Ficha técnica Carros Ford Belina 1.4 cor marrom metálico ano 1975

No Brasil dos anos 1970, uma demanda crescente por carros familiares, robustos e com espaço de sobra levou diversas montadoras a apostarem em modelos de peruas derivados de sedãs médios.

Ficha técnica Carros Ford Belina 1.4 cor marrom metálico ano 1975
Autor e Análise técnica baseada na experiência prática em oficina mecânica por Jairo Kleiser Formado em mecânica de automóveis na Escola Senai no ano de 1989

Last Updated on 23.07.2025 by

Clássicos de Época, Ford Belina 1.4 1975: A versatilidade nacional em forma de perua. Ficha Técnica, notícias, preço, mercado, lista de equipamentos, consumo, desempenho e catálogo de cores.

Ficha técnica carros – Natália Svetlana – Colunista

Imagens Mascote Clássicos

No Brasil dos anos 1970, uma demanda crescente por carros familiares, robustos e com espaço de sobra levou diversas montadoras a apostarem em modelos de peruas derivados de sedãs médios.

Ficha técnica Carros Ford Belina 1.4 cor marrom metálico ano 1975
Ficha técnica Carros Ford Belina 1.4 cor marrom metálico ano 1975

Foi nesse contexto que a Ford Belina 1.4 nasceu, em 1970, como a versão perua do Corcel, ganhando força no mercado e consolidando-se como referência até meados dos anos 1980.

O modelo 1975 trouxe ajustes pontuais e manteve o perfil de confiabilidade que o consumidor brasileiro já conhecia, especialmente voltado a quem buscava economia, espaço interno e resistência mecânica.

Estilo europeu, alma brasileira

A Belina era baseada no Renault 12 francês (adaptado pela Ford via projeto Willys), mas com identidade visual própria. Em 1975, a perua já exibia um design mais refinado e limpo.

Suas linhas retas e proporções bem resolvidas chamavam atenção: capô baixo, laterais largas e uma traseira levemente inclinada com lanternas verticais.

O acabamento simples, porém funcional, combinava com a proposta familiar e utilitária da perua.

A versão 1.4L, com motor de quatro cilindros em linha, era voltada a quem buscava economia e manutenção simples.

O propulsor derivado do projeto Renault tinha construção robusta e torque satisfatório para a proposta. Um de seus pontos fortes era o baixo consumo de combustível, qualidade muito valorizada em um período de crescente preocupação com economia no Brasil pós-crise do petróleo.

Mercado e legado

Com uma boa aceitação nas vendas, a Belina 1.4 teve papel fundamental na consolidação das peruas como opção viável para famílias e profissionais autônomos.

Em 1975, era comum vê-la nas ruas servindo como táxi, veículo escolar ou carro de frota, dada sua versatilidade.

Na época, seu preço era competitivo frente às opções da concorrência, como a Volkswagen Variant e a Chevrolet Caravan. A manutenção barata, a boa disponibilidade de peças e o conjunto mecânico confiável fizeram dela um sucesso nas concessionárias.

Em valores atualizados, o preço estimado de uma Belina 1.4 zero km em 1975 ficava na faixa de Cr$ 35.000 a Cr$ 40.000, equivalente hoje (em poder de compra) a algo em torno de R$ 190 mil.

Considerações finais

A Ford Belina 1.4 1975 foi uma síntese perfeita do que o brasileiro buscava naquele momento: simplicidade, confiabilidade e espaço.

Não era um carro de luxo, tampouco o mais rápido da categoria, mas sua proposta honesta e eficiente deixou marcas profundas no mercado.

Hoje, como item de coleção, é valorizada por entusiastas da era das peruas nacionais, especialmente em versões bem conservadas e originais.

Ficha técnica completa

Configuração

  • Modelo: Ford Belina 1.4;
  • Ano/modelo: 1975;
  • Carroceria: Perua de 2 portas;
  • Segmento: Médio familiar;
  • Origem: Nacional (Brasil).

Motorização e Mecânica

  • Código do motor: Renault Cléon-Fonte 1.4 (licenciado pela Ford);
  • Tipo: 4 cilindros em linha, longitudinal;
  • Combustível: Gasolina;
  • Cilindrada: 1.372 cm³;
  • Diâmetro x Curso: 76,0 mm x 77,0 mm;
  • Taxa de compressão: 8,5:1;
  • Potência máxima: 75 cv (SAE) a 5.600 rpm;
  • Torque máximo: 11,5 kgfm a 3.000 rpm;
  • Alimentação: Carburador simples;
  • Aspiração: Natural;
  • Sistema de ignição: Contato por platinado e bobina;
  • Câmbio: Manual de 4 marchas à frente + ré;
  • Tração: Dianteira;
  • Embreagem: Monodisco a seco, comando mecânico.

Suspensão, Direção e Freios

  • Suspensão dianteira: Independente tipo McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora;
  • Suspensão traseira: Eixo rígido com feixe de molas semi-elípticas e amortecedores hidráulicos;
  • Direção: Mecânica, pinhão e cremalheira;
  • Freios dianteiros: Tambor;
  • Freios traseiros: Tambor;
  • Freio de estacionamento: Manual, por alavanca entre os bancos dianteiros.

Dimensões e Capacidades

  • Comprimento: 4.310 mm;
  • Largura: 1.610 mm;
  • Altura: 1.390 mm;
  • Entre-eixos: 2.430 mm;
  • Bitola dianteira: 1.310 mm;
  • Bitola traseira: 1.270 mm;
  • Altura do solo: 180 mm (aproximadamente);
  • Peso em ordem de marcha: 940 kg;
  • Capacidade do porta-malas: 450 litros;
  • Capacidade do tanque de combustível: 51 litros;
  • Carga útil máxima: 435 kg.

Desempenho

  • Velocidade máxima: 140 km/h (estimado);
  • Aceleração 0–100 km/h: Aproximadamente 19,5 segundos;
  • Consumo urbano: 9,5 km/l;
  • Consumo rodoviário: 12,5 km/l;
  • Relação peso/potência: 12,5 kg/cv.

Rodas e Pneus

  • Rodas: Aço estampado, 4 furos;
  • Aro: 13 polegadas;
  • Pneus: 6.00-13 diagonais (radiais como acessório em versões superiores).
Catálogo de cores

Cores sólidas:

  • Branco Ártico – tom neutro, muito comum em veículos familiares;
  • Verde Colonial – verde escuro, sofisticado e discreto;
  • Bege Saara – bege claro, elegante e muito popular;
  • Amarelo Bahamas – amarelo suave, incomum e mais chamativo;
  • Vermelho Granada – vermelho fechado com pegada clássica;
  • Azul Capri – azul claro vibrante;
  • Azul Marinho – tom mais sóbrio e tradicional;
  • Cinza Grafite – tom acinzentado escuro, comum em versões mais completas;
  • Marrom Jatobá – marrom metálico intenso, bastante característico da década.

Cores metálicas (opcionais em versões mais caras ou sob encomenda):

  • Prata Continental – cinza-prata metálico;
  • Verde Pampa Metálico – verde escuro perolizado;
  • Azul Oceano Metálico – azul profundo com reflexos metálicos;
  • Champanhe Ouro – tom metálico bege-dourado.

Essas tonalidades estavam disponíveis tanto para a carroceria quanto para o acabamento interno correspondente, geralmente em tons de cinza, bege ou marrom nos bancos e forros.

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Natália Svetlana Kleiser