Ficha Técnica carros Puma GT Conversível ou Puma GTC Branco cor Pérola ano 1984

Ficha Técnica carros Puma GT Conversível ou Puma GTC Branco cor Pérola ano 1984
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 12.08.2025 by

O Puma GTC foi a versão conversível do famoso esportivo nacional, lançado no início dos anos 1980 para substituir o antigo GTE Spyder.

Notícias, Ficha Técnica carros e mercado carros para PCD – Natália Svetlana – Colunista

JK Carros | Editorial

O modelo nasceu de uma necessidade de modernização da linha Puma, que desde o fim dos anos 1960 era símbolo de esportividade artesanal no Brasil.

Ficha Técnica carros Puma GT Conversível ou Puma GTC Branco cor Pérola ano 1984
Ficha Técnica carros Puma GT Conversível ou Puma GTC Branco cor Pérola ano 1984

Fabricado pela Puma Veículos e Motores Ltda., o GTC manteve a receita básica da marca: carroceria em fibra de vidro, chassi derivado do Volkswagen Brasília e mecânica confiável de origem Volkswagen a ar.

Ficha Técnica

Motor

  • Código/plataforma: Volkswagen Boxer 1600 (arrefecimento a ar, traseiro);
  • Configuração: 4 cilindros horizontais opostos (boxer), 2 válvulas por cilindro, comando no bloco (tuchos mecânicos);
  • Alimentação: Dupla carburação (Solex/Brosol 32 PDSIT) com filtro de ar esportivo;
  • Cilindrada: 1.584 cm³;
  • Diâmetro x curso: 85,5 mm × 69,0 mm;
  • Taxa de compressão: 8,0:1 (típico; pode variar 7,8–8,2:1);
  • Potência máxima: ~ 65–68 cv (DIN) a 4.600 rpm (≈ 75–80 cv SAE);
  • Torque máximo: ~ 12,0–12,5 kgfm a 3.000 rpm;
  • Arrefecimento: Ar, com turbina centrífuga e radiador de óleo externo (by-pass);
  • Ignição: Eletrônica/indutiva 12 V, distribuidor com avanço centrífugo e a vácuo;
  • Combustível: Gasolina (Brasil).

Transmissão e Tração

  • Tração: Traseira (motor traseiro longitudinal);
  • Câmbio: Manual, 4 marchas, relações VW;
  • Embreagem: Monodisco a seco, comando mecânico por cabo;
  • Diferencial: Convencional (corona/pinhão), relação final típica 8×35 (4,375:1).

Suspensão

  • Dianteira: Eixo de torção VW com braços arrastados, barras de torção, amortecedores hidráulicos telescópicos; barra estabilizadora;
  • Traseira: Eixo traseiro independente por braços oscilantes/diagonais (IRS VW), barras de torção longitudinais e amortecedores hidráulicos.

Freios

  • Sistema: Hidráulico, duplo circuito;
  • Dianteiros: Discos sólidos;
  • Traseiros: Tambores;
  • Estacionamento: Mecânico, atuando nas rodas traseiras.

Direção

  • Tipo: Caixa setor e rolete (mecânica);
  • Diâmetro de giro: ~ 10,5–11,0 m.

Rodas e Pneus

  • Rodas: Liga leve 14″ (variações de desenho conforme lote);
  • Pneus (típico de fábrica): 185/70 R14 (algumas unidades com 195/70 R14 atrás).

Estrutura e Carroceria

  • Chassi/base: Plataforma VW (Brasil) com reforços Puma;
  • Carroceria: Fibra de vidro (PRFV) moldada, 2 portas;
  • Capota (GTC): Conversível em lona, comando manual; vigias traseiras em vinil/cristal;
  • Lugares: 2 (mais espaço ocasional para bagagem atrás dos bancos).

Dimensões (aprox.)

  • Comprimento: 3.95–4.00 m;
  • Largura: 1.64–1.68 m;
  • Altura: 1.16–1.22 m (com capota);
  • Entre-eixos: 2.35–2.40 m;
  • Bitolas (D/T): ~ 1.36 / 1.35 m;
  • Peso em ordem de marcha: 820–880 kg (conforme equipamentos).

