A história do carro DKW Vemag Pracinha 1966

O nome “Pracinha” homenageia os ex-combatentes brasileiros da Segunda Guerra Mundial, que tinham preferência no financiamento do veículo.

A história do carro DKW Vemag Pracinha 1966
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 25.05.2026 by Jairo Kleiser

O DKW-Vemag Pracinha foi uma versão simplificada da perua Vemaguet, com o foco em ex combatente brasileiros que lutaram na segunda guerra mundial, que tinha direito a diversas isensões.

A história do carro – Tábata Miyuki – Colunista

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O nome “Pracinha” homenageia os ex-combatentes brasileiros da Segunda Guerra Mundial, que tinham preferência no financiamento do veículo.

O modelo foi lançado como parte de um programa do governo brasileiro para incentivar a produção de carros populares, com financiamento facilitado pela Caixa Econômica Federal.

Para reduzir custos, o Pracinha não incluía o sistema Lubrimat (lubrificação automática) e a roda livre, presentes em outros modelos da linha DKW-Vemag.

Produzido entre 1965 e 1966. Também era destinada a oferecer um veículo mais acessível ao público geral, com menor nível de acabamento e preço reduzido.

Ficha Técnica

  • Carroceria: Perua (SW) de 2 portas;
  • Porte: Compacto;
  • Peso: 975 kg;
  • Carga útil: 480 kg;
  • Tanque de combustível: 45 litros;
  • Suspensão dianteira: Mola transversal com fitas de polietileno e braços triangulares inferiores;
  • Suspensão traseira: Eixo flutuante Auto Union com molas transversais e amortecedores telescópicos de dupla ação;
  • Freios: Tambor nas quatro rodas;
  • Direção: Simples.

Motor e Transmissão

Tipo: 3 cilindros em linha, dois tempos, refrigerado a água por termo-sifão (sem bomba d’água);
Cilindrada: 981 cm³;
Potência: 50 cv SAE a 4.500 rpm;
Torque máximo: 8,5 kgfm a 2.250 rpm;
Alimentação: Carburador Brosol 40 CIB descendente;
Tração: Dianteira;
Câmbio: Manual de 4 marchas com alavanca na coluna de direção;
Embreagem: Monodisco a seco.

Dimensões

Comprimento: 4.248 mm;
Largura: 1.645 mm;
Altura: 1.495 mm;
Distância entre-eixos: 2.450 mm.

Desempenho

Velocidade máxima: 125 km/h;
Aceleração (0 a 100 km/h): 31,3 segundos;
Consumo urbano: 6,7 km/l;
Consumo rodoviário: 8,5 km/l;

Equipamentos e Acabamento

  • Acabamento externo: Para-choques e calotas pintados na cor do carro; ausência de frisos cromados;
  • Acabamento interno: Interior simplificado com bancos e forros em napa lisa nas cores verde ou bordô; ausência de revestimento no porta-malas e na traseira;
  • Itens suprimidos: Rádio, tampa do porta-luvas, cinzeiro, luz interna, capa da alavanca do câmbio, esguicho do limpador de para-brisa;
  • Banco dianteiro: Inteiriço com três posições de ajuste fixadas por parafusos diretamente no assoalho;
  • Banco traseiro: Encosto rebatível por inteiro;
  • Porta traseira: Feita em peça única, abrindo lateralmente para a esquerda;
  • Cores disponíveis: Bege ou cinza, com pintura Duco aplicada diretamente sobre a chapa sem primer.
Catálogo de Cores

O Pracinha 1966 era oferecido em duas cores sólidas:

  • Bege;
  • Cinza.

Essas cores eram aplicadas diretamente sobre a chapa metálica com uma única demão de tinta Duco, sem a utilização de primer ou fundo preparatório, o que resultava em um acabamento mais econômico.

Interior

O interior do Pracinha também seguia a proposta de simplicidade, com opções de revestimento em napa lisa nas cores:

  • Verde;
  • Bordô.

Além disso, o veículo não possuía revestimento no porta-malas e na traseira, e diversos itens de conforto e acabamento foram suprimidos para manter o custo reduzido.

a historia do carro
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