W Voyage GL 1.8 Álcool 1991: A Revolução da “Frente Chinesa” para Exportação.

Notícias, Ficha Técnica carros e mercado carros para PCD – Natália Svetlana – Colunista
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O Volkswagen Voyage GL 1.8 a álcool ano 1991 marcou uma fase de transição importante na indústria automobilística brasileira.

Em seu primeiro ano com a chamada “frente chinesa”, o sedã compacto da VW recebeu atualizações visuais e técnicas que não só modernizaram o modelo.
Mas também o prepararam para atender às exigências internacionais de exportação, especialmente em relação à nova legislação sobre fachos de luz.
Neste editorial, o site de notícias sobre automóveis detalha as características técnicas, o posicionamento de mercado e o contexto histórico do Voyage 1991, um dos símbolos da fase madura da família BX da Volkswagen.
A “Frente Chinesa”: Design e Função

O termo “frente chinesa” refere-se à reestilização da parte frontal do Voyage e do Gol, adotada em 1991.
O novo conjunto óptico, com faróis retangulares de superfície lisa e indicadores de direção integrados, foi projetado para cumprir normas internacionais de iluminação.
Facilitando a exportação do modelo para mercados como a China e a América Latina. O para-choque plástico envolvente e a grade mais baixa deram ao Voyage um visual mais limpo e moderno, mantendo sua identidade visual.
Motor e Desempenho

Equipado com o motor 1.8 de quatro cilindros a álcool, o Voyage GL 1991 entregava 96 cv a 5.600 rpm e torque de 15,6 kgfm a 3.200 rpm.
Com um câmbio manual de cinco marchas, o sedã atingia velocidade máxima de 170 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em cerca de 11,5 segundos, números respeitáveis para a categoria compacta da época.
O desempenho era complementado por uma dirigibilidade robusta, com suspensão dianteira independente McPherson e eixo de torção na traseira, conjunto que privilegiava a estabilidade em rodovias e a resistência para uso urbano.
Equipamentos e Acabamento
Na versão GL, o Voyage vinha de série com itens como:
- Vidros verdes degradê;
- Banco traseiro rebatível;
- Rádio AM/FM (com opção de toca-fitas);
- Painel com conta-giros;
- Ar quente;
- Rodas de aço com calotas integrais.
Como opcional, o consumidor poderia adicionar direção hidráulica, rodas de liga-leve aro 13” e antena elétrica, itens que já indicavam uma tentativa da Volkswagen de posicionar o Voyage como uma opção mais refinada dentro do segmento.
Mercado e Preço em 1991

Em 1991, o VW Voyage GL 1.8 a álcool tinha preço sugerido de Cr$ 1.600.000 (cruzeiros), o que o colocava entre as opções de sedãs compactos mais potentes e com boa relação custo-benefício.
Seu principal concorrente era o Chevrolet Chevette SL/E 1.6, que oferecia acabamento similar, mas com desempenho inferior.
A adequação às normas de exportação permitiu à Volkswagen alavancar as vendas do Voyage no exterior, mantendo sua competitividade frente aos japoneses e coreanos em mercados emergentes.
O Voyage GL 1991 no Mercado de Clássicos
Atualmente, modelos bem conservados do Voyage GL 1.8 a álcool 1991 com a frente chinesa são peças disputadas entre colecionadores e entusiastas dos automóveis nacionais.
No mercado de veículos antigos, unidades originais e com documentação em dia podem alcançar valores entre R$ 25.000 e R$ 35.000, dependendo do estado de conservação.
Considerações Finais
O Voyage GL 1.8 1991 é um exemplo emblemático de como as exigências legais internacionais impulsionaram mudanças estéticas e técnicas em veículos brasileiros.
A chamada “frente chinesa” não foi apenas um facelift visual, mas uma adaptação inteligente para tornar o modelo apto a competir globalmente, sem perder sua essência de robustez e simplicidade.
Para os leitores em busca de notícias sobre automóveis e interessados na história dos sedãs nacionais, o Voyage 1991 permanece como um marco de inovação dentro da trajetória da Volkswagen no Brasil.
Ficha Técnica completa

Motor
- Código: AP-1800;
- Combustível: Álcool (etanol);
- Cilindros: 4 em linha;
- Válvulas: 8 válvulas (2 por cilindro);
- Cilindrada: 1.781 cm³;
- Potência Máxima: 96 cv (álcool) a 5.600 rpm;
- Torque Máximo: 15,6 kgfm a 3.200 rpm;
- Alimentação: Carburador de corpo duplo (Solex 2E);
- Diâmetro x Curso: 81 mm x 86,4 mm;
- Taxa de Compressão: 12,5:1;
- Sistema de ignição: Eletrônico com distribuidor.
Transmissão

- Câmbio: Manual de 5 marchas (MA-5);
- Tração: Dianteira (FWD);
- Embreagem: Monodisco a seco com acionamento mecânico.
Suspensão
- Dianteira: Independente McPherson, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos e barra estabilizadora;
- Traseira: Eixo de torção com molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos.
Direção
- Tipo: Pinhão e cremalheira (direção hidráulica como opcional).
Freios
- Dianteiros: Discos sólidos;
- Traseiros: Tambor;
- Sistema: Hidráulico com duplo circuito em diagonal.
Rodas e Pneus
- Rodas: Aço estampado, 5,5” x 13”;
- Pneus: 175/70 R13.
Dimensões
- Comprimento: 4.176 mm;
- Largura: 1.610 mm;
- Altura: 1.360 mm;
- Entre-eixos: 2.335 mm;
- Bitola Dianteira: 1.369 mm;
- Bitola Traseira: 1.359 mm.
Pesos e Capacidades

- Peso em Ordem de Marcha: 940 kg;
- Capacidade do Porta-Malas: 440 litros;
- Capacidade do Tanque de Combustível: 55 litros;
- Carga útil: 425 kg.
Desempenho
- Velocidade Máxima: 170 km/h;
- Aceleração 0 a 100 km/h: 11,5 segundos;
- Consumo Urbano (média): 7 km/l (álcool);
- Consumo Rodoviário (média): 10 km/l (álcool).
Equipamentos de Série – GL 1.8
- Painel com conta-giros;
- Relógio digital no painel;
- Vidros verdes degradê;
- Banco traseiro rebatível;
- Espelhos retrovisores externos com ajuste manual interno;
- Rádio AM/FM (opcional toca-fitas);
- Ar quente;
- Calotas integrais.
Opcionais
- Direção hidráulica;
- Antena elétrica;
- Toca-fitas;
- Rodas de liga-leve aro 13”;
- Vidros elétricos (nas portas dianteiras).
Catálogo de cores

Cores Sólidas:
- Branco Cristal;
- Preto Ônix;
- Vermelho Monza;
- Azul Diamante;
- Cinza Titânio;
- Bege Ágata.
Cores Metálicas (opcionais):
- Prata Lunar;
- Azul Stratos Metálico;
- Cinza Quartz Metálico;
- Verde Amazonas Metálico.
Observações:
- As cores metálicas eram opcionais e encareciam o preço final do veículo.
- O acabamento interno (tecidos e painel) variava entre tons de cinza ou marrom, dependendo da cor externa escolhida.
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