Capacidades

  • Tanque de combustível: 45–55 L (varia por fornecedor do reservatório);
  • Óleo do motor: ~ 2,5–3,0 L (sem filtro externo);
  • Porta-malas (dianteiro): pequeno, útil para bagagem leve (estimado 80–120 L);

Desempenho (estimativas de época, unidade original)

  • Velocidade máxima: 160–170 km/h;
  • 0–100 km/h: 13–15 s;
  • Consumo típico: 8–12 km/L (uso misto, dependente de acerto de carburação).

Elétrica

  • Sistema: 12 V;
  • Gerador/alternador: Alternador ~ 50 A;
  • Bateria: 12 V (45–60 Ah).

Outros itens técnicos característicos

  • Posição do motor: Traseira, atrás do eixo;
  • Distribuição de peso: Tendência a traseira elevada (≈ 38/62 a 40/60 F/T);
  • Refrigeração de óleo: radiador adicional sob fluxo da turbina (com dutos de ar);
  • Acerto Puma: comando, carburação e escapamento de fluxo mais livre em relação ao VW 1600 padrão, justificando o ganho de potência.

Aerodinâmica do Puma GTC 1984

O Puma GT Conversível, conhecido como GTC, nasceu de um projeto artesanal com forte inspiração no design europeu dos anos 70, mas adaptado à realidade mecânica e de produção brasileira.

Sua carroceria em fibra de vidro moldada (PRFV) permitia linhas mais fluidas e leves, mas, no caso da versão conversível, a aerodinâmica ficava naturalmente menos eficiente que no cupê fechado (GTE) devido à ausência do teto rígido.

Testes da época indicam que o coeficiente de arrasto (Cx) do GTC situava-se em torno de 0,44 a 0,46, um valor aceitável para esportivos artesanais da década de 80, mas superior ao cupê que ficava na faixa de 0,42.

O para-brisa inclinado ajudava a reduzir a resistência frontal, enquanto a dianteira baixa com faróis embutidos limitava a formação de bolsões de ar.

O fundo do carro, baseado na plataforma VW, não era carenado, o que gerava turbulência sob a carroceria em velocidades mais altas.

O capô dianteiro com pequenas entradas de ar laterais não tinha função de refrigeração líquida, mas auxiliava a canalização de ar para o radiador de óleo e para a ventilação interna do porta-malas dianteiro.

O peso reduzido – cerca de 850 kg – compensava parte da perda aerodinâmica, permitindo que o modelo atingisse velocidades de 160 a 170 km/h com o motor VW 1600 de dupla carburação.

Em estrada aberta, a sensação de condução “ao ar livre” e o baixo centro de gravidade favoreciam a estabilidade em curvas, mas a turbulência na cabine com a capota rebatida era perceptível acima dos 100 km/h.

Apesar das limitações técnicas, a aerodinâmica do Puma GTC era suficiente para entregar desempenho esportivo dentro dos padrões brasileiros da época, mantendo o charme e o apelo visual que consagraram a marca.

Notas

  • “Puma GT Conversível 1984” é conhecido comercialmente como Puma GTC; mecânica é a mesma do Puma GTE (cupê) daquele ano, mudando a carroceria (capota de lona).
  • As faixas numéricas acima refletem variações de produção e acerto (carburação/ignição) típicas de 1984, muito comuns em carros artesanais da Puma.
Catálogo de cores

Cores Sólidas

  1. Branco Pérola – clássico e muito usado nos conversíveis;
  2. Vermelho Ferrari – tom vibrante esportivo;
  3. Amarelo Modena – típico dos Pumas, bem chamativo;
  4. Azul Mônaco – azul sólido de médio a escuro;
  5. Preto Ônix – sólido, elegante;
  6. Laranja Solar – tom forte, muito visto em décadas anteriores, ainda disponível por encomenda.

Cores Metálicas

  • Prata Riviera – metálico claro, bastante sofisticado;
  • Cinza Grafite – metálico escuro, acabamento esportivo;
  • Verde Jade Metálico – verde profundo e perolado;
  • Azul Noturno Metálico – tom mais fechado e cintilante;
  • Champagne Metálico – dourado claro perolado.

Acabamentos Especiais

  • Dois tons – combinação de carroceria em uma cor e faixas/decalques em outra (sob encomenda);
  • Faixa lateral Puma – em preto, branco ou prateado, aplicada sobre qualquer cor;
  • Capota – lona preta ou bege (dependendo da cor externa).
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