;
  • Diâmetro x curso: 81,0 mm x 77,0 mm;
  • Taxa de compressão: 8,5:1 (gasolina) / 12,0:1 (álcool);
  • Potência máxima: 76 cv brutos a 5.800 rpm;
  • Torque máximo: 11,6 kgfm a 3.600 rpm;
  • Alimentação: Carburador simples Solex-Brosol H-34 SEIE;
  • Combustível: Gasolina ou Álcool;
  • Ignição: Eletrônica (série no álcool, opcional na gasolina);
  • Arrefecimento: Líquido, radiador frontal.

Transmissão

  • Tipo: Manual, 4 marchas à frente e 1 à ré;
  • Acoplamento: Embreagem monodisco a seco;
  • Tração: Traseira (RWD);
  • Relação final do diferencial: 3,90:1.

Desempenho

  • Velocidade máxima: ~160 km/h;
  • Aceleração 0–100 km/h: ~16,6 s;
  • Consumo médio:
    • Gasolina: 9 km/l;
    • Álcool: 6,5 km/l;
  • Autonomia: ~450 km (tanque 50 litros).

Chassi e Suspensão

  • Estrutura: Monobloco em aço estampado;
  • Suspensão dianteira: Independente, braços triangulares, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora;
  • Suspensão traseira: Eixo rígido, feixes de molas semielípticas, amortecedores hidráulicos telescópicos
  • Freios dianteiros: Discos sólidos de 228 mm;
  • Freios traseiros: Tambores de 203 mm;
  • Direção: Mecânica de pinhão e cremalheira;
  • Pneus originais: 165/80 R13, radiais, em rodas de aço estampado aro 13″ com calotas exclusivas da série.

Dimensões

  • Comprimento total: 4.143 mm;
  • Largura total: 1.576 mm;
  • Altura total: 1.341 mm;
  • Distância entre-eixos: 2.390 mm;
  • Bitola dianteira: 1.310 mm;
  • Bitola traseira: 1.295 mm;
  • Altura livre do solo: 165 mm;
  • Peso em ordem de marcha: 940 kg.

Capacidades

  • Porta-malas: 390 litros (1.000 litros com banco traseiro rebatido);
  • Tanque de combustível: 50 litros;
  • Carga útil: ~420 kg.

Aerodinâmica

  • Coeficiente de arrasto (Cx): ~0,45;
  • Área frontal estimada: 1,85 m².

Ponto Positivo – Equilíbrio e comportamento dinâmico

Um dos maiores trunfos do Chevrolet Marajó SL 1.6 estava em seu projeto de tração traseira com motor dianteiro.

Essa configuração, herdada do Chevette, proporcionava um excelente equilíbrio de peso entre os eixos, favorecendo a estabilidade em curvas e a previsibilidade nas reações do carro.

O uso de diferencial traseiro aliado à tração nas rodas posteriores distribuía de forma mais harmoniosa o esforço entre os pneus dianteiros e traseiros, evitando sobrecarga no eixo dianteiro.

Algo comum nos modelos compactos de tração dianteira da época. Isso resultava em direção mais comunicativa, maior controle em manobras rápidas e melhor aproveitamento do torque do motor, especialmente em subidas e em pisos de baixa aderência.

Outro aspecto importante era o conforto ao rodar, proporcionado pelo conjunto de suspensão bem calibrado e pelo chassi rígido, que mantinha a carroceria estável sem sacrificar o isolamento de irregularidades do solo.

Para um compacto familiar da década de 1980, essa combinação de robustez mecânica, distribuição equilibrada de peso e dirigibilidade refinada colocava o Marajó entre os modelos mais agradáveis de conduzir do seu segmento.

Catálogo de cores

Cores Sólidas

  • Branco Everest – clássico e elegante, contrastando fortemente com a faixa preta lateral;
  • Vermelho Granada – tom vivo, esportivo e chamativo;
  • Azul Noturno – azul profundo, com aparência sóbria;
  • Verde Amazônia – verde escuro, muito associado aos modelos GM da época;
  • Bege Solar – tonalidade clara, bastante popular no início dos anos 1980.

Cores Metálicas (opcionais de custo adicional)

  • Prata Inca – prateado luminoso, realçando os detalhes escurecidos da série;
  • Cinza Graphite – metálico escuro, reforçando a proposta esportiva;
  • Azul Astral Metálico – azul médio com reflexos prateados;
  • Marrom Capuccino Metálico – tom sofisticado, bastante usado em modelos topo de linha da época.
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